Flávio Bolsonaro compara Lula a líder do PCC
Flávio Bolsonaro compara Lula a líder do PCC
Durante encontro com empresárias em São Paulo, senador criticou a posição do governo federal sobre a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou duramente a posição do governo federal liderado pelo presidente Lula da Silva (PT) em relação à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Flávio Bolsonaro defendeu a medida adotada pelo governo norte-americano e afirmou que o Brasil deveria atuar de forma conjunta no combate às organizações criminosas. Ele também apresentou propostas para mudanças na política de segurança pública e no sistema penal brasileiro.
- A crítica do senador amplia a tensão política entre governo e oposição em um momento de intensificação das articulações para as eleições presidenciais de 2026. Flávio Bolsonaro evitou comentar sobre o caso Master e também não se pronunciou sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral.
Foto: Fábio Porciúncula | AFP
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom das críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (8), ao afirmar que o chefe do Executivo parece agir como "o chefe do PCC" diante da oposição do governo brasileiro à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração foi feita durante um almoço promovido pelo Grupo Voto, organização que reúne mulheres empresárias, realizado no Hotel Palácio Tangará, em São Paulo. Ao abordar o tema da segurança pública, Flávio defendeu a medida adotada pelo governo norte-americano e afirmou que a classificação representa uma oportunidade para enfraquecer o poder das facções criminosas. Segundo o senador, o Brasil deveria atuar de forma conjunta no combate às organizações criminosas. Em seu discurso, ele criticou a posição do governo federal e associou a resistência à medida à postura adotada pelo presidente da República. O governo brasileiro tem manifestado preocupação com a decisão dos Estados Unidos, argumentando que a classificação das facções como grupos terroristas pode abrir precedentes para ações estrangeiras em território nacional e representar riscos à soberania do país. Além das críticas ao governo federal, Flávio Bolsonaro defendeu mudanças na política de segurança pública e no sistema penal brasileiro. O parlamentar afirmou que é necessário endurecer o combate à criminalidade e ampliar o período de permanência na prisão para condenados por crimes violentos. Durante o evento, o senador atribuiu o aumento da sensação de insegurança nas cidades brasileiras às políticas adotadas por administrações petistas e afirmou que o país precisa fortalecer mecanismos de punição e combate à impunidade. Na área econômica, Flávio também apresentou propostas para uma eventual candidatura presidencial. Entre elas, a defesa do adiamento da entrada em vigor da reforma tributária por pelo menos um ano e a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. O senador evitou comentar questionamentos relacionados ao caso Master e também não se pronunciou sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral do instituto AtlasIntel. O levantamento apontava queda nas intenções de voto do parlamentar em um eventual segundo turno contra Lula. As declarações ampliam a tensão política entre governo e oposição em um momento de intensificação das articulações para as eleições presidenciais de 2026, cenário que tem sido marcado por trocas de críticas entre lideranças dos dois campos políticos.
FICCO bloqueia R$ 102 milhões ligados ao PCC e ao CV na Bahia
FICCO bloqueia R$ 102 milhões ligados ao PCC e ao CV na Bahia
Força integrada coordenada pela Polícia Federal cumpriu centenas de mandados e intensificou o combate ao tráfico, à lavagem de dinheiro e às lideranças criminosas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA) causou um prejuízo estimado em R$ 102 milhões às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O balanço abrange as operações realizadas desde a implantação da força-tarefa em agosto de 2023 até maio de 2026, com a Polícia Federal coordenando as ações que envolvem forças de segurança estaduais, federais e a polícia penal no combate ao tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
- As investigações resultaram no cumprimento de 210 mandados judiciais para bloqueio de recursos e 402 mandados de busca e apreensão, culminando na captura de centenas de criminosos, incluindo lideranças estratégicas. Entre os detidos, destaca-se a prisão de um líder de facção em São Paulo com atuação no sudoeste baiano, além da captura de dois líderes do Comando Vermelho na Bolívia, demonstrando a atuação transfronteiriça da FICCO/BA em colaboração com a Interpol. A Bahia foi pioneira no Nordeste ao adotar essa força-tarefa, uma estratégia crucial no enfrentamento ao crime organizado.
Foto: Divulgação | Polícia Civil
As facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sofreram um prejuízo estimado em R$ 102 milhões após ações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA). O balanço considera operações realizadas entre agosto de 2023, quando a força-tarefa foi implantada no estado, e maio de 2026.Coordenada pela Polícia Federal, a FICCO reúne forças de segurança estaduais, federais e a polícia penal em ações voltadas ao combate ao tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o bloqueio dos recursos ocorreu a partir do cumprimento de 210 mandados judiciais relacionados à descapitalização das organizações criminosas.No período, foram executados 402 mandados de busca e apreensão em operações conduzidas pela própria força-tarefa e em ações integradas com outros órgãos de segurança. As investigações também resultaram na captura de centenas de criminosos, incluindo lideranças consideradas estratégicas do PCC e do CV.Entre as prisões de destaque está a captura, em maio deste ano, de um líder de facção com atuação no sudoeste baiano, localizado na capital paulista durante uma operação conjunta das forças de segurança da Bahia e de São Paulo.A atuação da FICCO também ultrapassou fronteiras. A Bolívia aparece como um dos principais destinos utilizados por integrantes de facções para tentar escapar da Justiça brasileira. Em uma ação internacional, dois líderes do Comando Vermelho da Bahia foram presos no país vizinho após troca de informações entre a FICCO e a Interpol.A Bahia foi o primeiro estado do Nordeste a implantar a força-tarefa, considerada uma das principais estratégias nacionais de enfrentamento ao crime organizado e ao poder financeiro das facções.
Governo Lula critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e vê risco à soberania brasileira
Planalto afirma que medida pode prejudicar cooperação policial, economia do país e até o funcionamento do PIX; nota oficial critica articulação da família Bolsonaro após encontro com Trump
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O governo federal criticou integrantes da família de Jair Bolsonaro após os EUA classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas. Em nota, o governo acusou aliados do ex-presidente de tentarem estimular interferência estrangeira no Brasil.
- A nota do Planalto também afirma que o governo brasileiro mantém parceria com os EUA no combate ao crime organizado e rejeita medidas arbitrárias.
Foto: Reprodução
O governo federal criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após os Estados Unidos anunciarem que vão classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o governo afirmou que o Brasil já atua no combate às facções criminosas e acusou aliados do ex-presidente de tentarem estimular interferência estrangeira em assuntos internos do país. “É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, diz o comunicado. O texto também afirma que o terrorismo praticado por facções criminosas não deve ser confundido com ações de motivação ideológica, política ou religiosa ligadas ao terrorismo internacional. “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, acrescenta a nota. Cooperação internacional: O governo brasileiro ressaltou que mantém parceria com diversos países no combate ao crime organizado, incluindo os Estados Unidos. Segundo o Planalto, em abril deste ano o Brasil apresentou ao Departamento de Estado americano uma proposta de cooperação focada em inteligência, lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas. A nota afirma ainda que o país continuará aberto à colaboração internacional, mas rejeita medidas consideradas arbitrárias. “Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia”, afirmou o governo. O Planalto também citou possíveis impactos econômicos e operacionais caso medidas sejam adotadas sem negociação prévia com o Brasil. “Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.” Encontro nos Estados Unidos: Na terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca para reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após o encontro, o parlamentar afirmou ter pedido ao governo americano que classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas. Flávio também se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsável pela formalização desse tipo de medida. Pouco depois da divulgação da nota do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar “muito triste e decepcionado” com a decisão americana.























