Zema alfineta segurança da Bahia e diz sentir reflexos em Minas
Governador mineiro afirma que reforçou a polícia na fronteira e diz que em Minas “bandido é tratado como bandido”.
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Durante passagem pela Bahia neste sábado (24), o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que a violência registrada no estado baiano tem reflexos diretos no território mineiro, principalmente nas áreas de fronteira entre os dois estados. Segundo ele, a Polícia Militar de Minas atua com reforço dobrado na divisa para evitar a entrada de facções criminosas. Zema também disse que Minas Gerais não tem áreas dominadas pelo crime organizado.“Sentimos esse impacto sim. A polícia trabalha com atenção redobrada na fronteira para impedir que o crime que atua aqui entre em Minas. Lá, com orgulho, não existe um metro quadrado de território controlado por facções”, declarou. O governador adotou tom duro ao falar sobre segurança pública e disse que dá total apoio às forças policiais. “Invasão de terra é proibida, propriedade privada é respeitada e bandido é tratado como bandido”, afirmou.Zema ainda criticou decisões judiciais que soltam suspeitos presos e reforçou a política de enfrentamento ao crime. “Se alguém atirar na polícia, vai levar resposta mais forte ainda”, disse. O discurso acompanha dados recentes da pesquisa Ipsos, que apontou crime e violência como a maior preocupação de 45% dos brasileiros.Para o governador, a política de segurança de Minas é responsável por tornar o estado mais atrativo para investimentos. “Ninguém investe onde não há segurança. Minas hoje é um dos estados mais seguros do Brasil e isso traz desenvolvimento”, concluiu.
Após 57 anos, ferrovia BA-MG é reconstruída com investimento de R$ 12 bilhões
A ferrovia parte de Caravelas a Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, e tem previsão de 2 anos para ficar pronta
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O sul da Bahia e o nordeste de Minas Gerais voltarão a ser ligados por uma estrada de ferro depois de 57 anos. Na última terça-feira (7), o Diário Oficial da União publicou a autorização para que fosse construída a ferrovia Bahia-Minas, destinada ao transporte de cargas e turismo, que parte de Caravelas a Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. O modal será comandado pela empresa MTC – Multimodal Caravelas por 98 anos, segundo deliberação feita pela Agência Nacional de Transportes (ANTT). Para a construção da ferrovia, que levará cerca de dois anos, estão previstos investimentos estimados em R$ 12 bilhões. Depois de pronta, ela pode beneficiar as cidades de Teixeira de Freitas e Caravelas, na Bahia, e Araçuaí, Novo Cruzeiro, Teófilo Otoni, Carlos Chagas, Nanuque, Aimorés, Argolo, Posto da Mata, em Minas Gerais. "A celebração do contrato de adesão é o nosso ponto de partida. Temos o prazo de 30 dias para assinar este contrato com o Ministério de Infraestrutura Brasileira de Transportes. A partir daí, podemos iniciar os projetos de engenharia e de licenciamento ambiental pertinentes à construção da ferrovia", informou Fernando Cabral, diretor da MTC. A estrada terá uma extensão de 578 quilômetros, com a possibilidade de implementação de ramais para acesso à Teixeira de Freitas e à fábrica da Suzano, na cidade de Mucuri. Em 1966, a estrada de ferro que partia de Ponta de Areia, distrito de Caravelas, e ligava Bahia a Minas foi desativada por não garantir mais o lucro esperado no transporte de madeira e café. Atualmente, além da sobrecarga atual do sistema rodoviário, uma das principais justificativas para a construção da nova ferrovia é a possibilidade de redução dos custos de transporte de produtos, que pode chegar a 30%.























