Ex-servidor da Assistência Social de Guanambi é condenado a mais de 9 anos por desviar R$ 1,2 milhão
Justiça determinou perda do cargo público e fixou valor mínimo para ressarcimento ao município
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ex-chefe da Secretaria Municipal de Assistência Social de Guanambi, Thiago Francisco de Souza Castro, foi condenado a nove anos, oito meses e 20 dias de prisão pelo crime de peculato-apropriação. Ele desviou R$ 1.220.495,93 dos cofres públicos entre agosto de 2021 e setembro de 2025.
- A Justiça também determinou a perda do cargo público e proibiu Thiago de exercer qualquer função pública ou mandato eletivo no futuro. Além disso, foi fixado o valor mínimo de R$ 1.286.986,65 para reparação dos danos causados ao erário municipal.
O ex-chefe do Departamento de Contabilidade e Tesouraria da Secretaria Municipal de Assistência Social de Guanambi, Thiago Francisco de Souza Castro, foi condenado a nove anos, oito meses e 20 dias de prisão pelo crime de peculato-apropriação. A sentença foi proferida pelo juiz Edson Nascimento Campos, da Vara Criminal do município. Segundo a decisão, Thiago desviou R$ 1.220.495,93 dos cofres públicos entre agosto de 2021 e setembro de 2025. As irregularidades vieram à tona após denúncia da própria secretária de Assistência Social ao Ministério Público e à Polícia Civil, o que deu início às investigações. O ex-servidor foi preso em 23 de setembro de 2025, em Foz do Iguaçu, onde estava após a descoberta do esquema. Além da pena de prisão, o magistrado determinou a perda do cargo público e proibiu Thiago de exercer qualquer função pública ou mandato eletivo no futuro. A Justiça também fixou o valor mínimo de R$ 1.286.986,65 para reparação dos danos causados ao erário municipal. Como funcionava o esquema - De acordo com o processo, Thiago tinha controle direto das contas bancárias da Secretaria de Assistência Social e acesso exclusivo ao computador utilizado para realizar pagamentos. Testemunhas confirmaram que ele era o único responsável pela execução financeira do setor. A investigação apontou ainda que o ex-servidor utilizou senhas pessoais e abriu processos fictícios vinculados ao próprio CPF para operacionalizar os desvios. Para a Justiça, esses elementos comprovam que ele atuou sozinho como mentor e executor do esquema. Durante o processo, Thiago confessou integralmente os crimes. Em depoimento, alegou que desviou o dinheiro por compulsão por jogos de azar e dívidas acumuladas com apostas. Próximos passos - A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A defesa pode recorrer da decisão. Enquanto isso, o município aguarda o andamento das medidas de ressarcimento determinadas pela Justiça.
Prefeito de Boa Vista do Tupim é denunciado por suposta compra de 75 pneus em 2 meses
Denúncia aponta desvio de recursos em contratos com a empresa Souza Sucatão LTDA ME, incluindo compra suspeita de peças e pneus para veículos considerados inservíveis pela própria gestão
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O prefeito de Boa Vista do Tupim, Sávio Bulcão dos Santos (PSDB), conhecido como Savinho, é alvo de uma denúncia apresentada por parlamentares locais, que o acusam de envolvimento em irregularidades na aplicação de recursos públicos. As acusações foram formalizadas junto ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). O centro das investigações é um contrato celebrado entre a gestão municipal e a empresa Souza Sucatão LTDA ME, cujo objeto seria o fornecimento de peças automotivas e serviços de manutenção, especialmente para veículos das secretarias de Educação e Saúde. Conforme a denúncia, veículos que já estavam inoperantes ou sucateados constam como beneficiados com despesas elevadas, incluindo uma ambulância abandonada que, entre os meses de fevereiro e junho, teria gerado um custo de aproximadamente R$ 30 mil em manutenção. Ainda segundo os denunciantes, outros veículos, também fora de uso, aparecem como alvos de serviços. Um dos casos mais questionados é o de dois veículos que teriam consumido juntos 75 pneus em apenas dois meses, totalizando mais de R$ 22 mil em despesas. "A questão não se resume à quantidade incomum de pneus. Estamos falando de compras recorrentes de peças e serviços para veículos oficialmente classificados como inservíveis pela própria Prefeitura", afirmou a vereadora Thaina Sampaio (PSD), uma das autoras da denúncia. Além disso, os parlamentares alegam o uso de notas fiscais frias, utilizadas para simular aquisições e justificar repasses indevidos de verbas públicas. Diante dos indícios, eles solicitam a abertura de inquérito criminal, realização de perícia nos veículos, além da quebra de sigilo bancário do gestor municipal.























