Avião militar cai no sul da Colômbia e deixa ao menos 34 mortos
Aeronave da Força Aeroespacial transportava militares; presidente cobra investigação e modernização das forças
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
Ao menos 34 soldados morreram nesta segunda-feira após a queda de um avião militar Lockheed C-130 Hercules no sul da Colômbia. A aeronave transportava 121 pessoas e caiu pouco depois de decolar na região amazônica. O governador do departamento de Putumayo, Jhon Gabriel Molina, confirmou o número de mortos. Fontes do Exército também relataram o mesmo balanço inicial.O presidente Gustavo Petro informou que 83 militares ficaram feridos no acidente. Segundo ele, o avião havia partido de Puerto Leguízamo com destino a Puerto Asís quando caiu. As causas ainda são investigadas. Imagens divulgadas por veículos locais mostram destroços em chamas e uma densa coluna de fumaça. Um vídeo registra o momento em que a aeronave perde altitude logo após a decolagem.A fabricante Lockheed Martin lamentou o acidente e afirmou que dará apoio às autoridades colombianas na apuração. Em meio à tragédia, Petro criticou entraves burocráticos que, segundo ele, atrasam a modernização das Forças Armadas. O presidente afirmou que não permitirá novos adiamentos e cobrou responsabilidade de gestores civis e militares.Autoridades militares prometeram conduzir a investigação com transparência. O comandante das Forças Armadas declarou que o caso será tratado com “responsabilidade e humanidade”. O acidente ocorre em meio ao período eleitoral no país. Candidatos à presidência manifestaram solidariedade às famílias das vítimas e pediram rigor na apuração.Os aviões do modelo Hércules C-130 são utilizados há décadas em operações militares e logísticas. A Colômbia opera essas aeronaves desde o final dos anos 1960, incluindo unidades modernizadas com apoio dos Estados Unidos.
Exército liberou licenças de armas para 5,2 mil condenados por tráfico de drogas e outros crimes
Dados pertencem a um relatório sigiloso do Tribunal de Contas da União referentes aos anos de 2019 e 2022, durante governo Bolsonaro
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O Exército liberou licenças de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) para pessoas condenadas por crimes como tráfico de drogas, homicídios e com mandados de prisão em aberto. As informações divulgadas pelo jornal Estadão são de um relatório sigiloso do Tribunal de Contas da União sobre controle de armas por militares entre 2019 e 2022. Segundo o relatório de 139 páginas, 5.235 pessoas em cumprimento de pena conseguiram obter, renovar ou manter os certificados de registro. Destes, 1.504 tinham processos de execução penal ativos quando enviaram a documentação ao Exército. 2.690 pessoas com mandados de prisão em aberto, ou seja foragidas da justiça, também conseguiram a liberação. Outros dados apontam que 21.442 armas de fogo estavam com status ok, mesmo que pertencessem a pessoas que faleceram no período. Além disso,a auditoria apontou que cerca de 16 mil munições para armas de CACs foram adquiridas por 94 pessoas dadas como mortas durante o governo Bolsonaro. “A gravidade das condutas, por si só, já reforça indicadores de criminalidade e abala a sensação de segurança, sobretudo daqueles impactados de algum modo pelos delitos. Contudo, quando se leva em consideração que parcela significativa desses indivíduos ainda possui CRs ativos e acesso a armas, entende-se haver disponibilidade de meios para: a reincidência de práticas criminosas; a progressão da gravidade das condutas – por exemplo, a ameaça evoluir para um homicídio ou a lesão corporal contra a mulher evoluir para um caso de feminicídio; e a obstrução das investigações ou dos processos criminais – afinal, a arma pode ser utilizada para fuga, intimidação ou assassinato de testemunhas, entre outros”, diz o relatório do TCU. Em nota, o Exército divulgou ao Estadão que recebeu o relatório preliminar e que apresentou as manifestações que se referem a pontos de "interesse da Força", dentro do prazo que foi determinado."O Exército vem adotando todas as medidas cabíveis para aperfeiçoar os processos de autorização e fiscalização dos CAC”, acrescentou.
