Delegado nega coação de adolescente em Riacho de Santana
Delegado diz que não teve contato com a adolescente
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Foto: Reprodução
O delegado de Riacho de Santana, Sudoeste da Bahia, Sandro Marco Nunes Gomes, negou as acusações de coação de uma adolescente de 14 anos e rejeitou qualquer suposto conluio com o juiz de direito Paulo Rodrigo Pantusa. Em nota enviada a imprensa nesta quarta-feira (4), ele classificou as denúncias como infundadas e motivadas por retaliação. Segundo o delegado, a acusação teria surgido após a abertura de um inquérito policial contra o advogado Aslon Victor Rodrigues Lima, investigado por calúnia qualificada e desacato contra a investigadora Amanda Santos Silva, em fevereiro de 2025. A reportagem revelou, com base em depoimentos manuscritos, que uma adolescente teria sido coagida a prestar falso testemunho por autoridades locais. Sandro Gomes afirma que o advogado tenta “causar desgaste à Polícia Civil e ao Poder Judiciário” após o acolhimento, pelo juiz da comarca, de denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Na nota, o delegado relata que testemunhas confirmaram ofensas dirigidas à investigadora Amanda Santos Silva durante um episódio envolvendo o advogado. Ele afirma que outro profissional da advocacia teria presenciado os fatos e acolhido a policial após o ocorrido.Sobre o caso da adolescente, Sandro Gomes declarou que nunca teve contato com a menor e que não a conhece. Segundo ele, no período mencionado na denúncia, em julho de 2025, estava de férias no município de Guanambi. O delegado afirma ainda que, ao receber a escuta especializada da adolescente, adotou todas as providências legais cabíveis, com a instauração de inquéritos policiais e o envio dos autos ao Poder Judiciário.Por fim, Sandro Gomes sustenta que o advogado teria manipulado a adolescente para apresentar versões falsas, com o objetivo de comprometer a atuação da Polícia Civil e do Judiciário local. As investigações seguem sob análise dos órgãos competentes. O titular da Polícia Civil finaliza alegando que as ações do advogado seriam motivadas por “uma mente doentia que quer a todo custo manipular pessoas, sobretudo aquelas que já foram presas, com o escopo de querer remover as duas autoridades do Município”, conclui.
Justiça condena delegado da Bahia a 29 anos de prisão por participar de organização criminosa
O delegado era o principal investigado pela "Operação Casmurro", uma ação conjunta entre a Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública e o Ministério Público da Bahia
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- O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou a 29 anos de prisão, nesta segunda-feira (10), um delegado da Polícia Civil do estado, por associação à organização criminosa e ao tráfico, envolvimento com tráfico de drogas, obstrução de Justiça, peculato e concussão. O nome do delegado foi apontado como um dos envolvidos em um esquema de propina com um empresário, descoberto após uma investigação de plantio de maconha no povoado de Baixio da Aguada, em Seabra. Por causa disso, o delegado, que não teve sua identidade divulgada, se tornou o principal investigado em 2021 pela "Operação Casmurro", deflagrada pela Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e pelo Ministério Público da Bahia (MP). Além dele, outros três criminosos foram condenados a 11 e 14 anos de prisão. Eles eram investigadores da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Seabra.























