Advogado aliado de Flávio Bolsonaro movimentou R$ 130 milhões em três meses, aponta PF
Investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; empresário nega irregularidades e questiona vazamento do caso
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal identificou indícios de movimentação de R$ 130 milhões em três meses na conta bancária do advogado e empresário Willer Tomaz, suscitando suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uso de empresas de apostas esportivas para ocultar recursos. O inquérito, aprovado pela Procuradoria‑Geral da República, segue no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e inclui investigação de supostos favorecimentos a empresas do setor, fraudes em licitação da Loterj e vínculo com o ex‑governador Cláudio Castro.
- A apuração também aponta uma possível conta conjunta entre Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro, além de evidências de uso de aeronave vinculada ao político. Ambos negam irregularidades, acusando a PF de uso indevido de investigação para fins eleitorais. O caso ganhou destaque ao ser divulgado pouco antes do debate presidencial, alimentando polêmicas sobre corrupção e influência política no Brasil.
Foto: Reprodução | Redes Sociais
A Polícia Federal (PF) identificou indícios de movimentação de R$ 130 milhões em uma conta bancária vinculada ao advogado e empresário Willer Tomaz, em um intervalo de três meses. A apuração investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. De acordo com trechos do inquérito, entre março e maio do ano passado, a conta movimentou o valor, considerado pelos investigadores aparentemente incompatível com as atividades econômicas conhecidas do empresário. “A expressividade do montante, somada à curta janela temporal analisada, constitui elemento de interesse investigativo e reforça a necessidade de aprofundar a operação quanto à origem dos recursos”, afirma o relatório da PF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à abertura do inquérito e ao prosseguimento das apurações. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Investigação envolve empresas e apostas esportivas: Os investigadores também apontam que o conjunto empresarial relacionado a Willer apresenta uma estrutura operacional aparentemente incompatível com o volume financeiro movimentado. Para a PF, esse cenário reforça a hipótese de que as empresas possam ter sido utilizadas para dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos, além dos beneficiários finais. A apuração inclui movimentações de até R$ 35 milhões em uma plataforma de apostas esportivas e saques em casas de apostas no exterior. A PF também investiga a atuação do advogado em possíveis casos de favorecimento a uma empresa do setor e suspeitas de fraude em uma licitação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). Outro ponto investigado é um pregão presencial da Loterj vencido pela empresa Pixs, além da relação do advogado com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). O material que deu origem à apuração foi obtido a partir de dados armazenados na nuvem de Willer Tomaz. O advogado foi alvo de busca e apreensão em agosto, durante a Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Advogado é amigo de Flávio Bolsonaro: Willer Tomaz mantém relação de proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Segundo a investigação, o celular apreendido pela PF continha fotografias dos dois juntos, relacionadas a festas, encontros e reuniões. O advogado também é um dos proprietários da aeronave utilizada por Flávio em uma viagem em janeiro de 2025. O avião era administrado por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A PF apura ainda indícios de que Flávio e Willer teriam compartilhado uma conta bancária. A suspeita surgiu a partir de uma troca de e-mails entre uma instituição financeira e o escritório de advocacia do empresário. A assessoria de Flávio negou a existência de uma conta conjunta. Willer também contestou a informação. Willer nega irregularidades: Em nota divulgada no domingo (18), o advogado afirmou que causa estranheza o vazamento de informações da investigação a poucas horas do debate presidencial. “Trata-se do uso indevido do aparato policial com o claro propósito de requentar acusações infundadas e interferir no resultado das urnas”, declarou. Willer negou movimentações financeiras irregulares relacionadas a empresas de apostas e afirmou que não houve circulação de recursos com essas companhias. “É igualmente inaceitável que a quebra do sigilo telemático sirva de instrumento para uma pescaria probatória destinada a fabricar falsos escândalos com fins político-eleitorais”, acrescentou.
Lobista diz que Lulinha reuniu-se inúmeras vezes com ministros e quer fazer delação sem poupar Lula
Roberta Luchsinger declarou em entrevista à CNN que o filho do presidente tinha acesso a ministros do governo e teria ajudado construtora a obter contratos; o Palácio do Planalto e a defesa de Lulinha ainda não se manifestaram
Por: Levy Teles
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- A lobista Roberta Luchsinger anunciou que pretende firmar acordo de delação premiada, afirmando que não poupará ninguém, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Fábio Lula, também investigados por tráfico de influência. Em entrevista à CNN Brasil, ela denunciou ameaças de morte, criticou duramente Lula, chamando‑o de “mau‑caráter” e “covarde”, e detalhou supostos contatos frequentes com ministros e autoridades do Palácio do Planalto para favorecer clientes, enquanto nega envolvimento em fraudes ao INSS.
- A defesa de Lulinha ainda não se manifestou, e o governo nega qualquer vínculo contratual decorrente das visitas da lobista a órgãos federais. O caso ganhou destaque após Lula chamar Luchsinger de “pilantra” e “Vorcaro feminino”, intensificando o embate político e as investigações da Polícia Federal sobre possíveis esquemas de influência e corrupção.
Foto: Reprodução | CNN
A lobista Roberta Luchsinger quer fazer um acordo de delação premiada e disse que não irá poupar nem o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e nem o filho mais velho de Lula, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, amigo dela. Ela também afirmou que Lulinha esteve “inúmeras vezes” com ministros. “Vou fazer uma delação premiada porque não serei eu o boi de piranha”, disse. A lobista e o filho do presidente são investigados pela Polícia Federal por tráfico de influência. O Planalto ainda não se manifestou nem a defesa de Lulinha. Chamada de pilantra por Lula em entrevistas, a lobista revidou e disse que o presidente é mau-caráter, mentiroso, senil e machista. Ela também relatou receber ameaças de morte e temer pela segurança das filhas. “(A Polícia Federal) vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, disse Roberta à CNN Brasil. Roberta também é investigada por sua relação com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como artífice do esquema de fraudes a benefícios previdenciários. Ela nega participação no esquema. A defesa critica vazamentos de informações sigilos e diz que só vai se manifestar nos processos. As investigações mostram que ela usava acessos ao Palácio do Planalto, como ao filho do presidente e ao ex-chefe de gabinete, para tentar emplacar negócios de seus clientes. A lobista Roberta Luchsinger fez mais de 40 visitas a órgãos do governo federal desde o início do terceiro mandato de Lula. O governo nega ter havido desdobramentos contratuais a partir de reuniões de Luchsinger. A lobista disse que decidiu dar entrevista após ser chamada de “pilantra” e equiparada a Daniel Vorcaro, do Banco Master por Lula. Ela disse que o presidente teve uma atitude “canalha, covarde, de mau-caráter”. “No momento em que o presidente da República foi ao ar para mais de 200 milhões de telespectadores falar que eu era uma pilantra por uma, duas, três vezes, eu tive que tomar a minha própria defesa. Venho tentando ser calada. Venho sofrendo o que os olhos atrás dessa câmera não veem”, disse. Lula negou conhecer Luchsinger já chamou ela de “pilantra” em entrevista ao jornal nacional e de “Vorcaro feminino”. Lula também disse que Roberta teria atribuído a ele uma suposta oferta de cargo no governo, o que negou. Em razão do silêncio de Lulinha após os ataques feitos pelo presidente, Luchsinger chamou o filho de Lula de “covarde como o pai”. Na entrevista, Luchsinger disse que Lula mentiu ao falar que Lulinha nunca esteve com algumas das principais autoridades do governo federal. “O Lula é um grande mentiroso quando fala: ‘Ela é uma pilantra, mas meu filho, não. Meu filho jamais sentou com algum ministro. O filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinha, seja para trocar outro tipo de diálogo. Eu sentava com ministros para discutir pautas relativas a políticas públicas”, disse. A lobista disse que Lula sabe quem ela é e agora diz não conhecê-la. “Acho que a principal coisa que ele tem certeza é que a melhor amiga do filho dele sou eu. O filho dele vivia comigo para cima e para baixo para todo lado, como ele não vai saber?” questionou. “Ele esqueceu, talvez, acho o presidente pode estar esclerosado e não se lembra, isso é normal. Ele está com 80 anos pode estar com alguma senilidade e não lembra. Ele não lembrava nem do Bolsa Família. Ele nunca sabe de nada do entorno dele.”
