Governo identifica 97 perfis no YouTube que usam IA para simular médicos
Governo identifica 97 perfis no YouTube que usam IA para simular médicos
AGU notificou o Google e deu prazo de 72 horas para remoção ou identificação clara dos conteúdos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Uma força‑tarefa do governo federal identificou 97 perfis no YouTube que utilizam avatares de Inteligência Artificial para se apresentar como médicos e outros profissionais de saúde, divulgando informações falsas, promessas de cura e recomendações sem comprovação científica, sobretudo para o público idoso. Os vídeos, produzidos pelo programa Saúde com Ciência, ainda promovem produtos, livros digitais e serviços pagos, usando linguagem alarmista para ganhar credibilidade.
- A Advocacia‑Geral da União notificou o Google, exigindo a remoção dos conteúdos em até 72 horas ou a clara rotulagem dos personagens como artificiais, e pediu a avaliação de outros canais apontados pelo Ministério da Saúde. A iniciativa conta com a participação da Secom, dos ministérios da Justiça, Segurança Pública e da Ciência e Tecnologia, reforçando o combate à desinformação na área da saúde.
Foto: Reprodução
Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis no YouTube que utilizam Inteligência Artificial (IA) para criar personagens que se apresentam como médicos e outros profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, os conteúdos divulgados por esses canais espalham informações falsas, incluindo promessas de cura e recomendações de tratamentos sem comprovação científica. A identificação dos perfis ocorreu por meio do programa Saúde com Ciência, iniciativa do Ministério da Saúde voltada ao monitoramento de desinformação relacionada à saúde na internet. De acordo com a pasta, os vídeos utilizam avatares com aparência humana, apresentados como especialistas, além de atribuir qualificações profissionais que não existem aos personagens. A estratégia também inclui linguagem alarmista para tentar transmitir credibilidade às informações divulgadas. O Ministério da Saúde informou ainda que parte dos perfis é direcionada principalmente ao público idoso. Em alguns casos, os personagens criados por IA são utilizados para promover produtos, livros digitais e serviços pagos com base na aparente autoridade de um profissional de saúde. Diante do levantamento, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o Google, responsável pelo YouTube, na terça-feira (9), solicitando a retirada dos conteúdos identificados. A plataforma foi orientada a remover os materiais no prazo de 72 horas ou adotar medidas para identificar claramente que os personagens apresentados nos vídeos são artificiais, além de contextualizar os riscos envolvidos. A AGU também pediu que o YouTube avalie outros canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde, considerando as próprias regras da plataforma para conteúdos sintéticos e desinformação na área da saúde. A iniciativa reúne, além do Ministério da Saúde e da AGU, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Ciência e Tecnologia.
CNE aprova regras para uso de inteligência artificial em escolas e universidades
CNE aprova regras para uso de inteligência artificial em escolas e universidades
Normas restringem o uso autônomo de ferramentas generativas por alunos mais novos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou novas diretrizes para regulamentar o uso de inteligência artificial na educação básica e superior no Brasil. A proposta, que aguarda homologação do MEC, proíbe o uso autônomo de IA generativa por alunos até o 5º ano do ensino fundamental e veda decisões pedagógicas e disciplinares exclusivas por sistemas automatizados, bem como monitoramento biométrico contínuo e criação de perfis comportamentais de estudantes.
- A regulamentação classifica as tecnologias em diferentes níveis de risco e exige acompanhamento humano obrigatório em ferramentas de avaliação e monitoramento. Além de incluir o letramento digital e o debate ético sobre IA na educação básica, a medida determina que as instituições de ensino superior estabeleçam diretrizes próprias e declarem de forma transparente o uso da tecnologia na produção científica.
Foto: Reprodução
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta terça-feira (1º) novas diretrizes para o uso de inteligência artificial na educação brasileira. A regulamentação estabelece limites para escolas e universidades e determina que estudantes até o 5º ano do ensino fundamental não utilizem ferramentas de IA generativa de forma independente. A medida ainda depende da homologação do Ministério da Educação (MEC). Depois dessa etapa, as instituições de ensino terão 12 meses para adaptar seus procedimentos às novas regras. A proposta foi elaborada sob relatoria dos conselheiros Celso Niskier e Israel Batista. Entre as principais restrições estão aplicações que permitam à inteligência artificial tomar decisões relevantes sobre os alunos. O CNE proibiu, por exemplo, que sistemas automatizados sejam responsáveis exclusivamente pela correção e atribuição de notas em redações e trabalhos autorais. Também não será permitido aplicar punições com base apenas em ferramentas que detectem textos produzidos por IA. A regulamentação também impede o uso de tecnologias para monitoramento biométrico permanente, reconhecimento automatizado de emoções e criação de perfis psicológicos ou comportamentais para classificar estudantes. Sistemas de pontuação social, exploração de vulnerabilidades e utilização de informações educacionais para publicidade ou manipulação também estão entre as práticas vetadas. Ferramentas terão diferentes níveis de controle - As tecnologias autorizadas foram divididas em categorias de risco. Recursos considerados de baixo risco poderão auxiliar na organização de conteúdos, planejamento, revisão de textos, tradução, resumos e acessibilidade. Ferramentas de risco moderado, como tutores virtuais e sistemas de recomendação acadêmica, poderão ser utilizadas desde que não determinem notas, punições ou decisões sobre a vida escolar do aluno. Já as aplicações de alto risco, como sistemas de monitoramento de provas, perfilização acadêmica, ferramentas de predição de evasão e soluções que lidem com dados sensíveis, deverão contar com salvaguardas adicionais e acompanhamento humano. Mesmo sistemas de correção e detecção de conteúdo gerado por IA deverão funcionar apenas como apoio, sem substituir a avaliação humana. Na educação básica, a proposta prevê que os estudantes também aprendam sobre a própria inteligência artificial, incluindo seus mecanismos, riscos, vieses, desinformação, verificação de fontes e questões éticas. No ensino superior, as universidades deverão definir políticas próprias para o uso da tecnologia no ensino, na pesquisa e na extensão. Para a produção científica, o CNE determina ainda que a utilização da IA seja informada quando tiver participação significativa em etapas como elaboração de textos, análise de dados, revisão bibliográfica ou programação. A medida busca reforçar a autoria, a transparência e a responsabilidade sobre os trabalhos acadêmicos.
