Baiana revela ter adquirido problema de fígado após uso de ivermectina para prevenir Covid-19
Medicações como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica comprovada
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Rede Bahia
- Em depoimento ao Fantástico, programa da Rede Globo exibido aos domingos, a economista baiana Cremilda Carneiro, revelou ter adquirido doença doença no fígado, após fazer uso de três cápsulas de ivermectina a cada 15 dias, durante um ano. A ivermectina é um remédio de verme, que juntamente com a com a hidroxicloroquina e com a azitromicina integram o chamado ‘kit covid’, tanto difundido nas redes sociais e até mesmo por profissionais de medicina, que defendem o já condenado ‘tratamento precoce’. “Meus irmãos, que alguém disse para eles, que um médico, algum conhecido, que a ivermectina era a cura ou a preventiva. Todos eles tomaram a ivermectina e eu não poderia ficar de fora. E você acredita com força total que aquilo ali [medicamento] é seguro, que vai te proteger, uma das bobagens da vida que a gente faz. São três graus: o leve, o moderado e o grave, né? Eu estava no moderado, quer dizer, um passo para chegar no mais sério”, descreveu a economista. Para finalizar, Cremilda afirmou que a maneira mais eficaz de prevenir a Covid-19 é através do uso de máscara e do distanciamento social. “Para com a ivermectina. Vai usar máscara, vai se cuidar, não vai aglomerar. Porque é a melhor coisa que você faz”, recomendou. No dia dia 23 de março, a Associação Brasileira de Medicina (ABM) divulgou uma nota em que atesta a ineficácia da ivermectina e as outras medicações que compõem o ‘kit covid’, e pediu a abolição deste tipo de metodologia no tratamento contra a Covid-19. “Reafirmamos que, infelizmente, medicações como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica comprovada de benefício no tratamento ou prevenção da COVID-19, quer seja na prevenção, na fase inicial ou nas fases avançadas dessa doença, sendo que, portanto, a utilização desses fármacos deve ser banida”, diz um trecho do comunicado da ABM.
Associação Médica Brasileira defende banimento do uso de remédios sem eficácia comprovada contra Covid
Por: Geovana Oliveira
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- A Associação Médica Brasileira (AMB) mudou o posicionamento e passou a condenar o uso de remédios sem eficácia contra a Covid-19. Em boletim divulgado hoje (23), a associação diz que o uso de medicamentos como a cloroquina e a ivermectina deve ser banido. Em julho do ano passado, a entidade havia defendido a "autonomia do médico" ao receitar os medicamentos."Reafirmamos que, infelizmente, medicações como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica comprovada de benefício no tratamento ou prevenção da COVID-19, quer seja na prevenção, na fase inicial ou nas fases avançadas dessa doença, sendo que, portanto, a utilização desses fármacos deve ser banida", afirma associação. No documento, a AMB ainda ressalta a necessidade de ação das autoridades para solucionar a falta de medicamentos no atendimento de pacientes internados com Covid, principalmente daqueles necessários para a intubação. Em Salvador, o secretário Leo Prates afirmou que está sendo feita uma compra emergencial para garantir os medicamentos em todas as unidades de Saúde. A associação lidera um grupo que reúne diversas sociedades científicas e associações médicas de todo o País, as entidades alertam para a falta de estrutura, insumos e profissionais neste momento da pandemia e ressaltam que as fake news “desorientam os pacientes”. Reafirmam ainda que não existe tratamento precoce comprovado contra a doença.
Agência Europeia desaconselha ivermectina contra Covid e alerta para efeitos colaterais
Por: Luciane Freire
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- A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) emitiu um comunicado hoje (22), desaconselhando o uso de ivermectina no tratamento e na prevenção de covid-19. Ela concluiu que os dados que estão à disposição não confirmam a necessidade de utilização do medicamento contra o coronavírus. A ivermectina é indicada para tratar infestações de parasitas como piolho e sarna. No Brasil, um grupo de médicos que defende o tratamento precoce contra a covid-19, inclui o uso do medicamento contra a covid. Assim como a cloroquina, ele não tem eficácia científica comprovada, e ambos são defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro. A Agência reforça que o uso indiscriminado de ivermectina pode levar a efeitos colaterais indesejados.
