Exército entrega armas de Bolsonaro à PF após ordem de Moraes
Exército entrega armas de Bolsonaro à PF após ordem de Moraes
Batalhão informou ao STF que seis armas foram entregues à Polícia Federal; outras duas não estavam sob sua custódia.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) entregou à Polícia Federal seis armas de fogo registradas sob o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, em cumprimento a uma determinação judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Outras duas armas que constam no registro de Bolsonaro não estavam sob a guarda da corporação militar e, por isso, não foram repassadas. A ordem de apreensão ocorreu após o ministro suspender o porte de arma do ex-presidente, sob a justificativa de que a posse de armamentos é incompatível com o regime de prisão domiciliar.
- Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliar temporária enquanto se recupera de uma pneumonia bacteriana. O ex-presidente foi condenado em 2025 a 27 anos e três meses de prisão no âmbito do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado, decisão que ainda é alvo de recursos por parte de sua defesa. Os advogados do ex-mandatário afirmaram que todo o armamento já permanecia guardado e sob a devida custódia em instalações do Exército.
Foto: Ton Molina | STF
O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A comunicação foi feita nesta segunda-feira (6), em cumprimento à decisão judicial que determinou a apreensão do armamento. Segundo o documento encaminhado ao STF, o Exército informou que seis armas foram entregues à Polícia Federal. Outras duas, embora registradas em nome de Bolsonaro, não estavam sob a guarda da corporação e, por isso, não puderam ser repassadas. A apreensão foi determinada por Alexandre de Moraes após a renovação da prisão domiciliar do ex-presidente. Na última sexta-feira (3), o ministro também suspendeu o porte de arma de Bolsonaro, entendendo que a posse de armamentos é incompatível com o cumprimento da pena em regime domiciliar. A decisão foi tomada após a repercussão envolvendo a apreensão de uma arma que estava com um dos seguranças particulares do ex-presidente. Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal ter concluído que o armamento estava regularizado e não ter indiciado Bolsonaro no caso, Moraes manteve a determinação para recolhimento das armas registradas em seu nome. A defesa do ex-presidente afirmou que todo o arsenal de Bolsonaro estava armazenado em instalações do Exército, onde permanecia sob custódia. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde que deixou o hospital, onde passou por uma cirurgia e se recupera de uma pneumonia bacteriana. Em 2025, ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. A decisão ainda é alvo de recursos apresentados pela defesa.
Apreensão de cocaína líquida em carga de madeira pode ser a maior da história do Brasil
Droga foi encontrada em oito caminhões na fronteira com a Bolívia; estimativa é de até 50 toneladas de cocaína
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Operação conjunta da Receita Federal, Polícia Federal, Exército e autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia apreendeu carga de cocaína líquida misturada a madeira em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), na fronteira com a Bolívia. A droga estava escondida em oito caminhões e estima-se que tenha um volume entre 20 e 50 toneladas. Se a quantidade for confirmada, será a maior apreensão de cocaína da história do Brasil.
- A operação faz parte da Operação Timber Shield, uma cooperação entre as autoridades brasileiras e internacionais para combater o tráfico de drogas.
- As autoridades acreditam que a carga apreendida no Brasil está relacionada a uma apreensão de 100 toneladas de cocaína no Chile no início do mês, que utilizou o mesmo método de ocultação.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a operação é uma resposta firme do Estado brasileiro à sofisticação das organizações criminosas que atuam no tráfico internacional.
Foto: Divulgação | Policia Federal
Uma operação da Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal, o Exército e autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia apreendeu, neste domingo (21), uma carga de cocaína líquida misturada a cerca de 260 toneladas de madeira transportadas em oito caminhões. A ação ocorreu em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), cidades localizadas na fronteira com a Bolívia. Exames iniciais confirmaram a presença da droga na carga. Segundo a Receita, com base em apreensões anteriores, entre 10% e 20% do peso total da madeira pode corresponder à cocaína, o que representa um volume estimado entre 20 e 50 toneladas. Caso a quantidade seja confirmada, esta será a maior apreensão de cocaína da história do Brasil e uma das maiores já registradas no mundo. A investigação aponta que a carga tem relação com uma apreensão de 100 toneladas da droga feita no Chile no início do mês, que utilizou o mesmo método de ocultação. A ação faz parte da Operação Timber Shield, realizada em cooperação com a agência antidrogas dos Estados Unidos e a Aduana Nacional da Bolívia. Em publicação nas redes sociais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a operação representa "uma resposta firme do Estado brasileiro à sofisticação das organizações criminosas que atuam no tráfico internacional". Segundo as autoridades, informações compartilhadas pelos Estados Unidos indicam que as cargas apreendidas no Brasil e no Chile tiveram origem no mesmo local de produção, na Bolívia.