Alexandre de Moraes diz que candidatos podem perder mandato por uso de IA em fake news
Ministro defendeu punição rigorosa para quem utilizar inteligência artificial na disseminação de desinformação eleitoral.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O ministro do STF, Alexandre de Moraes, alertou que candidatos que utilizarem inteligência artificial para disseminar desinformação nas eleições podem ter o registro ou mandato cassados, afirmando que a cassação é a única forma eficaz de impedir a manipulação do eleitorado.
- Na mesma ocasião, a ministra Cármen Lúcia destacou que a tecnologia deve servir à sociedade, mas alertou para o risco de plataformas digitais influenciarem o comportamento das pessoas, chamando o cenário de uma possível "tecnoditadura".
Foto: Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou nesta sexta-feira (21) que candidatos que utilizarem inteligência artificial para disseminar desinformação durante as eleições poderão ter o registro ou o mandato cassados. Durante um evento na Faculdade de Direito da USP, Moraes disse que a perda do cargo é a principal forma de impedir o uso da tecnologia para manipular o eleitorado. "Todos os candidatos têm que ter absoluta consciência de que, se na véspera quiserem utilizar mecanismos de desinformação anabolizados pela inteligência artificial, isso vai dar cassação." O ministro classificou a inteligência artificial como um "anabolizante" da desinformação e alertou para a facilidade de criação de vídeos e áudios falsos capazes de reproduzir imagem, voz e movimentos de qualquer pessoa. "Não adianta depois de uma semana vir aquilo: 'pô, realmente aquilo era falso'. A eleição acabou." Segundo Moraes, multas não seriam suficientes para inibir esse tipo de prática. "Só sobra o quê? Cassar o registro ou cassar o mandato." Também presente ao evento, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a tecnologia deve servir à sociedade, mas alertou para o risco de as plataformas digitais influenciarem o comportamento das pessoas. Ela classificou esse cenário como uma possível "tecnoditadura".
Pesquisa: 84% dos brasileiros defendem controle sobre uso de IA nas eleições de 2026
Levantamento CNT/MDA mostra que 49,8% querem proibir qualquer propaganda eleitoral feita com inteligência artificial
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA revelou que 84,1% dos brasileiros defendem algum tipo de restrição ao uso de inteligência artificial (IA) em propagandas eleitorais para o pleito de 2026. Do total de entrevistados, 49,8% são favoráveis à proibição total de vídeos produzidos com a tecnologia, enquanto 34,3% defendem o veto apenas aos conteúdos que apresentem informações falsas sobre os candidatos.
- O debate ganha relevância no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa diretrizes para o uso de IA nas campanhas, incluindo o julgamento de um vídeo com a imagem virtual de Jair Bolsonaro em uma convenção do PL. Para mitigar riscos e combater a desinformação, a Corte Eleitoral firmou parcerias tecnológicas, como o acordo com a ElevenLabs para monitorar o uso de vozes artificiais, e criou um conselho consultivo voltado para acompanhar os impactos das novas tecnologias nas eleições de 2026.
Foto: Reprodução | TSE
Uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, mostra que 84,1% dos brasileiros defendem algum tipo de restrição ao uso de inteligência artificial (IA) em vídeos e propagandas eleitorais nas eleições de 2026. Segundo o levantamento, 49,8% dos entrevistados consideram que nenhum vídeo ou propaganda de candidato produzido com inteligência artificial deveria ser permitido durante a campanha. Outros 34,3% defendem a proibição apenas de conteúdos gerados por IA que contenham informações falsas sobre candidatos. A liberação de qualquer tipo de material eleitoral produzido com inteligência artificial é defendida por 8,9% dos entrevistados. Outros 7% não souberam responder ou não responderam à pergunta. O resultado da pesquisa ocorre em meio à discussão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as regras para o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais deste ano. Entre os casos que devem ser analisados pela Corte está um vídeo exibido durante a convenção do PL, em julho, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece virtualmente para declarar apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O PT acionou o TSE contra a utilização do vídeo. A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que o material foi exibido em uma convenção partidária e que não houve intenção de induzir o público ao erro sobre o conteúdo ter sido produzido com inteligência artificial. O caso deverá ser discutido pelos ministros do TSE antes de chegar ao plenário. A análise pode contribuir para definir o entendimento da Corte sobre o uso de deepfakes e outros conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial durante a campanha. O TSE também adotou outras medidas relacionadas ao uso da tecnologia. A Corte firmou parceria com a ElevenLabs, empresa especializada em geração de vozes artificiais, para dificultar a reprodução digital de vozes consideradas sensíveis para o processo eleitoral. A Justiça Eleitoral poderá solicitar providências contra o uso indevido dessas vozes na plataforma. Além disso, o tribunal criou um conselho consultivo para acompanhar os riscos relacionados à inteligência artificial e à desinformação nas eleições de 2026. O grupo reúne especialistas e deverá auxiliar a presidência do TSE no monitoramento dos impactos dessas tecnologias durante o processo eleitoral. A Pesquisa CNT de Opinião foi realizada entre os dias 5 e 8 de agosto, com entrevistas presenciais em municípios de todas as regiões do país. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06935/2026.