Em carta aberta, grupo de médicos brumandenses defendem ‘tratamento precoce’ e uso de ivermectina, contra Covid-19
Em testes realizados por cientistas, a ivermectina se mostrou ineficaz contra a Covid-19
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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- 16 médicos assinaram uma carta aberta em defesa de ‘tratamento precoce’ e do uso de ivermectina como forma de mitigar os avanços da Covid-19 em Brumado. A informação foi divulgada em matéria do site Achei Sudoeste. “O tratamento precoce não significa sair distribuindo medicação de forma desordenada. É justamente uma tentativa, defendida por uma corrente grande de profissionais sem espaço na grande mídia tradicional, de enfrentarmos esse momento”, afirmou um dos assinantes do manifesto. O médico Danilo Menezes, que atua como coordenador do Centro de Atendimento Covid-19 de Brumado, refutou o fato da comunidade científica atestar a ineficácia do medicamento. “A grande maioria dos pacientes que chega até nós aqui no Centro de Atendimento Covid já chega na fase mais avançada, inflamatória, onde ocorrem as complicações. Então, nos 6 primeiros dias em média, tomando como referência o primeiro dia de sintomas, quando utilizado o protocolo na dose preconizada é adequado, minimiza-se o risco de complicações”, arguiu o médico. Assinanam o documento junto com Menezes, Erickson Dias Cambuí CRM 17554; Luiz Fabiano CRM 31181; Murilo Camelo Fernandes CRM 31386; Renata Britto CRM 31696; Lavínia Caires CRM 34198; Bruno Andrade CRM 23459; Carlos Alves de Jesus Júnior CRM 24695; Maurício Rios de Castro CRM 23660; Bruno Leandro Neves Brandão CRM 31322; Thiago Torres CRM 27950; Carla Torres CRM 27951; Breno Fernandes CRM 32122- BA; Marcolino Souza Aguiar CRM 22958 e Joaquim de Castro Donato Júnior CRM 20176.
Com 29 mortes pela Covid-19 só no mês de março, prefeito de Brumado e secretário de Saúde defendem uso de remédio de verme para combater a doença
De acordo com Eduardo Vasconcelos, Brumado já comprou 35 mil caixas de remédio de verme [ivermectina], que não possui eficácia no tratamento da Covid-19
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- Das cidades do sudoeste baiano, Brumado é aquela que apresenta o pior quadro em relação à Covid-19. Só nestes 16 dias do mês de março, o município já contabiliza 29 mortes ocasionadas pela Covid-19. Outro agravante é o número de contaminados tratando a doença, que de acordo boletim epidemiológico de ontem (15), são 631 brumadenses infectados, dos quais 56 estão internados, com um total de 91 mortes. Alheio a este quadro alarmante, o prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSB), em declaração ao site Achei Sudoeste, defendeu o uso de ivermectina, remédio de verme, sem eficácia no tratamento da Covid-19. “Cláudio [Feres - secretário de Saúde] comprou, há pouco tempo, 15 mil comprimidos de ivermectina. Agora, comprou mais 20 mil. Se for pra atender a população de Brumado, temos que pensar em 200 mil ou 300 mil. O remédio age de forma muito eficaz no início dos sintomas. Sou um exemplo disso. Não vacinei, vou vacinar quando chegar meu momento, mas tomo ivermectina uma vez por mês”, disse o Eduardo fazendo defesa do uso do vermífugo. Controverso defensor de remédio utilizado no tratamento de piolho, Eduardo não aderiu ao consórcio dos prefeitos para compra de vacina e, ainda por cima, chamou a iniciativa de seus colegas de “politica em cima da dor alheia". “Não fazemos política em cima da dor alheia. Há muita exploração política em cima disso. Nenhum Legislativo pode criar despesa para outro pagar. Isso não existe, mas querem fazer bonito. Querem fazer uma lei pra me obrigar a comprar. Existe um veto presidencial para esse tipo de comportamento porque quem compra é o Ministério da Saúde. Há quem queira explorar o momento de dor e sofrimento das pessoas para tirar vantagem política”, afirmou Vasconcelos que disse que perder alguns carrapatos não faz mal a ninguém. Cláudio Feres, outro defensor do fármaco [ivermectina], recentemente fez uma postagem em uma rede social alegando que a comunidade científica deveria se aprofundar nos estudos em relação ao remédio, como alternativa de tratamento da Covid-19.
Secretário de Saúde de Brumado faz postagem em rede social relacionada ao uso de ivermectina
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O secretário de Saúde de Brumado, Claudio Feres, na noite desta quinta-feira (11), fez uso de uma rede social, para postar um conteúdo relacionado ao uso da medicação ivermectina, remédio que chegou a ser usado no tratamento da Covid-19, mas que não possui eficácia científica comprovada. Na referida postagem, Claudio evidencia uma matéria que foi publicada no site Bocão News, da cidade de Salvador, envolvendo o médico Roberto Badaró, que contraiu o coronavírus, mas voltou a defender a ivermectina como sendo uma forma de “tratamento precoce”, o que vai de encontro ao consenso científico em relação ao uso do fármaco para tratamento da doença. Isso em um momento em que Brumado tem a pior situação da pandemia do sudoeste baiano. Só nesta semana, 8 pessoas morreram em razão de complicações causadas pela Covid-19 no referido município, inclusive 5 mortes foram registradas em um único dia. O número de pessoas hospitalizadas é 55 e 577 brumadenses estão com o vírus em potencial de contágio. Recentemente, em declaração a um site de Brumado, Feres disse ser contra o lockdown.























