Lula deve anunciar Desenrola 2.0 nesta semana, diz Durigan
Ministro se reuniu com representantes de divernos bancos do país para acordo final das condições do novo programa de renegociação de dívidas27 Abr 2026 / 18h00

A ferrovia parte de Caravelas a Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, e tem previsão de 2 anos para ficar pronta
Foto: Reprodução
O sul da Bahia e o nordeste de Minas Gerais voltarão a ser ligados por uma estrada de ferro depois de 57 anos. Na última terça-feira (7), o Diário Oficial da União publicou a autorização para que fosse construída a ferrovia Bahia-Minas, destinada ao transporte de cargas e turismo, que parte de Caravelas a Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. O modal será comandado pela empresa MTC – Multimodal Caravelas por 98 anos, segundo deliberação feita pela Agência Nacional de Transportes (ANTT). Para a construção da ferrovia, que levará cerca de dois anos, estão previstos investimentos estimados em R$ 12 bilhões. Depois de pronta, ela pode beneficiar as cidades de Teixeira de Freitas e Caravelas, na Bahia, e Araçuaí, Novo Cruzeiro, Teófilo Otoni, Carlos Chagas, Nanuque, Aimorés, Argolo, Posto da Mata, em Minas Gerais. "A celebração do contrato de adesão é o nosso ponto de partida. Temos o prazo de 30 dias para assinar este contrato com o Ministério de Infraestrutura Brasileira de Transportes. A partir daí, podemos iniciar os projetos de engenharia e de licenciamento ambiental pertinentes à construção da ferrovia", informou Fernando Cabral, diretor da MTC. A estrada terá uma extensão de 578 quilômetros, com a possibilidade de implementação de ramais para acesso à Teixeira de Freitas e à fábrica da Suzano, na cidade de Mucuri. Em 1966, a estrada de ferro que partia de Ponta de Areia, distrito de Caravelas, e ligava Bahia a Minas foi desativada por não garantir mais o lucro esperado no transporte de madeira e café. Atualmente, além da sobrecarga atual do sistema rodoviário, uma das principais justificativas para a construção da nova ferrovia é a possibilidade de redução dos custos de transporte de produtos, que pode chegar a 30%.
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