Avião militar cai no sul da Colômbia e deixa ao menos 34 mortos
Avião militar cai no sul da Colômbia e deixa ao menos 34 mortos
Aeronave da Força Aeroespacial transportava militares; presidente cobra investigação e modernização das forças
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Foto: Reprodução
Ao menos 34 soldados morreram nesta segunda-feira após a queda de um avião militar Lockheed C-130 Hercules no sul da Colômbia. A aeronave transportava 121 pessoas e caiu pouco depois de decolar na região amazônica. O governador do departamento de Putumayo, Jhon Gabriel Molina, confirmou o número de mortos. Fontes do Exército também relataram o mesmo balanço inicial.O presidente Gustavo Petro informou que 83 militares ficaram feridos no acidente. Segundo ele, o avião havia partido de Puerto Leguízamo com destino a Puerto Asís quando caiu. As causas ainda são investigadas. Imagens divulgadas por veículos locais mostram destroços em chamas e uma densa coluna de fumaça. Um vídeo registra o momento em que a aeronave perde altitude logo após a decolagem.A fabricante Lockheed Martin lamentou o acidente e afirmou que dará apoio às autoridades colombianas na apuração. Em meio à tragédia, Petro criticou entraves burocráticos que, segundo ele, atrasam a modernização das Forças Armadas. O presidente afirmou que não permitirá novos adiamentos e cobrou responsabilidade de gestores civis e militares.Autoridades militares prometeram conduzir a investigação com transparência. O comandante das Forças Armadas declarou que o caso será tratado com “responsabilidade e humanidade”. O acidente ocorre em meio ao período eleitoral no país. Candidatos à presidência manifestaram solidariedade às famílias das vítimas e pediram rigor na apuração.Os aviões do modelo Hércules C-130 são utilizados há décadas em operações militares e logísticas. A Colômbia opera essas aeronaves desde o final dos anos 1960, incluindo unidades modernizadas com apoio dos Estados Unidos.
Exército liberou licenças de armas para 5,2 mil condenados por tráfico de drogas e outros crimes
Dados pertencem a um relatório sigiloso do Tribunal de Contas da União referentes aos anos de 2019 e 2022, durante governo Bolsonaro
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O Exército liberou licenças de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) para pessoas condenadas por crimes como tráfico de drogas, homicídios e com mandados de prisão em aberto. As informações divulgadas pelo jornal Estadão são de um relatório sigiloso do Tribunal de Contas da União sobre controle de armas por militares entre 2019 e 2022. Segundo o relatório de 139 páginas, 5.235 pessoas em cumprimento de pena conseguiram obter, renovar ou manter os certificados de registro. Destes, 1.504 tinham processos de execução penal ativos quando enviaram a documentação ao Exército. 2.690 pessoas com mandados de prisão em aberto, ou seja foragidas da justiça, também conseguiram a liberação. Outros dados apontam que 21.442 armas de fogo estavam com status ok, mesmo que pertencessem a pessoas que faleceram no período. Além disso,a auditoria apontou que cerca de 16 mil munições para armas de CACs foram adquiridas por 94 pessoas dadas como mortas durante o governo Bolsonaro. “A gravidade das condutas, por si só, já reforça indicadores de criminalidade e abala a sensação de segurança, sobretudo daqueles impactados de algum modo pelos delitos. Contudo, quando se leva em consideração que parcela significativa desses indivíduos ainda possui CRs ativos e acesso a armas, entende-se haver disponibilidade de meios para: a reincidência de práticas criminosas; a progressão da gravidade das condutas – por exemplo, a ameaça evoluir para um homicídio ou a lesão corporal contra a mulher evoluir para um caso de feminicídio; e a obstrução das investigações ou dos processos criminais – afinal, a arma pode ser utilizada para fuga, intimidação ou assassinato de testemunhas, entre outros”, diz o relatório do TCU. Em nota, o Exército divulgou ao Estadão que recebeu o relatório preliminar e que apresentou as manifestações que se referem a pontos de "interesse da Força", dentro do prazo que foi determinado."O Exército vem adotando todas as medidas cabíveis para aperfeiçoar os processos de autorização e fiscalização dos CAC”, acrescentou.