Opinião: Flávio chega à reta final como favorito em eleição aberta
Opinião: Flávio chega à reta final como favorito em eleição aberta
Mobilização do PT e força do governo estreitaram a diferença nas pesquisas; virada ainda depende de convencer indecisos em dez dias marcados por debates
Por: Silvio Cascione
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- O segundo turno da eleição presidencial brasileira se aproxima, com Flávio como favorito, mas a diferença de votos ainda é estreita e pode mudar nos próximos dias. As primeiras pesquisas apontam uma vantagem de três a quatro pontos para Flávio, porém a tendência indica que Lula está se aproximando novamente, impulsionado pela forte mobilização nas redes e nas ruas, além de debates televisivos que podem influenciar eleitores indecisos.
- A campanha de Lula ganha força com o apoio de figuras como André Janones e a retórica de medo sobre a volta de Bolsonaro, enquanto Flávio tenta reagir após um início confiante, adotando estratégias como o apoio ao fim da escala 6x1. Questões como corrupção, segurança pública e a Operação Unha e Carne permanecem como fatores decisivos para o eleitorado nas últimas semanas antes da votação.
Foto: Reprodução
O segundo turno da eleição presidencial entra na reta final com Flávio como favorito. Mas, a dez dias da votação, a diferença entre ele e Lula é pequena, e o jogo não terminou. Começo pelas pesquisas. No primeiro turno, elas subestimaram Flávio. Parte disso se deveu ao voto útil: eleitores de candidatos alternativos que mudaram de ideia entre o sábado e o domingo e não foram captados pelos institutos. Houve, além disso, alguma subestimação adicional. Do primeiro para o segundo turno, porém, as pesquisas costumam calibrar melhor seus resultados, e historicamente a taxa de erro cai. Na passagem para o segundo turno, o próprio resultado das urnas indicava que a vantagem de Flávio tenderia a crescer. A maior parte dos eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos apontava o senador, e não Lula, como segunda opção. Pela conta da Eurasia Group, com base na distribuição dos votos e nessas preferências declaradas em pesquisas, a diferença de dois pontos do primeiro turno deveria se converter em uma vantagem de três a quatro pontos para Flávio no segundo. As primeiras pesquisas do segundo turno mostraram uma vantagem até um pouco maior que essa. Pode ter sido o reflexo de eleitores aderindo ao candidato que saiu na frente, ou sendo levados pelo desejo de mudança. Essa diferença, no entanto, já está caindo e voltou para perto da faixa de três a quatro pontos estimada inicialmente. Os números variam de um instituto para outro, mas a tendência sugere que Lula pode entrar na última semana a uma distância ainda menor. Isso tem a ver com a mudança na campanha. O primeiro fator é a própria condição de favorito. Na Quaest, 53% dos eleitores acreditam que Flávio vencerá; na véspera do primeiro turno, eram 35%, e a maioria apostava em Lula. Quando o eleitor passa a ver um governo Flávio como provável, ouve com mais atenção os argumentos sobre como seria esse governo. O discurso do medo, da volta de Jair Bolsonaro ao poder, ganhou força de uma semana para cá: hoje, 43% dizem temer a volta da família Bolsonaro, mesmo percentual dos que temem a reeleição de Lula. Mais importante, porém, é a mobilização que o PT conseguiu nas redes e nas ruas. O “exército” de André Janones, as selfies de Lula e as manifestações de rua melhoraram a coordenação de uma militância que, no primeiro turno, esteve muito mais dispersa. Tudo isso ajuda a projetar melhor a força do incumbente, que era a razão principal do leve favoritismo de Lula antes do primeiro turno: a possibilidade de tomar medidas que mexem com a popularidade ou, no mínimo, pautam o debate público. A redução da jornada de trabalho, por exemplo, será amplificada por essa campanha mais mobilizada e mais organizada. Do outro lado, a campanha de Flávio começou o segundo turno no clima de “já ganhou” e demorou a reagir. Agora se reorganiza, com mobilizações próprias e um aconselhamento mais ativo de Jair Bolsonaro, ainda que ele não apareça diretamente. Foi depois de visitar o pai, na terça-feira, que Flávio anunciou voto a favor do fim da escala 6x1. Trata-se de uma decisão tática para não ficar do lado de uma posição impopular e deixar o tema esfriar até o dia 25. O ex-presidente terá mais influência sobre as próximas decisões da campanha. Nesse contexto, os debates, na Band no domingo e na Globo na sexta-feira seguinte, serão mais importantes do que em eleições passadas. O confronto direto é uma oportunidade para Lula convencer quem está em dúvida ou pensa em não votar. Na Quaest, 9% dos eleitores dizem que ainda podem mudar o voto. Por ora, a mobilização do governo parece ter chegado tarde para reverter o que Flávio construiu no primeiro turno. Corrupção e segurança pública, as principais preocupações do eleitor, continuam atrapalhando Lula, mesmo que escândalos desgastem também a campanha de Flávio – como pode ser o caso no Rio de Janeiro, com a nova fase da Operação Unha e Carne, e com as novas informações sobre a relação entre o ministro do STF Kassio Nunes Marques e o banqueiro Daniel Vorcaro. No segundo turno, o senador é o favorito. Mas, com uma diferença dessa ordem e dez dias pela frente, a eleição ainda não terminou.