Deputado dos EUA publica montagem de Lula como Maduro
Deputado dos EUA publica montagem de Lula como Maduro
Imagem publicada por deputado republicano dos Estados Unidos mostra presidente brasileiro com aparência do ex-presidente venezuelano.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O deputado norte-americano Carlos Gimenez publicou nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial que retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caracterizado como o líder venezuelano Nicolás Maduro, segurando uma garrafa de cachaça. A montagem, compartilhada com a legenda "o que o espera", foi repercutida no Brasil pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo, provocando forte debate online.
- Como reação, apoiadores do presidente brasileiro criaram e compartilharam montagens satíricas envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, associando-o ao criminoso sexual Jeffrey Epstein e a elementos humorísticos. O caso ilustra o crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial na criação de conteúdos políticos satíricos e potencialmente enganosos que circulam nas plataformas digitais.
Foto: Reprodução
Uma imagem gerada e editada com recursos de inteligência artificial que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como se fosse o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi publicada nas redes sociais pelo deputado norte-americano Carlos Gimenez, do Partido Republicano. Na montagem, Lula aparece caracterizado como Maduro e segurando uma garrafa de 51, marca brasileira de cachaça. A publicação foi acompanhada da frase “o que o espera”, em referência ao destino de Maduro. Gimenez é deputado pela Flórida e integra o Partido Republicano. O parlamentar é conhecido pelo apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A imagem também foi compartilhada nas redes sociais pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo, ampliando a circulação da montagem entre usuários brasileiros. A publicação provocou reação de apoiadores de Lula. Nas redes sociais, usuários passaram a reproduzir a montagem original e substituir a imagem de Maduro pela de Trump, acrescentando outros elementos. Em uma das versões, Trump aparece segurando uma fotografia do criminoso sexual Jeffrey Epstein, em referência à relação entre os dois. Outra montagem mostra o presidente norte-americano segurando um pacote de Cheetos, salgadinho conhecido nos Estados Unidos. As imagens que circulam nas redes são montagens digitais e não representam fotografias reais dos políticos. O episódio ocorre em meio à crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial para produção e alteração de imagens com conteúdo político, aumentando também a circulação de peças satíricas e potencialmente enganosas nas redes sociais.
Propaganda eleitoral começa em 16 de agosto; veja regras
Propaganda eleitoral começa em 16 de agosto; veja regras
Justiça Eleitoral atualizou regras sobre inteligência artificial, deepfakes e combate à desinformação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- A propaganda eleitoral para as Eleições Gerais de 2026 terá início oficial em 16 de agosto, permitindo que candidatos e partidos realizem campanhas nas ruas, internet e outros meios regulamentados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Antes desse período, a legislação autoriza apenas atividades de pré-campanha, como debates e divulgação de propostas, mantendo-se a proibição estrita de pedidos explícitos de voto. O pleito também contará com o tradicional horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno.
- Uma das principais novidades para o pleito de 2026 é o endurecimento das regras contra a desinformação e a regulamentação do uso de inteligência artificial, exigindo a identificação de conteúdos manipulados por IA e proibindo terminantemente o uso de deepfakes. Para coibir irregularidades, os eleitores poderão utilizar canais de denúncia como o aplicativo Pardal, voltado para propaganda física irregular, e o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), focado em combater conteúdos falsos na internet.
Foto: Reprodução | Agência Brasil
A propaganda eleitoral das Eleições Gerais de 2026 começa oficialmente no dia 16 de agosto. A partir dessa data, candidatos, partidos, federações e coligações poderão intensificar a campanha nas ruas, na internet e em outros meios permitidos pela legislação eleitoral.As regras estão previstas na Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada por normas posteriores. Para 2026, a regulamentação ganhou novas regras relacionadas ao combate à desinformação e ao uso da inteligência artificial durante o processo eleitoral.Na internet, a propaganda poderá ser feita em sites oficiais de candidatos e partidos, além de blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais, desde que sejam respeitadas as normas da Justiça Eleitoral.Antes de 16 de agosto, a legislação permite atividades de pré-campanha. Pré-candidatos podem participar de entrevistas, debates, seminários e encontros, divulgar propostas, projetos políticos e pedir apoio. O que continua proibido é o pedido explícito de voto antes do início oficial da campanha.A campanha também contará com horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A programação será exibida nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno, em datas e horários definidos pela Justiça Eleitoral. Além dos programas em rede, as emissoras deverão reservar 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos.As eleições de 2026 terão ainda regras específicas para o uso da inteligência artificial. A Justiça Eleitoral prevê a identificação de conteúdos produzidos ou manipulados por IA e proíbe o uso de deepfakes na propaganda eleitoral. As normas também reforçam o combate à divulgação de conteúdos falsos ou gravemente descontextualizados que possam prejudicar a integridade das eleições.Eleitores que identificarem propaganda irregular nas ruas poderão fazer denúncias pelo aplicativo Pardal, disponibilizado gratuitamente para celulares Android e iOS a partir do início oficial da campanha.Já denúncias sobre conteúdos falsos ou descontextualizados na internet poderão ser encaminhadas pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral.A orientação é que candidatos, partidos e eleitores fiquem atentos às regras, já que irregularidades podem resultar em retirada de conteúdo, aplicação de multas e outras sanções previstas na legislação eleitoral.
