MP cobra retirada de barracas da Praça da Catedral em Caetité
MP cobra retirada de barracas da Praça da Catedral em Caetité
Órgão deu prazo de cinco dias para retirada de estruturas instaladas em área tombada.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou à Prefeitura de Caetité a remoção de todas as barracas, toldos e estruturas comerciais instalados irregularmente na Praça da Catedral, localizada no centro histórico da cidade. A medida, expedida pela Promotoria de Justiça de Guanambi, estabelece um prazo de cinco dias úteis para a desocupação da área, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). O MP-BA argumenta que a ocupação irregular compromete a preservação do patrimônio histórico, a acessibilidade e a segurança dos pedestres.
- A recomendação prevê uma exceção para as tradicionais barracas de acarajé, cuja situação será discutida em conjunto com o Ipac. Além da retirada das estruturas, o Ministério Público determinou que a prefeitura realize uma vistoria detalhada na praça, identifique os responsáveis pelas instalações e crie regras específicas para eventos e atividades comerciais em áreas tombadas, incluindo a restrição de paredões de som. A Prefeitura de Caetité terá dez dias úteis para informar ao MP se acatará a recomendação e quais medidas serão adotadas.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou que a Prefeitura de Caetité retire todas as barracas, toldos, estruturas comerciais e equipamentos instalados irregularmente na Praça da Catedral, no centro histórico da cidade. A recomendação foi expedida pela Promotoria de Justiça de Guanambi e publicada nesta sexta-feira (19). O documento estabelece prazo de cinco dias úteis para que o município promova a desocupação da área. Segundo o MP, a praça está localizada dentro da Poligonal de Tombamento definida pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), o que exige cuidados especiais para preservação do patrimônio histórico e cultural. O órgão argumenta que a ocupação irregular compromete a acessibilidade, a segurança dos pedestres, o ordenamento urbano e a preservação da paisagem histórica da cidade. A recomendação prevê exceção para as tradicionais barracas de acarajé, cuja situação deverá ser discutida em conjunto com o Ipac e representantes da atividade, reconhecida como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Além da retirada das estruturas, o MP determinou que a prefeitura realize uma vistoria detalhada na praça e em seu entorno, identificando responsáveis pelas instalações e verificando a existência de autorizações e anuência do Ipac. O documento também orienta o município a criar regras específicas para a realização de eventos, festas populares e atividades comerciais em áreas tombadas, além de restringir ou proibir o uso de paredões de som no centro histórico. A Prefeitura de Caetité terá ainda dez dias úteis para informar ao Ministério Público se irá acatar a recomendação e apresentar as medidas adotadas para cumprir as determinações.
FPI encontra danos arqueológicos e ambientais na zona rural de Cocos
FPI encontra danos arqueológicos e ambientais na zona rural de Cocos
Fiscalização em propriedade rural de Cocos encontrou pichações, escavações irregulares e sinais de extração mineral próximos a cavernas com pinturas rupestres
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco na Bahia identificou graves danos arqueológicos e espeleológicos em uma propriedade rural no Povoado do Tatu, município de Cocos, no oeste baiano. A principal causa é a extração e beneficiamento de rocha calcária, que ameaça dois sítios arqueológicos registrados pelo Iphan, o abrigo e a gruta do Tatu, ambos com pinturas rupestres pré-coloniais. As equipes encontraram pichações, rochas quebradas e sinais de escavação clandestina, o que pode ter destruído vestígios importantes como cerâmica e sepultamentos indígenas.
- Além dos danos diretos, a fiscalização revelou indícios de extração mineral e possível uso de explosivos próximos às cavernas, ameaçando formações geológicas milenares. O Iphan agora buscará comparar a degradação atual com levantamentos anteriores e propor um acordo extrajudicial com os responsáveis pela propriedade. Esse acordo incluirá medidas compensatórias, pesquisas arqueológicas, conservação dos sítios e ações de educação patrimonial nas comunidades afetadas.
Foto: Divulgação | FPI
A Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco na Bahia identificou danos arqueológicos e espeleológicos em uma propriedade rural localizada no Povoado do Tatu, no município de Cocos, no oeste baiano. A vistoria ocorreu nesta segunda-feira (18) e apontou que a extração e o beneficiamento de rocha calcária representam a principal ameaça ao patrimônio histórico e ambiental da região. Na área fiscalizada estão localizados dois sítios arqueológicos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: o abrigo do povoado do Tatu e a gruta do povoado do Tatu, ambos com pinturas rupestres atribuídas a civilizações pré-coloniais. Durante a inspeção, as equipes encontraram pichações, rabiscos e nomes escritos nas paredes das cavernas, inclusive em áreas onde existem registros históricos. Também foram identificadas rochas quebradas e sinais de escavação clandestina dentro de uma das grutas. Segundo a arqueóloga Rimara Motta, a retirada irregular de sedimentos pode ter destruído materiais arqueológicos importantes, como fragmentos de cerâmica, pedras lascadas e possíveis vestígios de sepultamentos indígenas. Além dos danos diretos aos sítios arqueológicos, a fiscalização encontrou indícios de extração mineral nas proximidades das cavernas. De acordo com os técnicos, havia sinais de retirada de calcário e possível uso de explosivos na área, situação que ameaça formações geológicas e patrimônios ainda não catalogados. O espeleólogo Admir Brunelli destacou que as formações rochosas da região possuem milhões de anos e fazem parte da antiga formação do Mar Bambuí, responsável pela origem das cavernas existentes no local. Após a vistoria, a FPI informou que irá comparar os danos atuais com levantamentos realizados pelo Iphan em 2023 para verificar se houve ampliação da degradação ambiental e patrimonial. O Iphan pretende buscar um acordo extrajudicial com os responsáveis pela propriedade, incluindo medidas compensatórias, pesquisas arqueológicas, conservação dos sítios e ações de educação patrimonial em Cocos e no Povoado do Tatu.























