Cid delata ao menos 5 reuniões golpistas de Bolsonaro e militares
Uma das reuniões aconteceu em 5 de julho de 2022 e contou com a presença de Bolsonaro e seus ministros
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Foto: Reprodução
- O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que ao menos cinco reuniões com a presença direta do ex-mandatário em conjunto com a cúpula do governo e de militares. As informações são da coluna de Bela Megale do jornal O Globo. Na oitiva da segunda-feira (11) que durou quase nove horas, Cid confirmou que uma minuta com proposta de um decreto de golpe de Estado foi ajustada a pedido de Bolsonaro e que o texto corrigido teria sido discutido e uma nova reunião, na qual participaram o ex-mandatário e comandantes das Forças Armadas. O tenente-coronel disse que soube da reunião, mas que não chegou a participar. Cid também delatou um encontro no dia 12 de dezembro de 2022 em que Cid e outros militares discutiram estratégias ligadas a uma ação golpista. Outra reunião aconteceu no dia 28 de dezembro com a participação de oficiais das forças especiais e assistentes de generais supostamente favoráveis ao golpe. Outra reunião delatada aconteceu no dia 5 de julho de 2022, na qual Bolsonaro se encontrou com seus ministros, a qual a Polícia Federal identificou uma dinâmica golpista.
"Um dos planos era me enforcar na Praça dos Três Poderes", revela Moraes sobre golpistas do 8 de janeiro
Segundo o ministro do STF, haviam três planos para tirar a sua vida
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- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que os criminosos responsáveis pelos ataques golpistas do dia 8 de janeiro planejavam prendê-lo e, posteriormente, enforcá-lo na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A declaração foi feita em entrevista divulgada pelo jornal O Globo, nesta quinta-feira (4). Os golpistas atribuíam a Moraes uma suposta interferência no resultado das eleições, tese refutada por todas as auditorias realizadas pela Justiça Eleitoral. Moraes revelou que foram construídos três planos contra ele, para que fosse possível tirá-lo do poder. “Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais [do Exército] me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes”, disse. Segundo o ministro, os planos estão em investigação em um inquérito separado no STF e em diligências tocadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Operação da PF cumpre mandados contra envolvidos em atos golpistas
Mandados estão sendo cumpridos em SP, RJ, MG, GO, MS e DF
Por: Pedro Peduzzi
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A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (20) a Operação Lesa Pátria com o objetivo de “identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos no 8 de janeiro, em Brasília, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por grupo que promoveu violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas instituições”. Estão sendo cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Os mandatos foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”, diz nota da PF. A corporação informou ainda que a Operação Lesa Pátria tem caráter permanente, e que serão feitas atualizações periódicas sobre o número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas. A PF pede à população que colabore com os investigadores, caso tenha informações sobre a identificação de “pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos”. As denúncias podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected]. Entenda - Desde que o presidente Lula foi eleito em segundo turno, no final de outubro, apoiadores do ex-presidente Bolsonaro demonstram inconformismo com o resultado do pleito e pedem um golpe militar no país, para depor o governo eleito democraticamente. As manifestações dos últimos meses incluíram acampamentos em diversos quartéis generais do país e culminaram com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, no último dia 8.
Moraes converte em preventiva 140 prisões por atos golpistas
Outras 60 pessoas foram tiveram as prisões substituídas por outras medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica e proibição do uso de redes sociais
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, até ontem (17), a conversão em preventiva, sem um prazo definido, de 140 prisões em flagrante, decorrentes dos os atos antidemocráticos, em Brasília, no dia 8 de janeiro. A análise dos casos tem previsão de ser concluída até a próxima sexta-feira (20). Em nota, o gabinete de Alexandre de Moraes disse que, na conversão das prisões, ele apontou evidências de sete crimes, entre eles, atos terroristas, associação criminosa, golpe de estado, ameaça, perseguição e incitação ao crime. Já são 200 decisões proferidas pelo ministro do STF em relação ao episódio golpista. Outras 60 pessoas foram liberadas e tiveram as prisões substituídas por outras medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, apresentação semanal ao juízo e proibição de se ausentar do país. Em todos os casos, portes de arma ficam suspensos e os envolvidos também ficam proibidos de conversarem entre si e de utilizar redes sociais. Para o ministro, houve "flagrante afronta à manutenção do Estado Democrático de Direito, em evidente descompasso com a garantia da liberdade de expressão".