Lula sanciona lei que endurece punições para crimes sexuais contra crianças na internet
Nova legislação também torna esses crimes hediondos, garante atendimento às vítimas pelo SUS e amplia punições para quem utiliza recursos para ocultar a identidade na internet
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova legislação que endurece as penalidades para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes cometidos no ambiente digital. A nova lei prevê punições mais severas para práticas que utilizem inteligência artificial, deepfakes, perfis falsos e recursos de ocultação de IP para dificultar a identificação dos criminosos, além de classificar as principais infrações dessa natureza como crimes hediondos.
- Adicionalmente, a norma assegura o atendimento psicológico e psicossocial gratuito às vítimas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo que o agressor poderá ser obrigado a arcar com os custos do tratamento. A nova lei também estipula penas de quatro a dez anos de prisão para a produção, financiamento ou registro de conteúdos de abuso, ampliando as possibilidades de prisão preventiva e modernizando a terminologia legal aplicável no país.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (6), uma lei que endurece as punições para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes praticados no ambiente digital, incluindo casos que envolvam o uso de inteligência artificial, como deepfakes e perfis falsos. O texto, de autoria do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), havia sido aprovado pelo Senado em julho. Entre as principais mudanças, a legislação aumenta a pena para o aliciamento de menores de 14 anos quando o criminoso utiliza inteligência artificial, identidade falsa ou deepfakes para enganar a vítima. Também prevê punições mais severas para quem usa ferramentas de ocultação de IP ou outros recursos digitais para dificultar a identificação durante a prática dos crimes. A nova lei ainda inclui os principais crimes de violência sexual infantil no rol dos crimes hediondos, amplia as possibilidades de prisão preventiva e substitui o termo "pornografia infantil" por "conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente", abrangendo inclusive imagens geradas por inteligência artificial. Atendimento psicológico - Outro ponto da norma garante atendimento psicológico e psicossocial às vítimas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso restrito para proteger crianças e adolescentes. O agressor também poderá ser obrigado a custear o tratamento e ressarcir o SUS pelas despesas. A legislação estabelece pena de quatro a dez anos de prisão, além de multa, para quem produzir, registrar, financiar ou recrutar menores para conteúdos de violência sexual. A punição pode ser aumentada em até dois terços quando houver comercialização, armazenamento do material ou uso de mecanismos para ocultar a identidade do criminoso.
Foto de Flávio Bolsonaro ao lado de investigado por milícia gera repercussão
Foto de Flávio Bolsonaro ao lado de investigado por milícia gera repercussão
Senador nega conhecer a pessoa na foto e acusa ser produzida por Inteligência Artificial
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Uma imagem divulgada pelo ICL Notícias mostra o senador Flávio Bolsonaro ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário', suspeito de integrar uma milícia ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A foto teria sido registrada em 2022, em um hotel no Rio de Janeiro.
- A análise da imagem foi realizada por ferramentas de detecção de imagens geradas por inteligência artificial, não encontrando indícios de que o registro tenha sido produzido por IA. O senador negou conhecer o homem e afirmou que recebe pedidos de fotos de pessoas desconhecidas todos os dias.
Foto: Reprodução
Uma fotografia divulgada pelo ICL Notícias colocou o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no centro de uma nova controvérsia política. A imagem mostra o parlamentar ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", apontado pela Polícia Federal (PF) como integrante de uma milícia supostamente ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a publicação, a foto teria sido registrada em 2022, em um hotel localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações da PF, Mourão é suspeito de integrar um grupo envolvido em ameaças e ações violentas contra desafetos do empresário. Após a divulgação da imagem, o ICL Notícias informou que submeteu o arquivo, em parceria com o Centro Latino-americano de Investigación Periodística (CLIP), a uma série de análises técnicas para verificar sua autenticidade. Conforme a reportagem, a fotografia foi examinada por cinco ferramentas de detecção de imagens geradas por inteligência artificial — Gemini, Hive Moderation, Sight Engine, Was It AI e Image Whisperer. Nenhuma delas identificou indícios de que o registro tenha sido produzido por IA. A imagem também passou por análise da plataforma InVID, utilizada para verificação de conteúdo digital. Segundo o veículo, o exame não encontrou sinais de montagem ou manipulação manual. Entre os elementos observados estão a compatibilidade das sombras, os reflexos nos óculos dos dois homens e a incidência da iluminação sobre ambos, fatores considerados compatíveis com uma fotografia autêntica. Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, Flávio Bolsonaro negou conhecer o homem que aparece ao seu lado e afirmou que costuma atender diariamente a pedidos de fotos de pessoas desconhecidas. "O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos. Impossível o senador saber quem é cada uma das pessoas que dele se aproxima. Flávio Bolsonaro reafirma que não conhece e nunca viu a pessoa na foto. É irresponsável tentar atribuir qualquer significado pessoal a uma imagem aleatória. Além disso, não se sabe qual a procedência da foto, nem se a imagem é real ou produzida por Inteligência Artificial", diz a nota. Até o momento, não há informação de que a divulgação da fotografia tenha resultado na abertura de novas investigações envolvendo o senador. A Polícia Federal também não divulgou manifestação sobre o episódio.
