Janela partidária agita cenário político na Bahia; saiba quem mudou de partido
Movimentações envolvem deputados e senador; prazo vai até 5 de abril e deve ampliar mudanças.
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A janela partidária já provoca reconfiguração no cenário político da Bahia com a migração de lideranças de olho nas eleições de 2026. As mudanças, oficializadas nos últimos dias, indicam fortalecimento de siglas como Avante, PSD e Republicanos.Entre os principais movimentos está a filiação do senador Angelo Coronel ao Republicanos. Ele passa a integrar o grupo político ligado ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, pré-candidato ao governo estadual. Também migraram para a sigla seus filhos, os deputados Diego Coronel e Angelo Coronel Filho.No mesmo partido, o deputado federal Leo Prates deixou o PDT após a legenda se aproximar da base do governador Jerônimo Rodrigues.Outra mudança relevante foi a saída da deputada Elisângela Araújo do Partido dos Trabalhadores (PT) para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), com intenção de disputar a reeleição.O ex-deputado Bebeto Galvão deixou o PSB após mais de 20 anos e se filiou ao Partido Social Democrático (PSD). No mesmo movimento, também migraram Raimundo da Pesca e Adriano Lima.Na Assembleia Legislativa, a deputada Ludmilla Fiscina trocou o PV pelo PSD. Já os deputados Vitor Azevedo e Laerte do Vando deixaram PL e Podemos, respectivamente, para ingressar no Avante, que também recebeu Felipe Duarte.Outras articulações seguem em curso. O deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP) admite deixar a sigla após a federação nacional com o União Brasil e pode migrar para o PDT. Já o deputado estadual Niltinho (PP) é cotado para o PSB, assim como Eduardo Salles e Antonio Henrique Júnior.O futuro político de Hassan (PP) também é incerto, diante da proximidade com o governo estadual e alianças locais. Nos bastidores, o prefeito Zé Cocá é apontado como possível vice em uma eventual chapa encabeçada por ACM Neto.A janela partidária permite que parlamentares troquem de legenda sem perder o mandato. O prazo segue aberto até 5 de abril, e a expectativa é de novas mudanças nos próximos dias.
Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Ramagem
Decisão foi publicada no Diário Oficial após fim do prazo de defesa
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A maioria dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quinta-feira (18), declarar a cassação dos mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). A Mesa é presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa. O prazo para apresentação de defesa pelos parlamentares havia se encerrado na quarta-feira (17). Na semana passada, Motta afirmou que pretendia concluir os dois casos antes do início do recesso parlamentar, marcado para esta sexta-feira (19).Eduardo Bolsonaro estava sujeito à perda do mandato por excesso de faltas às sessões da Câmara em 2025. O deputado está nos Estados Unidos desde março. Já Alexandre Ramagem deixou o país durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou em condenação à perda do mandato e a 16 anos e um mês de prisão, por participação em tentativa de golpe de Estado. A Mesa Diretora é composta pelo presidente e seis membros titulares, além de quatro suplentes. Entre os titulares, votaram a favor da cassação, além de Motta, os deputados Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Carlos Veras (PT-PE). Entre os suplentes, endossaram a decisão Paulo Folletto (PSB-ES), Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) e Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES).O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou a medida e afirmou que os dois deputados estariam em exílio por perseguição política do Judiciário. Em publicação nas redes sociais, classificou a decisão como grave e afirmou que a Mesa retirou do plenário o direito de deliberar sobre os mandatos. Na semana passada, Hugo Motta notificou Eduardo Bolsonaro para apresentar defesa em até cinco sessões e afirmou que, vencido o prazo, determinaria a cassação. Segundo o presidente da Câmara, o deputado já ultrapassou o limite de faltas previsto na Constituição. A Constituição Federal estabelece, no artigo 55, que perde o mandato o parlamentar que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em março, de onde passou a articular ações políticas contra autoridades brasileiras, incluindo pedidos de sanções ao governo norte-americano, então liderado por Donald Trump. Ele afirma que deixou o país por sofrer perseguição política.Alexandre Ramagem, por sua vez, teria se mudado em setembro para um condomínio na Flórida, de onde gravava vídeos e participava de votações remotas na Câmara, amparado por atestado médico.
Disputa política sobre setor elétrico pode pesar no bolso do consumidor
Derrubada de vetos à Lei 15.269 pode reativar subsídios e elevar custos no setor elétrico, segundo avaliação de especialistas.