Mensagens mostram proximidade entre Alcolumbre e Vorcaro, diz Veja
Mensagens mostram proximidade entre Alcolumbre e Vorcaro, diz Veja
Em uma das mensagens, Alcolumbre diz a Vorcaro: “Sou seu irmão. Pra vida toda”, segundo reportagem.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal apreendeu o celular do banqueiro Daniel Vorcarro e divulgou mensagens que mostram proximidade e troca de favores com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conforme reportagem da Veja. Os diálogos revelam cumprimentos pessoais, referências a “irmão” e acordos para encontros e festas privadas, além de solicitações de apoio para identificar fontes jornalísticas e acesso a ambientes políticos.
- As conversas surgem no meio das investigações sobre o Banco Master, que já foram alvo de pedidos de CPI que o senador não encaminhou. Alcolumbre nega irregularidades e afirma não conhecer o banqueiro, mas as novas mensagens reforçam suspeitas de influência e favorecimento, alimentando o debate sobre a necessidade de maior transparência nas relações entre poder público e setor financeiro.
Foto: Reprodução
Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro revelam uma relação de proximidade entre o banqueiro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), segundo reportagem publicada pela revista Veja. De acordo com a publicação, os diálogos mostram conversas frequentes entre os dois e incluem articulações para encontros e festas privadas com autoridades. Em 1º de fevereiro de 2025, após a reeleição de Alcolumbre para a presidência do Senado, Vorcaro o parabenizou. Na resposta, o senador escreveu: “Fala meu amor” e, em seguida, afirmou: “Sou seu irmão. Pra vida toda”. O banqueiro respondeu que também o considerava um irmão e declarou estar à disposição “a qualquer tempo pra qualquer coisa”. Segundo a Veja, o material apreendido pela PF também reúne mensagens sobre eventos privados e contatos com outras autoridades. A reportagem relata ainda que Alcolumbre teria recorrido a Vorcaro para tentar identificar a fonte de um jornalista, enquanto o banqueiro buscava apoio do senador para acessar determinadas pessoas e ambientes. As conversas também mencionam festas organizadas com a participação de autoridades e encontros privados. A relação entre Alcolumbre e Vorcaro ganhou destaque no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. Em maio deste ano, o presidente do Senado não deu andamento a pedidos de criação de uma CPI para investigar o caso. Alcolumbre já negou irregularidades e, segundo a Veja, chegou a afirmar anteriormente que não conhecia o banqueiro. As novas mensagens, agora divulgadas pela revista, foram obtidas a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro pela Polícia Federal.
Mensagens citam Kassio Nunes em tratativas ligadas ao Banco Master
Mensagens citam Kassio Nunes em tratativas ligadas ao Banco Master
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro citam o desembargador Newton Ramos e pedidos atribuídos a Kassio Nunes Marques
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um contrato de até R$ 427 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia entrou no centro das investigações sobre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. O acordo previa honorários de 5 % sobre valores recebidos em 12 processos de precatórios e indenizações, que podem totalizar cerca de R$ 8,5 bilhões para o banco.
- Mensagens extraídas do celular de Vorcaro revelam conversas com a advogada Camilla Ramos e seu marido, o desembargador Newton Ramos, referindo‑se a eles como a “Turma do KN” em relação ao ministro do STF Kassio Nunes Marques. As trocas citam pedidos de hospedagem no Fasano, camarotes e influências nos julgamentos, embora o ministro negue ter feito tais solicitações e afirme não ter sido impedido ao votar. O caso, conhecido como Caso Master, segue sob investigação.
Foto: Reprodução
Um contrato de até R$ 427 milhões firmado pelo Banco Master com um escritório de advocacia entrou no centro das investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O documento, obtido pelo Metrópoles e confirmado por outros veículos, previa honorários de êxito para o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, do qual a advogada Camilla Ramos faz parte. Segundo a apuração, o acordo estabelecia o pagamento de 5% sobre os valores recebidos pelo banco em 12 processos relacionados a precatórios e indenizações decorrentes do antigo controle de preços do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Os processos poderiam representar cerca de R$ 8,5 bilhões ao Banco Master, que aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro e divulgadas pelo Metrópoles também mostram assessores do empresário se referindo a Camilla Ramos e ao marido dela, o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), como a “Turma do KN”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). As conversas registram ainda tratativas envolvendo hospedagens no hotel Fasano, acesso a camarotes e outros pedidos atribuídos a Newton Ramos como sendo de interesse do ministro. Em uma das mensagens, uma solicitação de diária no Fasano é apresentada como um pedido que teria sido feito por Kassio Nunes Marques. O ministro, porém, nega ter feito pedidos a Vorcaro, afirma que nunca trocou mensagens com o ex-banqueiro e diz que não autorizou terceiros a falar em seu nome. Kassio também declarou que nunca votou a favor de Vorcaro ou do Banco Master. Em relação ao julgamento citado nas mensagens, o ministro afirmou que o processo não era uma ação específica do Banco Master, mas tratava de uma tese que poderia alcançar diferentes empresas. Segundo ele, inicialmente havia uma anotação de impedimento porque havia participado do caso quando era vice-presidente do TRF-1, mas posteriormente entendeu que tecnicamente não estava impedido e solicitou a correção antes de votar. No julgamento mencionado, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram pelo reconhecimento do débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos. Camilla Ramos também aparece nas mensagens acompanhando o andamento dos processos e comentando um voto de Kassio Nunes Marques. Em uma das conversas, ela classificou o voto como positivo para a tese discutida. Já Newton Ramos confirmou que a esposa atua em causas cíveis para o Banco Master e afirmou que os dois mantinham uma relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos atualmente investigados. O desembargador disse ainda que situações envolvendo imóveis e transportes foram tratadas de forma privada e negou ter julgado qualquer processo de interesse do Banco Master. As informações sobre o contrato e as mensagens fazem parte dos documentos relacionados às investigações do chamado Caso Master.
PF investiga emenda de R$ 199 mil de Flávio Bolsonaro após pedido de condenado no caso Marielle
Mensagens apreendidas mostram tratativas entre assessora do senador e Robson Calixto, conhecido como Peixe
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal está investigando a destinação de uma emenda parlamentar de R$ 199 mil feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) a um projeto de futebol infantil do Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), após solicitação de Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, condenado pelo STF por envolvimento no caso Marielle Franco. Mensagens apreendidas revelam que Calixto pediu à assessora do senador, Maria de Fátima Bezerra Castro, a liberação dos recursos, que foram transferidos em novembro de 2023 e podem ter sido desviados para um escritório dos administradores da entidade, conforme indícios do Tribunal de Contas da União.