Estudo aponta que IAs descumprem regra do TSE para eleições
Estudo aponta que IAs descumprem regra do TSE para eleições
Pesquisa avaliou cinco plataformas de inteligência artificial e identificou recomendações e rankings de pré-candidatos mesmo após mudança nas regras eleitorais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O levantamento do Observatório IA nas Eleições identificou que as principais plataformas de inteligência artificial no Brasil estão descumprindo regras estabelecidas pelo TSE para as eleições de 2026. As plataformas foram testadas com 14 comandos relacionados à escolha de candidatos e às eleições, e quatro delas apresentaram rankings de candidatos em diferentes cenários de teste.
- O estudo alerta para o fenômeno de "falsa neutralidade" e afirma que as ferramentas de inteligência artificial podem emitir opiniões subjetivas e opacas que favoreçam ou prejudiquem candidatos durante o período eleitoral.
Foto: Reprodução | Agencia Brasil
Um levantamento do Observatório IA nas Eleições apontou que as principais plataformas de inteligência artificial disponíveis no Brasil continuam descumprindo regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026. A pesquisa foi realizada um mês após a publicação da Resolução nº 23.755/2026, que proíbe provedores de IA de ranquear, recomendar ou sugerir candidatos, mesmo quando há solicitação do usuário. O estudo, desenvolvido pela Data Privacy Brasil em parceria com o Aláfia Lab, avaliou cinco chatbots: ChatGPT, Gemini, Grok, DeepSeek e Meta AI. Para os testes, os pesquisadores utilizaram 14 comandos padronizados relacionados à escolha de candidatos e às eleições. Segundo o relatório, todas as plataformas identificaram pré-candidatos à Presidência da República. Além disso, a maioria apresentou listas classificando nomes como os "melhores" em áreas como economia, segurança pública e educação, utilizando critérios considerados pouco transparentes. A coordenadora do Observatório IA nas Eleições, Carla Rodrigues, afirma que o comportamento das ferramentas indica falhas de implementação e governança por parte das empresas responsáveis pelos sistemas. Para ela, os resultados mostram que o problema vai além de limitações técnicas. O estudo também alerta para o fenômeno chamado de "falsa neutralidade". De acordo com os pesquisadores, existe o risco de que usuários interpretem as respostas produzidas pelos chatbots como análises objetivas e tecnicamente fundamentadas, quando, na prática, os critérios utilizados pelos algoritmos podem ser subjetivos, opacos e não auditáveis. A resolução do TSE determina que ferramentas de inteligência artificial não podem emitir opiniões, recomendações ou classificações que favoreçam ou prejudiquem candidatos durante o período eleitoral. Apesar disso, o levantamento identificou que ChatGPT, Gemini, Grok e DeepSeek apresentaram rankings de candidatos em diferentes cenários de teste. Já a Meta AI evitou algumas classificações, mas apresentou respostas inconsistentes ao alterar a ordem dos nomes em consultas semelhantes, segundo os pesquisadores.
TRE-BA manda ACM Neto retirar postagem do Instagram
TRE-BA manda ACM Neto retirar postagem do Instagram
Decisão liminar aponta indícios de propaganda antecipada e uso de IA.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou, por meio de decisão liminar, que o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), remova de seu perfil no Instagram uma publicação. A Corte entendeu preliminarmente que a postagem apresenta indícios de propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de conteúdo gerado por inteligência artificial. A publicação em questão mostra uma imagem digitalmente criada de ACM Neto ao lado de um jogador de futebol, ambos com a camisa da Seleção Brasileira, além de destacar o número 44, legenda do União Brasil.
- A representação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), alegando que a montagem poderia sugerir apoio político do atleta e que o destaque do número do partido configuraria propaganda antecipada. O desembargador Isaías Vinícius de Castro Simões considerou que há indícios de criação de uma situação inexistente com potencial para influenciar eleitores. ACM Neto tem 24 horas para remover a postagem, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, e está proibido de republicar o conteúdo enquanto a liminar estiver em vigor, aguardando a análise do mérito da ação.
