Barracas instaladas serão removidas da Praça da Catedral em Caetité
Barracas instaladas serão removidas da Praça da Catedral em Caetité
Medidas atendem recomendação do Ministério Público e buscam preservar o patrimônio histórico. Barracas irregulares terão prazo para desocupação voluntária.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Prefeitura de Caetité publicou o Decreto nº 214/2026, determinando a retirada imediata de barracas e estruturas comerciais irregulares na Praça da Catedral e seu entorno. A medida, que cumpre recomendação da Promotoria Regional Ambiental de Guanambi, visa proteger o patrimônio histórico tombado pelo IPAC. Os comerciantes sem autorização terão o prazo de cinco dias úteis para a desocupação voluntária da área, sob pena de retirada forçada, aplicação de multas e apreensão de materiais pelas equipes de fiscalização municipal.
- Por outro lado, o decreto abre exceção para as tradicionais baianas de acarajé, consideradas patrimônio imaterial pelo IPHAN, cujas atividades serão ordenadas por uma comissão especial em até 30 dias. A nova regulamentação também proíbe a concessão de novos alvarás sem o aval do IPAC, veta anúncios publicitários que comprometam a visibilidade da catedral e restringe o uso de aparelhos de som na região tombada, com o intuito de ordenar o espaço público e valorizar a identidade local.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Prefeitura de Caetité publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (1º) o Decreto nº 214/2026, que determina a retirada imediata de barracas e estruturas comerciais irregulares instaladas na Praça da Catedral e seu entorno. A medida atende à recomendação da Promotoria Regional Ambiental de Guanambi e busca preservar o patrimônio histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Segundo o texto, equipes da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico terão 48 horas para realizar vistoria emergencial, cadastrando e georreferenciando todas as instalações. Os comerciantes sem autorização terão cinco dias úteis para remover voluntariamente suas estruturas, sob pena de desocupação forçada e recolhimento dos materiais pela prefeitura. O decreto prevê ainda multas, taxas de transporte e custódia, além de responsabilização civil e penal. Apesar da rigidez das medidas, o documento exclui da remoção imediata as tradicionais baianas de acarajé, reconhecidas como patrimônio cultural imaterial pelo IPHAN. Para conciliar a preservação arquitetônica com a continuidade dessa prática cultural, será criada uma comissão intersetorial que terá 30 dias para propor regras de funcionamento, pontos específicos de instalação e padrões estéticos e higiênicos. O decreto também proíbe novos alvarás para barracas e quiosques sem anuência do IPAC, a afixação de cartazes e anúncios que prejudiquem a visibilidade do templo, além do uso de paredões de som e equipamentos similares na área tombada. Eventos religiosos e culturais oficiais poderão utilizar sonorização apenas com licença prévia e limites de decibéis definidos. A prefeitura afirmou que o objetivo é restabelecer a ordem urbanística e garantir a plena fruição coletiva da praça como espaço público, preservando a memória e a identidade cultural da cidade.
MP cobra retirada de barracas da Praça da Catedral em Caetité
MP cobra retirada de barracas da Praça da Catedral em Caetité
Órgão deu prazo de cinco dias para retirada de estruturas instaladas em área tombada.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou à Prefeitura de Caetité a remoção de todas as barracas, toldos e estruturas comerciais instalados irregularmente na Praça da Catedral, localizada no centro histórico da cidade. A medida, expedida pela Promotoria de Justiça de Guanambi, estabelece um prazo de cinco dias úteis para a desocupação da área, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). O MP-BA argumenta que a ocupação irregular compromete a preservação do patrimônio histórico, a acessibilidade e a segurança dos pedestres.
