Sudoeste Bahia
Publicado em: 05 Fev 2026 / 06h00
Autor: Redação

Delegado nega coação de adolescente em Riacho de Santana

Foto: Reprodução

O delegado de Riacho de Santana, Sudoeste da Bahia, Sandro Marco Nunes Gomes, negou as acusações de coação de uma adolescente de 14 anos e rejeitou qualquer suposto conluio com o juiz de direito Paulo Rodrigo Pantusa. Em nota enviada a imprensa nesta quarta-feira (4), ele classificou as denúncias como infundadas e motivadas por retaliação. Segundo o delegado, a acusação teria surgido após a abertura de um inquérito policial contra o advogado Aslon Victor Rodrigues Lima, investigado por calúnia qualificada e desacato contra a investigadora Amanda Santos Silva, em fevereiro de 2025. A reportagem revelou, com base em depoimentos manuscritos, que uma adolescente teria sido coagida a prestar falso testemunho por autoridades locais. Sandro Gomes afirma que o advogado tenta “causar desgaste à Polícia Civil e ao Poder Judiciário” após o acolhimento, pelo juiz da comarca, de denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Na nota, o delegado relata que testemunhas confirmaram ofensas dirigidas à investigadora Amanda Santos Silva durante um episódio envolvendo o advogado. Ele afirma que outro profissional da advocacia teria presenciado os fatos e acolhido a policial após o ocorrido.Sobre o caso da adolescente, Sandro Gomes declarou que nunca teve contato com a menor e que não a conhece. Segundo ele, no período mencionado na denúncia, em julho de 2025, estava de férias no município de Guanambi. O delegado afirma ainda que, ao receber a escuta especializada da adolescente, adotou todas as providências legais cabíveis, com a instauração de inquéritos policiais e o envio dos autos ao Poder Judiciário.Por fim, Sandro Gomes sustenta que o advogado teria manipulado a adolescente para apresentar versões falsas, com o objetivo de comprometer a atuação da Polícia Civil e do Judiciário local. As investigações seguem sob análise dos órgãos competentes. O titular da Polícia Civil finaliza alegando que as ações do advogado seriam motivadas por “uma mente doentia que quer a todo custo manipular pessoas, sobretudo aquelas que já foram presas, com o escopo de querer remover as duas autoridades do Município”, conclui.