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O impasse entre o Congresso Nacional e o governo Lula pode gerar impacto direto no bolso da população. Deputados e senadores articulam a derrubada dos vetos presidenciais à Lei 15.269, norma recém-sancionada que busca modernizar o setor elétrico e impedir o aumento das tarifas. Caso os vetos caiam, o resultado esperado é a alta da conta de luz. De acordo com analistas políticos, o movimento no Legislativo é guiado mais por retaliação política e pressões de grupos de interesse do que por critérios técnicos ou preocupação com o consumidor. A oposição tenta marcar posição, enquanto o Centrão reforça seu poder de barganha. Lula decidiu não recuar e manteve os vetos, apostando que o eleitorado interpretará o conflito como uma disputa entre elites em ano eleitoral. Pautas que poderiam avançar com consenso acabam sacrificadas em demonstrações de força, mesmo quando geram ônus à sociedade. A derrubada dos vetos à Lei do Licenciamento Ambiental é citada como exemplo dessa dinâmica. O texto original da Lei 15.269 chegou ao Planalto com diversos trechos considerados “jabutis”, por criarem subsídios, distorções de mercado e incentivos sem base técnica. Essas medidas transfeririam uma conta bilionária para o consumidor. A maior parte delas foi vetada, mas o Congresso trabalha para restabelecê-las integralmente.Entre os dispositivos que parlamentares querem reincluir estão a obrigatoriedade de fontes mais caras e ultrapassadas, como usinas térmicas a carvão, o que aumentaria os encargos pagos pelos brasileiros. Caso os vetos sejam derrubados, o efeito seria imediato: energia mais cara, mais subsídios cruzados e menor eficiência no setor elétrico.
Deputados aprovam projetos do governo e AL-BA entra em recesso junino
Por falta de acordo, propostas de concessão de títulos e comendas não foram votadas e só serão apreciadas após o recesso de São João
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- A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou, nesta terça-feira (20), os últimos projetos antes do recesso de São João, que durará todo o mês de julho. Dentre eles, os deputados votaram, em segundo turno, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Essa matéria era condicionante para que os parlamentares pudessem entrar de férias. A receita total projetada na LDO é no valor de R$70 bilhões. Esse valor pode ser revisto, porém não pode ultrapassar, de acordo com a necessidade da Lei Orçamentária Anual (LOA). Essa segunda norma detalha mais especificamente os gastos do governo em 2024, e ainda será enviada para análise da Casa Legislativa. Ainda foi aprovado, por unanimidade, o projeto de lei, de autoria do Executivo, com o objetivo criar o Consórcio Interestadual do Clima, unindo os estados da Bahia, Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo e Tocantins, para agir diante dos impactos ambientais e sociais das atividades econômicas. Outro projeto aprovado, também de autoria do Executivo, foi o que trata do remanejamento da quantidade de cargos de auditor fiscal e de agente de tributos estaduais. Ainda foram aprovados a criação do Conselho Estadual de Segurança Pública e um projeto de resolução que altera o prazo de recebimento da verba indenizatória prevista aos deputados. Por falta de acordo, propostas de concessão de títulos e comendas não foram votadas e só serão apreciadas após o recesso de São João.
CPI do 8 de Janeiro quer convocar Bolsonaro e quebrar sigilos do ex-presidente
CPI investiga os atos golpistas que culminaram na invasão às sedes dos três poderes; Carlos Bolsonaro também é alvo de pedido de convocação
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- Os deputados que compõem a CPI do 8 de janeiro - que investiga os atos golpistas que culminaram na invasão às sedes dos três poderes - têm realizados pedidos de convocação, convite e quebras de sigilo que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações foram divulgadas pelo portal Poder360, que fez um levantamento dados apresentados e catalogados pelo Senado até o último domingo (11). No requerimento que pede a convocação de Bolsonaro, há ainda o pedido para que o ex-presidente seja tratado como investigado. A solicitação de convocação de Bolsonaro foi feita pela deputada Erika Hilton (Psol) e pelo deputado Pastor Henrique Vieira (Psol). Já o convite ao ex-presidente foi proposto pelo deputado Rogério Correia (PT). Como justificativa da convocação, Erika e Pastor Henrique citam as falas e críticas de Bolsonaro contra o sistema eleitoral. Na mesma linha de investigação, Rogério pede à CPI o acesso aos dados bancários, telefônicos e telemáticos de Bolsonaro, entre 30 de outubro de 2022, dia do 2º turno das eleições, e 10 de janeiro de 2023. Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho de Jair Bolsonaro, também tem um pedido de convocação, apresentado novamente por Erika e Pastor Henrique. Os deputados citam o “gabinete do ódio” como uma “milícia digital” que atuaria para “minar as instituições democráticas”, como embasamento para a convocatória.