Foto: Diego Vara | Reuters
A Polícia Federal investiga a destinação de uma emenda parlamentar de R$ 199 mil feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um projeto esportivo no Rio de Janeiro após uma solicitação de Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (21) pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela revista Piauí, a partir de mensagens apreendidas pela PF no celular de Calixto. Segundo a investigação, os diálogos ocorreram em 2023 entre Calixto e Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora do gabinete de Flávio no Senado, e tratavam da liberação de recursos para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop). O dinheiro foi destinado a um projeto de futebol infantil da entidade, localizada na região da Taquara, na Zona Oeste do Rio, área apontada como de influência dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, condenados pelo STF como mandantes da morte de Marielle. Registros do Portal da Transparência indicam que R$ 199 mil foram transferidos para o instituto em novembro de 2023. As mensagens analisadas pelos investigadores mostram que Calixto procurou a assessora para tratar da liberação da verba. Em seguida, segundo a apuração, ele foi convidado para uma cerimônia no Rio de Janeiro e orientado a reforçar pessoalmente o pedido ao senador. A investigação também identificou conversas sobre outros pedidos feitos à assessora, incluindo ingressos para camarote durante o Carnaval. A PF apura se houve irregularidades na intermediação e na aplicação das emendas. O repasse faz parte de uma apuração mais ampla sobre possíveis desvios de emendas parlamentares destinadas a organizações no Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas na imprensa, o Tribunal de Contas da União identificou indícios de irregularidades na utilização dos recursos enviados ao instituto, incluindo transferências para um escritório pertencente aos próprios administradores da entidade. A investigação está relacionada à Operação Emendatio, que apura suspeitas envolvendo emendas destinadas a organizações ligadas ao grupo dos irmãos Brazão. Flávio Bolsonaro não foi alvo dos mandados dessa operação. Em manifestação divulgada após a publicação das reportagens, Flávio Bolsonaro afirmou que a destinação dos recursos ocorreu dentro da legislação e seguiu critérios técnicos e exigências do Ministério do Esporte. O senador também declarou que a execução da verba foi comprovada por documentação e que eventuais valores remanescentes foram devolvidos. A defesa de Robson Calixto e a assessoria de Maria de Fátima não apresentaram manifestação nas reportagens consultadas. A investigação da PF busca esclarecer as circunstâncias da solicitação, a atuação de intermediários e a aplicação dos recursos públicos. Até o momento, as informações divulgadas apontam para uma apuração sobre possível irregularidade na destinação e execução da emenda, e não estabelecem que Flávio Bolsonaro tenha participado do assassinato de Marielle Franco.
Operação prende vereador e comerciante por suspeita de desvio de caixas d’água em Manoel Vitorino
Polícia apura suspeita de desvio e comercialização dos equipamentos destinados a uma entidade de trabalhadores da agricultura familiar.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um vereador de 54 anos e um comerciante de 29 foram presos nesta sexta‑feira (11) em Manoel Vitorino, no sudoeste da Bahia, durante a Operação Peculatus, que investiga o suposto desvio e a venda irregular de caixas d’água doadas pelo Governo Federal. A ação da Polícia Civil também resultou na autuação em flagrante de outro vereador, de 41 anos, por posse ilegal de arma de fogo, com dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão cumpridos.
- A investigação, iniciada por denúncia anônima, recuperou 41 caixas d’água avaliadas em cerca de R$ 120 mil, algumas adulteradas para ocultar identificações. Segundo depoimentos, os vereadores teriam coordenado a distribuição dos equipamentos e tentado apagar os nomes nos tanques. A operação contou com equipes de Poções, Manoel Vitorino, Vitória da Conquista e grupos táticos regionais, e os presos permanecem à disposição da Justiça enquanto o caso avança.
Foto: Divulgação | Polícia Civil
Um vereador de 54 anos e um comerciante de 29 foram presos nesta sexta-feira (11), durante a Operação Peculatus, que investiga o suposto desvio e a venda irregular de caixas d’água doadas pelo Governo Federal em Manoel Vitorino, no sudoeste da Bahia. A ação da Polícia Civil também resultou na autuação em flagrante de outro vereador, de 41 anos, por posse ilegal de arma de fogo. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. A investigação começou após uma denúncia anônima recebida em janeiro deste ano. Durante as primeiras diligências, os policiais recuperaram 41 caixas d’água em Poções, município da região sudoeste, avaliadas em aproximadamente R$ 120 mil. Os equipamentos haviam sido doados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a uma entidade de classe de Manoel Vitorino. Na ocasião, dois homens, de 29 e 32 anos, foram presos em flagrante por suspeita de receptação qualificada. Segundo o delegado Marcus Vinícius, responsável pela operação, os investigados disseram que haviam comprado cinco caixas d’água de um vereador do município. Ainda conforme os depoimentos, o parlamentar teria pedido que fossem apagados os nomes e as identificações presentes nos equipamentos. Parte do material recuperado apresentava sinais de adulteração. Os homens também relataram que outras caixas seriam distribuídas a moradores do distrito de Salgado, em Manoel Vitorino, indicados pelo vereador. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou à Justiça os mandados de prisão e de busca e apreensão, que foram autorizados e cumpridos nesta sexta-feira. Durante uma das buscas, realizada na residência de uma mulher de 27 anos, os policiais encontraram uma arma de fogo que, segundo a investigação, pertenceria a outro vereador da cidade. O parlamentar foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma. A Operação Peculatus foi realizada por equipes das delegacias de Poções e Manoel Vitorino, da Delegacia de Homicídios de Vitória da Conquista e dos Grupos de Apoio Tático às Investigações das coordenadorias regionais de Jequié e Vitória da Conquista. Os presos permanecem à disposição da Justiça, e a investigação busca esclarecer o destino dos equipamentos e a possível participação de outras pessoas no caso.
Flávio Bolsonaro defende fim do sigilo sobre investigação de ‘Dark Horse’: "para mim é muito positivo"
Em coletiva de imprensa em Manaus, o senador afirmou que não recebeu nenhum dinheiro e que o filme foi produzido com recursos privados
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta sexta‑feira (11) a retirada do sigilo das investigações que apuram o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista coletiva em Manaus, o senador pediu transparência total, afirmando que a divulgação dos documentos comprovará que não houve irregularidades na produção.
- O caso está sob duas investigações no Supremo Tribunal Federal, incluindo uma conduzida pelo ministro André Mendonça, que analisa a origem e o destino de recursos enviados pelo ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o The Intercept Brasil, Flávio teria recebido R$ 61 milhões e negociado cerca de R$ 134 milhões para o longa, suscitando suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas, embora o senador negue qualquer irregularidade.