Ônibus do Exército pega fogo na BA-026; armas e munições foram danificadas
Ônibus do Exército pega fogo na BA-026; armas e munições foram danificadas
A causa do incêndio pode estar relacionada com um curto-circuito ocorrido no equipamento
Por: redação do Sudoeste Bahia
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Foto: TV Sudoeste | Reprodução
- Na madrugada deste sábado (23), na BA-026, na cidade de Maracás, no sudoeste da Bahia, um ônibus do Exército pegou fogo. Segundo informações do site G1, o ônibus saiu do Rio de Janeiro e transportaria as armas e munições para o 35º Batalhão de Infantaria (35° BI), da cidade de Feira de Santana. Armas e destruição foram completamente destruídas por causa do incêndio. Ainda de acordo com o portal, a causa do acidente pode estar relacionada com um curto-circuito. No entanto, apesar da destruição do equipamento, não houve feridos.
PF diz que mensagens de aliados de Bolsonaro evidenciam plano de golpe
PF diz que mensagens de aliados de Bolsonaro evidenciam plano de golpe
Diálogos aconteceram entre o major reformado do Exército, Ailton Gonçalves Barros, o coronel Elcio Franco e um militar ainda não identificado
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Foto: Reprodução
- A Polícia Federal identificou mensagens de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que apontam para uma articulação de um plano de golpe de Estado. Segundo investigadores, a investida consistia em incitar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), hostilizar as urnas eletrônicas, convencer a cúpula do Exército a rejeitar o resultado das eleições em 2022 e prender o ministro Alexandre de Moraes, da Corte. A informação é do jornal O Globo. De acordo com a Polícia Federal, os diálogos aconteceram entre o major reformado do Exército, Ailton Gonçalves Barros, o coronel Elcio Franco e um militar ainda não identificado. A PF analisou áudios e prints encontrados nos arquivos de um celular de Barros durante uma investigação envolvendo Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Os diálogos, segundo os investigadores, "deixam evidente a articulação conduzida por Ailton Barros e outros militares, para materializar o plano de tentativa de golpe de Estado no Brasil, em decorrência da não aceitação do resultado da eleição presidencial ocorrida em 2022, visando manter no Poder o ex-Presidente da República Jair Bolsonaro e restringir o exercício do Poder Judiciário brasileiro, por meio da prisão do Ministro Alexandre de Moraes, do STF". Entre as mensagens, estão prints de uma conversa entre Barros e um contato denominado "PR 01", "possivelmente relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro". As imagens foram apagadas e enviadas para Cid em sequência. A primeira delas tratava da intenção de grupos organizadores dos atos de 7 de setembro de 2021 acamparem no dia 31 de março, data do golpe de 64, para pressionar os ministros do STF a "saírem de suas cadeiras." A segunda imagem sugeria inserir nesses movimentos pautas como a defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes e o ataque às urnas eletrônicas. A PF aponta indícios de que Barros mantinha contato direto com Bolsonaro "dispôs a incitar grupos de manifestantes para aderirem a pautas antidemocráticas do interesse do ex-presidente da República".
Lula demite comandante do Exército Júlio Cesar de Arruda
Lula demite comandante do Exército Júlio Cesar de Arruda
Arruda assumiu interinamente o cargo durante o governo de Jair Bolsonaro
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Foto: Reprodução | TV Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou na tarde deste sábado (21) Júlio Cesar de Arruda do comando do Exército. O general, confirmado no cargo por José Múcio, ministro da Defesa, em 6 de janeiro, assumia interinamente o comando da instituição desde de 30 de dezembro, ainda durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Arruda será substituído pelo general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, comandante militar do Sudeste. Na última quarta-feira (18), Paiva fez um discurso incisivo à sua tropa afirmando que é papel dos militares defenderem a democracia. "Ser militar é ser profissional, respeitar a hierarquia e a disciplina. É ser coesa, íntegro, ter espírito de corpo e defender a pátria. É ser uma instituição de Estado apolítica e apartidária. Não interessa quem está no comando, a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito" declarou.