- A recomendação prevê uma exceção para as tradicionais barracas de acarajé, cuja situação será discutida em conjunto com o Ipac. Além da retirada das estruturas, o Ministério Público determinou que a prefeitura realize uma vistoria detalhada na praça, identifique os responsáveis pelas instalações e crie regras específicas para eventos e atividades comerciais em áreas tombadas, incluindo a restrição de paredões de som. A Prefeitura de Caetité terá dez dias úteis para informar ao MP se acatará a recomendação e quais medidas serão adotadas.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou que a Prefeitura de Caetité retire todas as barracas, toldos, estruturas comerciais e equipamentos instalados irregularmente na Praça da Catedral, no centro histórico da cidade. A recomendação foi expedida pela Promotoria de Justiça de Guanambi e publicada nesta sexta-feira (19). O documento estabelece prazo de cinco dias úteis para que o município promova a desocupação da área. Segundo o MP, a praça está localizada dentro da Poligonal de Tombamento definida pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), o que exige cuidados especiais para preservação do patrimônio histórico e cultural. O órgão argumenta que a ocupação irregular compromete a acessibilidade, a segurança dos pedestres, o ordenamento urbano e a preservação da paisagem histórica da cidade. A recomendação prevê exceção para as tradicionais barracas de acarajé, cuja situação deverá ser discutida em conjunto com o Ipac e representantes da atividade, reconhecida como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Além da retirada das estruturas, o MP determinou que a prefeitura realize uma vistoria detalhada na praça e em seu entorno, identificando responsáveis pelas instalações e verificando a existência de autorizações e anuência do Ipac. O documento também orienta o município a criar regras específicas para a realização de eventos, festas populares e atividades comerciais em áreas tombadas, além de restringir ou proibir o uso de paredões de som no centro histórico. A Prefeitura de Caetité terá ainda dez dias úteis para informar ao Ministério Público se irá acatar a recomendação e apresentar as medidas adotadas para cumprir as determinações.
FPI encontra danos arqueológicos e ambientais na zona rural de Cocos
FPI encontra danos arqueológicos e ambientais na zona rural de Cocos
Fiscalização em propriedade rural de Cocos encontrou pichações, escavações irregulares e sinais de extração mineral próximos a cavernas com pinturas rupestres
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco na Bahia identificou graves danos arqueológicos e espeleológicos em uma propriedade rural no Povoado do Tatu, município de Cocos, no oeste baiano. A principal causa é a extração e beneficiamento de rocha calcária, que ameaça dois sítios arqueológicos registrados pelo Iphan, o abrigo e a gruta do Tatu, ambos com pinturas rupestres pré-coloniais. As equipes encontraram pichações, rochas quebradas e sinais de escavação clandestina, o que pode ter destruído vestígios importantes como cerâmica e sepultamentos indígenas.
- Além dos danos diretos, a fiscalização revelou indícios de extração mineral e possível uso de explosivos próximos às cavernas, ameaçando formações geológicas milenares. O Iphan agora buscará comparar a degradação atual com levantamentos anteriores e propor um acordo extrajudicial com os responsáveis pela propriedade. Esse acordo incluirá medidas compensatórias, pesquisas arqueológicas, conservação dos sítios e ações de educação patrimonial nas comunidades afetadas.
Foto: Divulgação | FPI
A Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco na Bahia identificou danos arqueológicos e espeleológicos em uma propriedade rural localizada no Povoado do Tatu, no município de Cocos, no oeste baiano. A vistoria ocorreu nesta segunda-feira (18) e apontou que a extração e o beneficiamento de rocha calcária representam a principal ameaça ao patrimônio histórico e ambiental da região. Na área fiscalizada estão localizados dois sítios arqueológicos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: o abrigo do povoado do Tatu e a gruta do povoado do Tatu, ambos com pinturas rupestres atribuídas a civilizações pré-coloniais. Durante a inspeção, as equipes encontraram pichações, rabiscos e nomes escritos nas paredes das cavernas, inclusive em áreas onde existem registros históricos. Também foram identificadas rochas quebradas e sinais de escavação clandestina dentro de uma das grutas. Segundo a arqueóloga Rimara Motta, a retirada irregular de sedimentos pode ter destruído materiais arqueológicos importantes, como fragmentos de cerâmica, pedras lascadas e possíveis vestígios de sepultamentos indígenas. Além dos danos diretos aos sítios arqueológicos, a fiscalização encontrou indícios de extração mineral nas proximidades das cavernas. De acordo com os técnicos, havia sinais de retirada de calcário e possível uso de explosivos na área, situação que ameaça formações geológicas e patrimônios ainda não catalogados. O espeleólogo Admir Brunelli destacou que as formações rochosas da região possuem milhões de anos e fazem parte da antiga formação do Mar Bambuí, responsável pela origem das cavernas existentes no local. Após a vistoria, a FPI informou que irá comparar os danos atuais com levantamentos realizados pelo Iphan em 2023 para verificar se houve ampliação da degradação ambiental e patrimonial. O Iphan pretende buscar um acordo extrajudicial com os responsáveis pela propriedade, incluindo medidas compensatórias, pesquisas arqueológicas, conservação dos sítios e ações de educação patrimonial em Cocos e no Povoado do Tatu.






