Foto: Diego Vara | Reuters
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta sexta-feira (11) a retirada do sigilo das investigações que apuram o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista coletiva em Manaus, o senador afirmou que a divulgação dos documentos deve comprovar, segundo ele, que não houve irregularidades na produção. "Para mim é muito positivo, tirar sigilo de tudo, eu quero transparência em tudo, porque vou só confirmar o que eu sempre falei, que não tem justamente nada de errado com relação ao filme, diferente de relações de muita gente do atual governo que tentaram de alguma forma beneficiar o Banco Master", declarou. Investigação no STF - O financiamento de "Dark Horse" é alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal. Uma delas é relatada pelo ministro André Mendonça e apura a origem e o destino de recursos enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso também envolve mensagens trocadas entre Vorcaro e Flávio. Segundo material divulgado pelo The Intercept Brasil, Flávio teria recebido R$ 61 milhões de Vorcaro para a produção do filme e negociado cerca de R$ 134 milhões relacionados ao longa. Flávio é formalmente investigado desde julho, por determinação de Mendonça. A Polícia Federal apura se recursos destinados ao projeto podem estar relacionados a crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. O senador nega irregularidades e afirma que os recursos utilizados na produção tiveram origem em investimentos privados.
Região: Operação prende dois vereadores e comerciante por suspeita de desvio de caixas d’água
Ação da Polícia Civil investiga suposto esquema de comercialização de caixas d'água doadas pela Codevasf; um dos parlamentares também foi autuado por posse ilegal de arma de fogo
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Dois vereadores de Manoel Vitorino e um comerciante foram presos nesta sexta‑feira (11) pela Polícia Civil durante a Operação Peculatus, que investiga o suposto desvio e a comercialização irregular de caixas d’água doadas pela Codevasf ao Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na comarca de Poções, onde também foi encontrada uma arma de fogo vinculada a outro vereador do município.
- As investigações, iniciadas após denúncia anônima, revelaram que dezenas de caixas, avaliadas em cerca de R$ 120 mil, foram desviadas e vendidas, com indícios de adulteração e remoção de identificações. A Polícia Civil continua apurando o caso de peculato, buscando novos envolvidos e esclarecendo a destinação final dos bens públicos.
Foto: Divulgação | Policia Civil
Dois vereadores de Manoel Vitorino e um comerciante foram presos pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (11) durante a Operação Peculatus, deflagrada para apurar o suposto desvio e a comercialização irregular de bens públicos no sudoeste da Bahia. A ação teve como alvo investigados apontados em um inquérito que investiga o desaparecimento de dezenas de caixas d'água doadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do município. A operação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça da Comarca de Poções. Entre os presos estão um vereador e um comerciante, apontados pelas investigações como suspeitos de participação no esquema. Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais também encontraram uma arma de fogo em um imóvel alvo das buscas. Segundo a Polícia Civil, o armamento pertence a outro vereador de Manoel Vitorino, que foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As investigações começaram após uma denúncia anônima recebida pela Polícia Civil em janeiro deste ano. Na ocasião, equipes policiais localizaram 41 caixas d'água em Poções. Os equipamentos, avaliados em aproximadamente R$ 120 mil, haviam sido destinados a programas de interesse social e foram recuperados durante a apuração. Dois homens foram presos em flagrante por receptação qualificada após serem encontrados com parte do material. De acordo com a investigação, durante os depoimentos os suspeitos relataram que parte das caixas teria sido adquirida de um vereador do município. Ainda segundo a Polícia Civil, eles também informaram que receberam orientação para retirar as identificações dos equipamentos, incluindo referências à Codevasf. Parte do material recuperado apresentava sinais de adulteração.
Com o avanço das diligências, os investigadores reuniram elementos que, segundo a polícia, apontam para a participação dos alvos no suposto esquema de desvio e comercialização dos bens públicos. Com base no material colhido ao longo do inquérito, a autoridade policial solicitou as medidas cautelares que foram autorizadas pela Justiça e cumpridas nesta sexta-feira. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente a destinação das caixas d'água, identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar a apuração sobre o suposto crime de peculato, que consiste no desvio ou apropriação de bens públicos por agente que tenha acesso a eles em razão da função exercida. Os presos permanecem à disposição da Justiça enquanto o caso segue em investigação.
PF suspeita que R$ 750 mil usados em filme sobre Bolsonaro tenham origem em emendas parlamentares
Investigação autorizada pelo STF apura suposto desvio de recursos públicos; deputado Mário Frias é citado e Flávio Bolsonaro não é alvo deste inquérito.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal abriu a Operação Make Up para investigar suspeita de desvio de R$ 750 mil destinados ao filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex‑presidente Jair Bolsonaro, possivelmente provenientes de emendas parlamentares do deputado Mario Frias (PL‑SP). A apuração aponta movimentações entre o Instituto Conhecer Brasil, a produtora Go Up Entertainment e a NTT Brasil, além de pagamentos a hotel e empresa de alimentação durante as gravações.
- A PF indica a existência de uma organização criminosa que teria usado recursos públicos de forma irregular, cumprindo 49 mandados de busca em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A defesa de Frias não foi localizada, Karina Gama nega irregularidades e o senador Flávio Bolsonaro não é investigado neste caso.
Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) investiga a suspeita de que R$ 750 mil destinados à produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenham origem em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP). A apuração embasou a Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é investigar um suposto esquema de desvio de verbas públicas repassadas por meio de emendas parlamentares a uma organização da sociedade civil. Segundo a PF, a investigação identificou movimentações financeiras envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme. As apurações apontam que duas empresas receberam R$ 700 mil do ICB entre fevereiro e março de 2025. Posteriormente, entre novembro e dezembro do mesmo ano, a NTT Brasil, pertencente ao mesmo grupo empresarial, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment. A Polícia Federal afirma que ainda não é possível concluir que os recursos tenham origem direta nas verbas públicas, mas destaca a coincidência entre os valores movimentados e o período das transferências. Durante a investigação, também foram identificados pagamentos de aproximadamente R$ 906,7 mil a um hotel e outros R$ 653 mil a uma empresa de alimentação durante as gravações do filme, realizadas entre outubro e dezembro de 2025. Outro ponto destacado pela PF é a transferência de R$ 645,4 mil feita por Mário Frias à Go Up Entertainment em menos de 60 dias. Conforme a corporação, o montante seria incompatível com os rendimentos mensais de um deputado federal, estimados em cerca de R$ 44 mil. A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Em nota, a Polícia Federal informou que as investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar recursos de emendas parlamentares para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação dos serviços. Segundo a corporação, as tentativas de ocultar os desvios teriam ocorrido até julho deste ano. A defesa de Mário Frias não foi localizada até a publicação desta reportagem. Já Karina Gama negou irregularidades em declaração à coluna da jornalista Mônica Bergamo, afirmando que se sente ameaçada e que não tem informações a delatar caso venha a ser presa. O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, não é investigado neste inquérito. Ele responde a uma investigação distinta relacionada ao filme, sob relatoria do ministro André Mendonça, e sempre afirmou que a produção não utilizou recursos públicos.