Foto: Divulgação
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou, em decisão liminar, que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), retire de seu perfil no Instagram uma publicação que, segundo entendimento preliminar da Corte, apresenta indícios de propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de conteúdo produzido por inteligência artificial. A decisão foi assinada pelo desembargador substituto eleitoral Isaías Vinícius de Castro Simões, após representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada pelos partidos PT, PCdoB e PV. Segundo o processo, a publicação mostra uma imagem criada digitalmente em que ACM Neto aparece ao lado de um jogador de futebol, ambos vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Para os autores da ação, a montagem pode levar o eleitor a acreditar que o atleta apoia politicamente o pré-candidato. A representação também aponta destaque para o número 44, legenda do União Brasil, o que poderia caracterizar propaganda eleitoral antecipada. Ao analisar o pedido, o magistrado entendeu, em caráter preliminar, que há indícios de utilização de inteligência artificial para criar uma situação inexistente, com potencial para influenciar a percepção dos eleitores. A decisão também cita que o uso ostensivo do número do partido, antes do período permitido para propaganda, pode configurar propaganda antecipada por equivalência semântica. O desembargador considerou ainda o risco de ampla disseminação da publicação nas redes sociais, o que justificaria a concessão da medida de urgência. Com a liminar, ACM Neto terá 24 horas para remover a postagem, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil. A decisão também proíbe a republicação do conteúdo em outras plataformas digitais enquanto a ordem judicial permanecer em vigor. Vale destacar que a decisão é liminar e o mérito da ação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.
Investigadores de Guanambi e região passam por treinamento com IA em Conquista
Investigadores de Guanambi e região passam por treinamento com IA em Conquista
Treinamento reúne servidores de cinco coordenadorias regionais e aborda o uso de tecnologias avançadas para fortalecer investigações criminais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- A Polícia Civil da Bahia iniciou nesta semana um curso de capacitação sobre o uso da inteligência artificial em investigações criminais. Realizado no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) em Vitória da Conquista, o treinamento é promovido pela Academia da Polícia Civil (Acadepol) e reúne 22 delegados e investigadores de diferentes municípios da região sudoeste do estado. Com duração até sexta-feira (12) e carga horária de 40 horas, o programa visa equipar os profissionais para os desafios modernos da apuração criminal.
- Durante o curso, os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e práticos sobre IA, análise de dados, ética no uso da tecnologia e aplicações voltadas à atividade investigativa. A iniciativa acompanha a tendência global de órgãos de segurança pública em incorporar recursos tecnológicos para aumentar a eficiência das apurações, esperando que o conhecimento adquirido contribua para o aprimoramento das investigações conduzidas pela Polícia Civil em toda a região sudoeste da Bahia.
Foto: Divulgação | Polícia Civil
A Polícia Civil da Bahia iniciou nesta semana um curso voltado ao uso da inteligência artificial nas investigações criminais. A capacitação acontece no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), em Vitória da Conquista, e reúne delegados e investigadores de diferentes municípios da região sudoeste do estado. Promovido pela Academia da Polícia Civil (Acadepol), o treinamento segue até sexta-feira (12) e conta com carga horária de 40 horas. Durante o curso, os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e práticos sobre inteligência artificial, análise de dados, ética no uso da tecnologia e aplicações voltadas à atividade investigativa. Ao todo, 22 servidores participam da capacitação. Os profissionais são vinculados às Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins) de Vitória da Conquista, Jequié, Brumado, Guanambi e Itapetinga, áreas que integram a Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin). Segundo a instituição, o objetivo é preparar os policiais para lidar com novas ferramentas tecnológicas capazes de auxiliar na coleta, organização e interpretação de informações utilizadas em investigações. A iniciativa acompanha uma tendência observada em órgãos de segurança pública no Brasil e em outros países, que têm incorporado recursos tecnológicos para aumentar a eficiência das apurações. Durante a abertura do treinamento, o diretor-adjunto da Acadepol, delegado Marcelo Costa Sansão, destacou que o trabalho investigativo moderno exige cada vez mais capacidade de análise e tratamento de grandes volumes de dados. De acordo com o delegado, as investigações atuais vão além da coleta de provas físicas e dependem cada vez mais da filtragem e interpretação de informações digitais. A expectativa é que o conhecimento adquirido pelos participantes contribua para o aprimoramento das investigações conduzidas pela Polícia Civil em toda a região sudoeste da Bahia.
Lula diz que relação entre Flávio e banqueiro é “caso de polícia”
Lula diz que relação entre Flávio e banqueiro é “caso de polícia”
Presidente evitou comentar detalhes do caso, mas afirmou que investigação deve ser conduzida pela Polícia Federal.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “caso de polícia” a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi feita nesta quinta-feira (14) durante agenda oficial em Camaçari, Bahia, após questionamentos de jornalistas sobre mensagens que revelaram tratativas entre os dois a respeito do financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula reiterou que não é policial nem procurador e que o assunto deve ser investigado pela Polícia Federal.
- Além de comentar o caso, o presidente aproveitou a visita para fazer declarações políticas indiretas, criticando o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais e afirmando que “a verdade tarda, mas não falha”. A agenda na Bahia incluiu a entrega de 384 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em Camaçari, com investimento de R$ 65 milhões, e a visita à Fafen Bahia, uma unidade de fertilizantes nitrogenados em Candeias que retomou suas atividades em janeiro após um aporte de R$ 100 milhões.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (14) que a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro é um “caso de polícia”. A declaração foi dada durante agenda oficial em Camaçari, após questionamento de jornalistas sobre o assunto. “Eu não vou comentar. É caso de polícia. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral”, afirmou Lula ao encerrar o discurso. Em seguida, o presidente disse que o caso deve ser tratado pela Polícia Federal. A fala ocorreu um dia após a divulgação de mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A reportagem revelou tratativas relacionadas ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, durante a inauguração de residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida, Lula também fez declarações indiretas sobre o cenário político. Sem citar nomes, afirmou que “a verdade tarda, mas não falha” e criticou o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais. Na agenda em Camaçari, o presidente participou da entrega de dois conjuntos habitacionais com 384 unidades. Segundo o governo federal, o empreendimento recebeu investimento de R$ 65 milhões por meio do Novo PAC. Durante a visita à Bahia, Lula também esteve na Fafen Bahia, unidade de fertilizantes nitrogenados que retomou as atividades em janeiro após permanecer hibernada desde 2019. Conforme o governo federal, a planta recebeu investimento de R$ 100 milhões e possui capacidade de produzir 1.300 toneladas diárias de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.
