ACM diz que ‘300 prefeitos não mudam nada’ e irrita prefeitos baianos
Ex-prefeito diz que apoio de 300 gestores “não muda nada” e gera reação no interior da Bahia
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Uma declaração do ex-prefeito de Salvador ACM Neto provocou forte reação entre prefeitos baianos nesta quarta-feira (18). Ao comentar o apoio de cerca de 90% dos gestores municipais ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), Neto afirmou que o respaldo de lideranças locais não define o resultado da eleição. “Com todo o respeito aos prefeitos, quem resolve a eleição é o povo. (...) Essa coisa de ter 300 prefeitos muda nada, representa nada”, declarou.A fala foi interpretada por parte dos gestores como sinal de desprestígio. Prefeitos aliados e outros que ainda mantêm diálogo com o grupo do ex-prefeito avaliaram, reservadamente, que ele errou o tom ao minimizar o peso político das lideranças municipais. Nos bastidores, a leitura é que a declaração pode dificultar a construção de alianças para 2026. Em um estado com forte influência do interior nas disputas majoritárias, prefeitos costumam atuar na organização de palanques, mobilização de bases e articulação regional.O comentário ampliou o ruído dentro do campo oposicionista e reforçou a tensão na corrida pelo governo da Bahia.
União dos Prefeitos da Bahia propõe limite de R$ 700 mil para atrações musicais
Teto seria de até R$ 700 mil por apresentação
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Prefeitos baianos discutiram, nesta quarta-feira (4), a criação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para limitar os cachês pagos a atrações musicais contratadas com recursos públicos. A proposta prevê um teto de até R$ 700 mil por apresentação. O debate ocorreu durante reunião na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador. O encontro foi conduzido pelo presidente da entidade e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), e contou com a participação de gestores de cidades que realizam grandes festejos juninos, como Jequié e Santo Antônio de Jesus.A ideia é que o TAC seja firmado entre as prefeituras e órgãos de controle, como o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo a UPB, o acordo daria respaldo jurídico aos gestores para recusar contratações acima do valor estipulado, mesmo diante de pressões políticas ou populares. A entidade argumenta que a escalada nos cachês tem comprometido o equilíbrio financeiro de municípios de pequeno e médio porte.“O objetivo é proteger o patrimônio público e garantir que os investimentos em eventos não prejudiquem áreas essenciais da administração”, afirmou Wilson Cardoso. Além da contenção de gastos, a proposta também busca reorganizar o mercado de eventos e ampliar o espaço para artistas regionais e grupos culturais locais, que, segundo os prefeitos, vêm perdendo espaço para grandes produções com alto custo.A discussão deve avançar nos próximos dias com a abertura de diálogo formal com os órgãos de fiscalização.
Promotores de Justiça irão pedir aos prefeitos que intensifiquem a vacinação na Bahia
Documento assinado pela procuradora-geral de Justiça da Bahia orienta que os promotores reforcem aos gestores municipais sobre a importância de informar a população a respeito dos benefícios da vacina
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- A procuradora-geral de Justiça Norma Cavalcanti recomendou, nesta quinta-feira (1), aos promotores de Justiça que instaurem procedimento administrativo para acompanhar a atuação municipal relacionada à vacinação contra a Covid-19. O documento orienta que os promotores de Justiça enviem recomendações aos gestores municipais para que intensifiquem a vacinação de pessoas que ainda não foram imunizadas ou que necessitem da aplicação da segunda dose ou a dose de reforço. O texto se baseia no expediente do Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Coronavírus. A recomendação leva em consideração a recente alta no número de infectados pelo coronavírus no estado e o surgimento de nova cepa, a ômicron. O documento destaca ainda que a Bahia voltou a registrar, no dia 23 de novembro, mais de mil novos casos de Covid-19 em 24h, o que não ocorria desde o final do mês de agosto deste ano, e que a ômicron foi declarada pela OMS como ‘variante de preocupação’ em razão de suas 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína ‘spike’, a ‘chave’ que o vírus usa para entrar nas células e também o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19. A chefe do Ministério Público baiano destacou também que “não há informações científicas precisas a respeito da transmissibilidade e letalidade da referida variante”. Foi orientado que os promotores reforcem aos gestores municipais sobre a importância de informar a população a respeito dos benefícios da vacinação, da segurança dos imunizantes e da importância de completar o esquema vacinal como medida de enfrentamento à pandemia da Covid-19. “Há diversos municípios baianos com baixas taxas de cobertura vacinal, sendo que 51 destes apresentam registros inferiores a 50%”, destacou Norma Cavalcanti.