Lula chama caso Banco Master de "maior roubo da história do Brasil" e cobra investigação
Presidente também defende criação de um código de ética para o Judiciário.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o caso Banco Master como o "maior roubo da história do Brasil" e exigiu que as investigações avancem sem blindagem para nenhum suspeito, independentemente de cargo ou influência política. Em post nas redes sociais, Lula reforçou a necessidade de apurar todos os envolvidos, inclusive o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, e alertou contra "vazamentos seletivos" que possam comprometer a transparência.
- Além de cobrar respostas firmes do STF, do presidente da Corte Edson Fachin e do procurador‑geral Paulo Gonet, Lula apontou a crise como sinal da urgência de reformas no sistema político e judicial, defendendo a criação de um código de ética para magistrados e reforçando o direito da população de conhecer a verdade completa sobre o escândalo.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom | Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou, nesta quinta-feira (3), o caso Banco Master como o "maior roubo da história do Brasil" e defendeu que as investigações avancem sem qualquer tipo de proteção aos envolvidos. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a apuração deve alcançar todos os suspeitos, independentemente de cargo ou influência política. "É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer", declarou. O presidente também criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" e disse que a população tem o direito de conhecer toda a verdade sobre o caso. Segundo ele, a crise evidencia a necessidade de reformas no sistema político e no Judiciário, incluindo a criação de um código de ética para magistrados. Lula afirmou ainda que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado por ele como líder do esquema, mantinha relações com pessoas influentes e destacou que sua prisão e o fechamento do Banco Master ocorreram durante seu governo. Na primeira manifestação pública sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente também cobrou uma atuação firme do presidente da Corte, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para garantir a credibilidade das investigações.
Lula pede apuração rigorosa no caso Banco Master: "Sem blindagem de ninguém"
Lula pede apuração rigorosa no caso Banco Master: "Sem blindagem de ninguém"
Presidente afirmou que as investigações devem alcançar todos os envolvidos, independentemente de cargo ou influência.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou nesta quinta‑feira (3) a necessidade de avançar nas investigações do escândalo envolvendo o Banco Master, afirmando que ninguém deve receber blindagem e que a apuração deve alcançar todos os envolvidos, “doa a quem doer”. Lula destacou a gravidade do caso, classificando‑o como um dos maiores escândalos já registrados no país e criticou o vazamento seletivo de informações que abala a confiança da população nas instituições.
- Sem citar nomes do STF, o presidente defendeu a criação de um código de ética para o Judiciário e cobrou medidas do presidente da Corte, Edson Fachin, e do procurador‑geral da República, Paulo Gonet, para garantir a credibilidade das investigações. O tema segue em pauta no STF, com o ministro André Mendonça preparando discussão no plenário e a Procuradoria‑Geral questionando a legalidade dos procedimentos adotados.
Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (3) o avanço das investigações sobre o Banco Master sem qualquer tipo de proteção a autoridades ou pessoas influentes. Em pronunciamento divulgado pela Presidência da República, ele afirmou que a apuração deve alcançar todos os envolvidos. "É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer", declarou. Lula classificou o caso como um dos maiores escândalos já registrados no país e afirmou que a investigação envolve pessoas com influência política e econômica. O presidente também criticou o vazamento seletivo de informações e disse que esse tipo de prática compromete a confiança da população nas instituições. Sem citar nominalmente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Lula voltou a defender a criação de um código de ética para o Judiciário e afirmou que cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, adotar medidas para garantir a credibilidade das investigações. O caso segue em análise no STF. Enquanto o ministro André Mendonça deve levar o tema ao plenário da Corte, a Procuradoria-Geral da República questionou a legalidade do procedimento adotado na investigação.
PF aponta tratamento diferente de André Mendonça em casos de ACM Neto e Lulinha
PF aponta tratamento diferente de André Mendonça em casos de ACM Neto e Lulinha
Documento citado por Alexandre de Moraes afirma que situações investigadas apresentam semelhanças.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um relatório da Polícia Federal, citado pelo ministro Alexandre de Moraes no STF, aponta suposta diferença de tratamento nas investigações conduzidas pelo ministro André Mendonça envolvendo o ex‑prefeito de Salvador ACM Neto e Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente. Apesar de casos semelhantes, os inquéritos teriam recebido avaliações distintas, sugerindo critérios políticos.
- O documento destaca que Mendonça teria proposto separar as apurações de ACM Neto e Antonio Rueda, presidente do União Brasil, mesmo havendo possível conexão. A investigação de Lulinha está ligada à Operação Sem Desconto, enquanto ACM Neto figura na Operação Compliance Zero, ambas sob análise no STF.
Foto: Reprodução
Um relatório da Polícia Federal, citado em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta uma suposta diferença de tratamento adotada pelo ministro André Mendonça na condução de investigações envolvendo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o documento, as situações investigadas apresentam características semelhantes, mas teriam recebido avaliações diferentes durante a tramitação dos inquéritos. A PF afirma que essa atuação pode indicar a adoção de critérios distintos na análise dos casos, conforme o perfil político dos investigados. O relatório também destaca que André Mendonça teria sugerido a separação das apurações envolvendo ACM Neto e Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, apesar da possível conexão entre os fatos. Para os investigadores, a medida representaria uma assimetria na condução das investigações. A investigação contra Lulinha teve origem na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Durante a apuração, a Polícia Federal passou a investigar uma suposta atuação do empresário em negociações envolvendo a Dataprev e o Ministério da Saúde, sob suspeita de tráfico de influência. Já ACM Neto é citado na Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. O caso envolve análises sobre movimentações financeiras e empresas ligadas ao ex-prefeito, além de discussões no STF sobre a condução e o desmembramento das investigações.
Áudio mostra Nikolas Ferreira pedindo ajuda a dono do Banco Master
Áudio mostra Nikolas Ferreira pedindo ajuda a dono do Banco Master
Deputado diz que mensagens são irrelevantes e afirma nunca ter recebido dinheiro do ex-banqueiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) teria solicitado ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, ajuda para seu ex‑assessor Thiago Faria e o advogado dele, segundo reportagem da jornalista Juliana Dal Piva (ICL Notícias). O pedido incluía a liberação de um ativo de mineração, e a defesa de Vorcaro ainda não se manifestou.
- Em vídeo divulgado nas redes, Nikolas nega qualquer proximidade com Vorcaro, rotulando as mensagens como “irrelevantes” e “cortina de fumaça”. Ele também pediu desculpas por criticar um evento financiado pelo Banco Master em Londres e afirmou que Vorcaro teria auxiliado nos custos de transporte durante a campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste em 2022. As conversas fazem parte de uma série de áudios vazados que envolvem políticos, autoridades e membros do Judiciário.
