
- Das cidades do sudoeste baiano, Brumado é aquela que apresenta o pior quadro em relação à Covid-19. Só nestes 16 dias do mês de março, o município já contabiliza 29 mortes ocasionadas pela Covid-19. Outro agravante é o número de contaminados tratando a doença, que de acordo boletim epidemiológico de ontem (15), são 631 brumadenses infectados, dos quais 56 estão internados, com um total de 91 mortes. Alheio a este quadro alarmante, o prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSB), em declaração ao site Achei Sudoeste, defendeu o uso de ivermectina, remédio de verme, sem eficácia no tratamento da Covid-19. “Cláudio [Feres - secretário de Saúde] comprou, há pouco tempo, 15 mil comprimidos de ivermectina. Agora, comprou mais 20 mil. Se for pra atender a população de Brumado, temos que pensar em 200 mil ou 300 mil. O remédio age de forma muito eficaz no início dos sintomas. Sou um exemplo disso. Não vacinei, vou vacinar quando chegar meu momento, mas tomo ivermectina uma vez por mês”, disse o Eduardo fazendo defesa do uso do vermífugo. Controverso defensor de remédio utilizado no tratamento de piolho, Eduardo não aderiu ao consórcio dos prefeitos para compra de vacina e, ainda por cima, chamou a iniciativa de seus colegas de “politica em cima da dor alheia". “Não fazemos política em cima da dor alheia. Há muita exploração política em cima disso. Nenhum Legislativo pode criar despesa para outro pagar. Isso não existe, mas querem fazer bonito. Querem fazer uma lei pra me obrigar a comprar. Existe um veto presidencial para esse tipo de comportamento porque quem compra é o Ministério da Saúde. Há quem queira explorar o momento de dor e sofrimento das pessoas para tirar vantagem política”, afirmou Vasconcelos que disse que perder alguns carrapatos não faz mal a ninguém. Cláudio Feres, outro defensor do fármaco [ivermectina], recentemente fez uma postagem em uma rede social alegando que a comunidade científica deveria se aprofundar nos estudos em relação ao remédio, como alternativa de tratamento da Covid-19.