Deputados discutem efetivação do piso salarial da enfermagem nesta terça
Evento foi solicitado pelo deputado Bruno Farias (Avante-MG)
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- A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promove audiência pública na próxima terça-feira (18) para discutir a efetivação do piso salarial nacional da enfermagem. Foram convidados para o evento os ministros da Saúde, Nísia Trindade; da Fazenda, Fernando Haddad (PT); da Casa Civil, Rui Costa (PT); do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB); o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso e entidades que representam hospitais, trabalhadores em hospitais e prefeituras. O debate foi solicitado pelo deputado Bruno Farias (Avante-MG). "No SUS, o grupo de enfermagem é responsável por 60% a 80% das ações na atenção básica e 90% dos processos de saúde em geral, estando presentes em todas as ações desenvolvidas", diz o deputado. E continua: "A relevância dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem na promoção, manutenção e recuperação da saúde do povo brasileiro é primordial para que se garanta nosso princípio maior da Constituição Federal, qual seja, a dignidade da pessoa humana."
Governador, deputados e partidos lamentam a morte de João Isidório
A juventude e o futuro promissor do político foram lembrados nas mensagens de pesar
Por: Alexandre Santos
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Foto: Acervo | AL-BA
- O governador Rui Costa decretou luto oficial na Bahia por três dias, em razão da morte do deputado estadual João Isidório (Avante) de 29 anos. Pelas redes sociais, Rui lamentou. "A Bahia perde um político promissor, um jovem trabalhador que dedicou sua vida a acolher e tratar, junto com seu pai, pessoas com dependência química. A morte do deputado estadual João Isidório é mais uma perda precoce, que nos entristece profundamente", escreveu Rui Costa. A agenda do governador em Ilhéus, nesta sexta-feira (12), está cancelada. O vice-governador João Leão, secretário do Planejamento, também se manifestou. “Desejo muita paz, força e que Deus conforte os corações dos familiares e amigos, neste momento de dor. Meus profundos sentimentos", disse. A bancada de oposição da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) também lamentou a morte precoce. "Uma notícia muito triste o falecimento do deputado João Isidório, nosso colega na ALBA. Pessoa tranquila e de bom trato, era querido por todos nós. Uma tragédia que nos deixa consternados. Nossos sentimentos a todos os familiares e amigos, em especial ao seu pai, o deputado Isidório, que já foi nosso colega na ALBA e é também uma figura muito querida", disse o líder do bloco, deputado Sandro Régis (Democratas), em nome da bancada. O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) manifestou o pesar através do presidente da legenda na Bahia. “Um jovem político que nos deixa prematuramente. Me solidarizo com meu colega, deputado Pastor Sargento Isidório, pai de João, e toda a sua família, que neste momento vivem essa profunda dor da perda”, disse o deputado federal Adolfo Viana. O deputado estadual Rosemberg (PT) lembrou algumas características do colega de bancada. “Que perda lastimável. Um jovem deputado querido, sereno, bondoso, com um grande futuro pela frente. Me solidarizo com toda a família de João Isidório, principalmente com o seu pai, o querido Dep. @sgtisidorio”, escreveu Rosemberg em suas redes sociais. O deputado estadual Alex Lima (PSB) diz ter perdido um amigo. "Uma verdadeira tragédia. Hoje perdi um amigo e jovem colega de parlamento", lamentou o socialista. "João Isidório era um jovem promissor, aguerrido e sempre disposto a batalhar pelos seus ideais. Deixo aqui toda minha solidariedade ao amigo deputado Pastor Sargento Isidório e sua família", finalizou. O Partido dos Trabalhadores (PT) também emitiu nota de pesar. “O Partido se solidariza com os familiares e amigos do deputado neste momento de grande tristeza”.