Foto: Reprodução
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ajuda a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para seu ex-assessor Thiago Faria e o advogado dele, segundo reportagem da jornalista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias. O pedido envolveria a liberação de um ativo de mineração. Procurada nesta quinta-feira (3), a defesa de Vorcaro não respondeu. Faria também não foi localizado. Ao ICL, ele negou irregularidades. Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas negou ter proximidade com Vorcaro. Ele chamou as mensagens de “irrelevantes” e afirmou que os áudios divulgados seriam uma “cortina de fumaça”. “Eu nunca recebi um tostão de Vorcaro e nunca encontrei com ele”, declarou. Um áudio obtido pelo ICL foi enviado por Nikolas a Vorcaro em março de 2025. Na conversa, o deputado chama o empresário de “Dani”, diz que gostaria de se aproximar dele e, depois, encaminha o contato de Thiago Faria. No dia seguinte, informa que o ex-assessor estaria disponível em Brasília. As mensagens não mostram se Vorcaro atendeu ao pedido. Nikolas também pediu desculpas por uma publicação em que havia criticado um evento financiado pelo Banco Master em Londres. Segundo o deputado, ele recebeu o contato de Vorcaro por meio do pastor André Valadão. Nikolas afirmou ainda que o empresário teria ajudado com gastos de transporte durante sua participação na campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste, em 2022. O parlamentar disse não ter identificado irregularidades na ocasião. Em mensagens de 2024, Vorcaro também teria afirmado a um empresário que havia custeado voos de Nikolas, sem informar quantos ou em qual período. As conversas fazem parte de uma série de mensagens atribuídas a Vorcaro que vieram a público nos últimos dias e envolvem políticos, autoridades e integrantes do Judiciário.
Gonet pede anulação de relatório da PF sobre conversas entre Vorcaro e Moraes
Gonet pede anulação de relatório da PF sobre conversas entre Vorcaro e Moraes
Paulo Gonet afirma que ministro André Mendonça excedeu suas competências ao determinar análise do material apreendido no celular do ex-banqueiro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O procurador‑geral da República, Paulo Gonet, solicitou a anulação do relatório da Polícia Federal que compilou conversas entre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e um interlocutor identificado como o ministro Alexandre de Moraes, alegando que o ministro André Mendonça, relator do caso, extrapolou suas atribuições ao determinar que a PF analisasse especificamente o material. Gonet sustenta que um ministro do STF só pode ser investigado mediante autorização do próprio tribunal e que cabe ao juiz apenas decidir sobre processos, não conduzir investigações pré‑processuais.
- O relatório foi elaborado após Mendonça exigir que a PF examinasse, em 72 horas, diálogos extraídos do celular de Vorcaro. O procurador‑geral pede que o plenário do STF analise o pedido de anulação, enquanto Mendonça pretende que o processo seja incluído na pauta a partir da próxima semana, com a data do julgamento a ser definida pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Os defensores de Mendonça afirmam que a investigação não tem como alvo direto o ministro Moraes, mas busca mapear a rede de influência do ex‑banqueiro.
Foto: Edilson Rodrigues | Agência Senado
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação do relatório da Polícia Federal que reúne conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um interlocutor apontado como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi apresentado nesta terça-feira (1º). Gonet argumenta que o ministro André Mendonça, relator do caso, teria extrapolado suas atribuições ao determinar que a PF analisasse especificamente o material. Segundo o procurador-geral, um ministro do STF só pode ser investigado após autorização do próprio tribunal. “Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais”, afirmou. O relatório foi produzido após Mendonça determinar que a Polícia Federal analisasse, em 72 horas, diálogos encontrados no celular de Vorcaro. Para Gonet, a ordem para investigar pessoas específicas, sem solicitação do Ministério Público ou iniciativa da própria PF, deve ser considerada nula. Mendonça quer que o pedido da PGR seja analisado pelo plenário do STF e deve liberar o processo para pauta a partir da próxima semana. A definição da data do julgamento caberá ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Interlocutores de Mendonça sustentam que Moraes não foi diretamente investigado e que a análise buscava identificar a rede de influência do ex-banqueiro.
Operação prende quatro suspeitos de fraude em registros e transferências de veículos na Bahia
Entre os presos estão um sargento da PM e dois servidores comissionados do Detran-BA; esquema usava documentos falsos para obter financiamentos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Quatro pessoas foram detidas nesta terça‑feira (1º) durante a Operação Giratina, que investiga um esquema de fraude em registros e transferências de veículos na Bahia. Entre os presos estão um sargento da Polícia Militar cedido ao Detran‑BA e dois servidores comissionados que ocupavam cargos de chefia na unidade de Simões Filho; as prisões ocorreram em Madre de Deus e Simões Filho, e um dos detidos foi autuado em flagrante por porte de arma de fogo irregular. A operação também cumpriu dez mandados de busca e apreensão na Bahia e quatro no Ceará, apreendendo pistola, revólver, celulares e documentos.
- Segundo a investigação, veículos de empresas reais registrados em estados do Sul, Sudeste e Centro‑Oeste eram usados como base para criar registros falsos na Bahia, permitindo a inserção de informações fraudulentas no Renavam e a obtenção de financiamentos no Ceará. Os suspeitos são acusados de inserção de informações falsas em sistemas, falsidade ideológica, corrupção e associação criminosa, e a apuração continua para identificar outros envolvidos em diferentes estados.
Foto: Divulgação | SSP/BA
Quatro pessoas foram presas nesta terça-feira (1º) durante a Operação Giratina, que investiga um esquema de fraude em registros e transferências de veículos na Bahia. Entre os presos estão um sargento da Polícia Militar, que trabalhava cedido ao Detran-BA no período investigado, e dois servidores comissionados que ocupavam cargos de chefia na unidade do órgão em Simões Filho. Três prisões ocorreram em Madre de Deus e uma em Simões Filho. Durante o cumprimento de um mandado, policiais encontraram uma arma de fogo irregular na casa de um dos presos, que também foi autuado em flagrante. A operação cumpriu ainda dez mandados de busca e apreensão na Bahia e quatro no Ceará. Segundo a investigação, veículos de empresas reais registrados em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste eram usados como base para criar registros falsos na Bahia. Os suspeitos utilizavam documentos falsificados, realizavam ou validavam vistorias e inseriam informações no Renavam para dar aparência de regularidade aos veículos, que depois eram usados para obter financiamentos no Ceará. A polícia apreendeu uma pistola, um revólver, celulares e documentos. Os investigados são suspeitos de crimes como inserção de informações falsas em sistemas, falsidade ideológica, corrupção e associação criminosa. A apuração também busca identificar outros envolvidos e possíveis crimes cometidos em diferentes estados.