Entidades veem falhas em regras do TSE sobre IA eleitoral
Entidades veem falhas em regras do TSE sobre IA eleitoral
Sugestões pedem limites a chatbots, deepfakes e impulsionamento pago
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Organizações da sociedade civil, partidos políticos e centros de pesquisa alertaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o que consideram falhas na regulamentação do uso de inteligência artificial e da atuação de influenciadores digitais nas eleições deste ano.As recomendações foram enviadas ao tribunal para subsidiar a resolução que vai disciplinar a propaganda eleitoral, o uso da internet e de ferramentas de IA. O texto final deve ser publicado até 5 de março. A Folha teve acesso a dez contribuições encaminhadas ao TSE.Segundo as entidades, o principal risco para o pleito envolve redes de influenciadores, perfis falsos ou alugados e o uso de tecnologias como chatbots e deepfakes para impulsionar propaganda política fora das regras eleitorais.Uma das maiores preocupações recai sobre um trecho incluído pelo relator da resolução, ministro Kassio Nunes Marques. O parágrafo único do artigo 3-B estabelece que críticas à administração pública feitas por pessoas físicas não configuram propaganda eleitoral antecipada negativa, mesmo quando há impulsionamento pago.Pela legislação atual, apenas partidos e candidatos podem contratar impulsionamento, exclusivamente para propaganda positiva, com gastos declarados à Justiça Eleitoral.Para o DataPrivacyBR, o dispositivo pode abrir brecha para o uso indireto de propaganda negativa paga na pré-campanha. A entidade cita como exemplos campeonatos de cortes de vídeos usados por Pablo Marçal na eleição de 2024 e ações de influenciadores contratados para atacar o Banco Central.O NetLab da UFRJ e o PT apresentaram críticas semelhantes. Já o PL defendeu o trecho, afirmando que ele fortalece a liberdade de crítica a governos e reduz o risco de censura na pré-campanha.Grande parte das contribuições também aponta ausência de regras claras para o uso de inteligência artificial generativa. A organização Artigo 19 avalia que, embora a minuta trate de deepfakes, não há regulamentação sobre informações produzidas por IA quando usadas por eleitores como fonte política.“Ocorrem relatos frequentes de conteúdos distorcidos, incorretos ou fictícios sobre candidaturas e partidos”, afirma a entidade.O NetLab e o PT defendem a proibição de chatbots recomendarem candidaturas. Segundo a pesquisadora Andressa Michelotti, da UFMG, não há hoje vedação explícita ao uso dessas ferramentas para orientar eleitores, apesar do impacto comprovado sobre percepção e comportamento.O PT também pede restrições a conteúdos que simulem material jornalístico e induzam o eleitor ao erro.A professora Laura Schertel, do IDP, propõe um sistema preventivo obrigatório para empresas de IA, com identificação e marcação de conteúdo sintético e salvaguardas contra a geração de imagens realistas de candidatos em contextos de violência, nudez ou ilegalidade.“Os danos ao processo eleitoral são, em geral, irreversíveis. Por isso, a regulação precisa ser essencialmente preventiva”, afirma Bruno Bioni, diretor do DataPrivacyBR.
Governo pede ao TSE veto a deepfakes e cortes de vídeos
Governo pede ao TSE veto a deepfakes e cortes de vídeos
Propostas miram propaganda negativa e uso eleitoral da internet
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O governo Lula (PT) enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um conjunto de sugestões para endurecer as regras sobre propaganda eleitoral, uso da internet e inteligência artificial nas eleições deste ano.Entre as propostas, o Planalto defende a responsabilização de redes sociais e empresas de IA por conteúdos manipulados, como deepfakes, e a proibição de chatbots orientarem eleitores a votar em candidatos específicos. A recomendação inclui ainda medidas para coibir cortes de vídeos e premiações financeiras usadas para impulsionar campanhas, prática popularizada nas eleições de 2024.Os memorandos foram encaminhados pela Secretaria de Comunicação Social, Advocacia-Geral da União, Controladoria-Geral da União e Ministério da Justiça. O TSE deve divulgar a resolução até 5 de março, com ou sem acatar as sugestões.O governo também pede a retirada de um trecho da minuta que permitiria impulsionamento pago de críticas à administração pública por pessoas físicas. Para o Planalto, a regra pode abrir brecha para propaganda negativa disfarçada e desequilibrar a disputa eleitoral.Outra recomendação é ampliar o poder da Justiça Eleitoral para bloquear perfis que violem reiteradamente a lei, mesmo que não sejam falsos ou automatizados. A gestão petista avalia que ilícitos eleitorais são cometidos, com frequência, por contas reais.No campo da inteligência artificial, o governo propõe que sistemas direcionem usuários a informações oficiais da Justiça Eleitoral e que haja responsabilidade solidária entre criadores e plataformas na disseminação de deepfakes.As propostas também incluem a proibição do impulsionamento de conteúdos antidemocráticos, discursos de ódio e ataques ao Judiciário, além de medidas para evitar a retirada excessiva de informações públicas durante o período eleitoral.