Ônibus do Exército pega fogo na BA-026; armas e munições foram danificadas
A causa do incêndio pode estar relacionada com um curto-circuito ocorrido no equipamento
Por: redação do Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: TV Sudoeste | Reprodução
- Na madrugada deste sábado (23), na BA-026, na cidade de Maracás, no sudoeste da Bahia, um ônibus do Exército pegou fogo. Segundo informações do site G1, o ônibus saiu do Rio de Janeiro e transportaria as armas e munições para o 35º Batalhão de Infantaria (35° BI), da cidade de Feira de Santana. Armas e destruição foram completamente destruídas por causa do incêndio. Ainda de acordo com o portal, a causa do acidente pode estar relacionada com um curto-circuito. No entanto, apesar da destruição do equipamento, não houve feridos.
PF diz que mensagens de aliados de Bolsonaro evidenciam plano de golpe
Diálogos aconteceram entre o major reformado do Exército, Ailton Gonçalves Barros, o coronel Elcio Franco e um militar ainda não identificado
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
- A Polícia Federal identificou mensagens de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que apontam para uma articulação de um plano de golpe de Estado. Segundo investigadores, a investida consistia em incitar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), hostilizar as urnas eletrônicas, convencer a cúpula do Exército a rejeitar o resultado das eleições em 2022 e prender o ministro Alexandre de Moraes, da Corte. A informação é do jornal O Globo. De acordo com a Polícia Federal, os diálogos aconteceram entre o major reformado do Exército, Ailton Gonçalves Barros, o coronel Elcio Franco e um militar ainda não identificado. A PF analisou áudios e prints encontrados nos arquivos de um celular de Barros durante uma investigação envolvendo Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Os diálogos, segundo os investigadores, "deixam evidente a articulação conduzida por Ailton Barros e outros militares, para materializar o plano de tentativa de golpe de Estado no Brasil, em decorrência da não aceitação do resultado da eleição presidencial ocorrida em 2022, visando manter no Poder o ex-Presidente da República Jair Bolsonaro e restringir o exercício do Poder Judiciário brasileiro, por meio da prisão do Ministro Alexandre de Moraes, do STF". Entre as mensagens, estão prints de uma conversa entre Barros e um contato denominado "PR 01", "possivelmente relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro". As imagens foram apagadas e enviadas para Cid em sequência. A primeira delas tratava da intenção de grupos organizadores dos atos de 7 de setembro de 2021 acamparem no dia 31 de março, data do golpe de 64, para pressionar os ministros do STF a "saírem de suas cadeiras." A segunda imagem sugeria inserir nesses movimentos pautas como a defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes e o ataque às urnas eletrônicas. A PF aponta indícios de que Barros mantinha contato direto com Bolsonaro "dispôs a incitar grupos de manifestantes para aderirem a pautas antidemocráticas do interesse do ex-presidente da República".
Lula demite comandante do Exército Júlio Cesar de Arruda
Arruda assumiu interinamente o cargo durante o governo de Jair Bolsonaro
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | TV Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou na tarde deste sábado (21) Júlio Cesar de Arruda do comando do Exército. O general, confirmado no cargo por José Múcio, ministro da Defesa, em 6 de janeiro, assumia interinamente o comando da instituição desde de 30 de dezembro, ainda durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Arruda será substituído pelo general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, comandante militar do Sudeste. Na última quarta-feira (18), Paiva fez um discurso incisivo à sua tropa afirmando que é papel dos militares defenderem a democracia. "Ser militar é ser profissional, respeitar a hierarquia e a disciplina. É ser coesa, íntegro, ter espírito de corpo e defender a pátria. É ser uma instituição de Estado apolítica e apartidária. Não interessa quem está no comando, a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito" declarou.