O uso da Inteligência Artificial no Marketing Político
O uso da Inteligência Artificial no Marketing Político
A aplicação de plataformas baseadas em IA, como o Fanpage Karma e o GerminAI, permite a coleta e interpretação de dados de diferentes redes sociais.
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Foto: Arquivo Pessoal | Yuri Almeida
O cenário político contemporâneo é indissociável das dinâmicas digitais. Nesse contexto de transformações tecnológicas aceleradas, a Inteligência Artificial (IA) emerge não apenas como uma tendência, mas como uma ferramenta indispensável na análise de dados aplicada ao marketing político. Sua capacidade de processar e interpretar volumes massivos de informações — o chamado Big Data — está redefinindo o diagnóstico, o planejamento estratégico e a monitoramento das campanhas eleitorais. A IA tem se tornado um vetor fundamental para aprimorar a compreensão do comportamento do eleitorado digital e das complexas dinâmicas de engajamento político nas redes sociais. A aplicação de plataformas baseadas em IA, como o Fanpage Karma e o GerminAI, permite a coleta e interpretação de dados de diferentes redes sociais, gerando indicadores objetivos cruciais para a performance das candidaturas. Entre as métricas essenciais, destacam-se a base de seguidores, o crescimento absoluto, o volume de interações e, sobretudo, a taxa de engajamento — indicador que traduz a relevância e a ressonância do conteúdo perante a audiência. A eficácia estratégica não se resume a um único número. É imperativa uma análise integrada das métricas. Mais do que a quantidade, a qualidade da interação — o sentimento e a receptividade do público — é a verdadeira bússola das ações de comunicação política. O conteúdo qualitativo atua como um termômetro da aceitação das mensagens e orienta ajustes finos na narrativa das campanhas. A IA também se destaca na segmentação de conteúdos e no benchmarking das postagens mais eficazes. A análise das publicações de maior sucesso entre os candidatos permite identificar temas, timings e estilos comunicativos que geram conexão real com nichos eleitorais específicos. Essa inteligência orienta a produção de roteiros e publicações, otimizando o investimento de tempo e recursos. Além da otimização em tempo real, a IA abre caminho para planejamentos e projeções eleitorais, além o uso de modelos que combinam técnicas estatísticas com bancos de dados históricos, como os do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para estimar desempenhos eleitorais futuros. Modelos matemáticos, por mais sofisticados que sejam, não capturam integralmente as variáveis políticas, sociais e emocionais que moldam o comportamento do voto. O uso efetivo dessas tecnologias exige mais do que o simples acesso às ferramentas. É necessária competência técnica, domínio analítico e disciplina no diálogo com os sistemas de IA. O refinamento dos “prompts” — as instruções dadas à inteligência artificial — é um processo iterativo que gera análises cada vez mais robustas e personalizadas, ajustadas às particularidades de cada campanha. A tecnologia é uma poderosa aliada, mas deve operar dentro de parâmetros inegociáveis: evitar a reprodução acrítica de informações, assegurar autoria e transparência dos conteúdos e, sobretudo, preservar o senso crítico humano diante das sugestões automatizadas. Em suma, a Inteligência Artificial consolida-se como a espinha dorsal da análise de desempenho e da formulação estratégica no marketing político contemporâneo. Sua aplicação amplia a capacidade de leitura do sentimento eleitoral e de compreensão das dinâmicas sociais. No entanto, seu sucesso depende da qualificação técnica dos profissionais, do entendimento profundo do contexto político-social e de um compromisso ético que garanta a autenticidade e a legitimidade do processo democrático na era digital.
Yuri Almeida é estrategista político, professor e especialista em marketing eleitoral.
Wagner lança vídeo com IA nas redes e relembra momentos da sua trajetória política
No conteúdo, animado a partir de fotos antigas de arquivo, Wagner surge em cenas que conectam diversos momentos que marcam a sua caminhada e que fazem parte da história da Bahia.
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Foto: Divulgação
Com vídeo de IA publicado nas redes sociais na manhã desta quinta-feira (13), o senador Jaques Wagner (PT-BA) relembra alguns dos principais momentos da sua trajetória política. No conteúdo, animado a partir de fotos antigas de arquivo, Wagner surge em cenas que conectam diversos momentos que marcam a sua caminhada e que fazem parte da história da Bahia. O material começa com uma foto do senador ainda criança e faz uma transição para a sua atuação como sindicalista, passando por momentos da sua trajetória como ministro do primeiro governo Lula, como governador da Bahia, ministro da Defesa na gestão da presidenta Dilma, entre outros momentos, até chegar aos dias atuais como líder do Governo no Senado Federal. A peça também destaca programas estaduais lançados na época da sua gestão como governador do estado, como o TOPA - Todos pela Alfabetização e o Água Para Todos, e programas federais como o Minha Casa, Minha Vida. A inauguração do Metrô em Salvador e a chegada de novas universidades federais na Bahia, que aconteceram no seu período como governador, também são destaques no conteúdo postado pelo senador. Confira o resultado no instagram de Jaques Wagner.
