Contrato de R$ 3,3 milhões para eventos chama atenção em Riacho de Santana
Contrato de R$ 3,3 milhões para eventos chama atenção em Riacho de Santana
Prefeitura firmou acordo para organização de feiras, festas e programações oficiais; contrato foi prorrogado até junho de 2027
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um contrato de R$ 3,3 milhões firmado entre a Prefeitura de Riacho de Santana e a SMC Serviços e Eventos Ltda, destinado à organização de eventos municipais, foi alvo de questionamentos após denúncia enviada à redação do Sudoeste Bahia. O documento, originalmente assinado em 2025 e prorrogado em 06/06/2026, prevê a realização de feiras, exposições e festas, com estrutura, equipamentos e mão de obra especializada, mas o valor global representa apenas o teto contratual, não o montante desembolsado.
- A denúncia destaca a necessidade de detalhamento dos valores efetivamente pagos para comparar com preços de mercado e identificar possíveis superfaturamentos. O caso ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sob a Operação Overclean, que investiga fraudes em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro, envolvendo contratos ligados a emendas parlamentares e ao DNOCS. A prefeitura ainda não se pronunciou, enquanto a prorrogação do contrato até 06/06/2027 aumenta a pressão por transparência e esclarecimentos sobre serviços prestados e valores empenhados.
Foto: Reprodução | Redes Sociais
Um contrato de R$ 3.325.999,99 firmado pela Prefeitura de Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia, com a empresa SMC Serviços e Eventos Ltda, para execução de serviços ligados à realização de eventos no município, passou a ser alvo de questionamentos após uma denúncia enviada à redação do Sudoeste Bahia na última sexta‑feira (28). O documento, originalmente firmado em 2025, foi prorrogado em 3 de junho de 2026, com nova vigência entre 06/06/2026 e 06/06/2027. O contrato, registrado como nº 048/2025, decorre do Pregão Eletrônico nº 008/2025 e prevê a organização de feiras, exposições, festas, conferências e eventos oficiais, além da disponibilização de estrutura, equipamentos e mão de obra especializada para programações promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e outras pastas. Valor global é teto contratual, não pagamento efetivo - O valor de R$ 3,3 milhões representa o limite máximo previsto, não significando que toda a quantia foi desembolsada. A execução financeira depende de empenhos, liquidações e pagamentos realizados ao longo da vigência — agora estendida até 2027. A denúncia recebida pela redação destaca que o detalhamento dos valores efetivamente pagos é fundamental para permitir uma comparação com preços praticados normalmente pelo mercado, especialmente em serviços de montagem de estruturas, sonorização, iluminação, palcos, tendas e contratação de mão de obra especializada. Essa comparação é considerada indispensável para esclarecer se há ou não superfaturamento, já que contratos de grande porte exigem compatibilidade entre valores empenhados e serviços entregues. Gestão municipal é alvo de investigações da Polícia Federal - A divulgação tardia do contrato ocorre em um contexto de desgaste político na administração municipal. O prefeito João Vítor Martins Laranjeira (PSD) foi afastado do cargo em outubro de 2025 durante a 7ª fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal com ordens expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação investiga um esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, com foco em contratos ligados a emendas parlamentares e ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). João Vítor permaneceu afastado por cerca de 110 dias, período em que o município foi administrado pelo vice‑prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro (Podemos). O prefeito reassumiu o cargo em fevereiro de 2026, após decisão do STF que revogou as medidas cautelares. A investigação, porém, segue em andamento sob sigilo judicial. Transparência e esclarecimentos - Com a prorrogação do contrato até 2027, cresce a pressão por esclarecimentos sobre: quais serviços foram prestados, quais valores foram empenhados e pagos, se os preços cobrados são compatíveis com o mercado, se a prorrogação atende critérios legais de interesse público. Até o momento, a Prefeitura de Riacho de Santana e a SMC Serviços e Eventos Ltda não se pronunciaram sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações, caso desejem apresentar documentos ou esclarecimentos sobre a execução e a prorrogação contratual.
Flávio Bolsonaro diz que Lula é seu único adversário e critica governo durante debate da Band
Candidato do PL não participou do debate da Band e divulgou vídeo nas redes sociais durante a transmissão.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais durante o primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela TV Band, em que afirmou que os candidatos presentes no estúdio não são seus adversários e direcionou as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio não participou do debate, assim como Lula, e o governador Romeu Zema (Novo) desistiu da participação pouco antes do início do programa.
- No vídeo, Flávio concentrou as críticas na economia e no aumento do custo de vida, citando a redução de produtos nas embalagens, o endividamento de famílias e empresas e a suposta elevação de impostos pelo governo federal. Ele também mencionou investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por supostos crimes de tráfico de influência e corrupção.
Foto: Reprodução
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais durante o primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela TV Band neste domingo (23). Na gravação, ele afirmou que os candidatos presentes no estúdio não são seus adversários e direcionou as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio não participou do debate, assim como Lula (PT). O governador Romeu Zema (Novo), que também estava previsto para o encontro, desistiu da participação pouco antes do início do programa. No vídeo, o candidato declarou que Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) não representam seus principais adversários na disputa. "Os que vão debater hoje não são meus adversários. Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem tá no poder e tá destruindo o Brasil", afirmou. Ao longo da gravação, Flávio concentrou as críticas na economia e no aumento do custo de vida. Ele citou a redução da quantidade de produtos nas embalagens, o endividamento de famílias e empresas e afirmou que o governo federal estaria elevando impostos para ampliar a arrecadação. O presidenciável também mencionou investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, relacionadas a supostos crimes de tráfico de influência e corrupção.
Lula diz que filho terá direito de provar inocência em investigação da PF
Lula diz que filho terá direito de provar inocência em investigação da PF
Presidente afirmou que não interfere no trabalho da Polícia Federal e defendeu o direito à ampla defesa.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Lula afirmou que "todo mundo tem o direito de provar ser inocente" ao comentar a investigação da Polícia Federal que envolve seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. Ele destacou que não interfere no trabalho dos órgãos de investigação e defendeu a ampla defesa.
- O presidente também alertou para a cautela diante das informações divulgadas durante as investigações, ressaltando que a mesma lógica se aplica a qualquer pessoa, inclusive membros da família, e que ninguém está impune se cometer erro.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que "todo mundo tem o direito de provar ser inocente" ao comentar a investigação da Polícia Federal que envolve seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. A declaração foi dada em entrevista à Record, na noite deste domingo (23). Durante a conversa, Lula afirmou que não interfere no trabalho dos órgãos de investigação e defendeu que todos tenham direito à ampla defesa. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora, eu não ameaço delegado. Todo mundo tem o direito de provar ser inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados, mas se alguém cometeu erro, e esse erro for ser prejuízo aos quais todos essas pessoas terão que pagar", declarou. O presidente também disse que é preciso cautela diante das informações divulgadas durante as investigações e afirmou que o mesmo entendimento vale para qualquer pessoa, inclusive integrantes de sua família. "Olha, eu acho que há muita ilação e nós temos que tomar muito cuidado com isso. Quando começa a vazar [informações] você pode perder o equilíbrio. [...] Eu tenho dito para pessoas que são inocentes: 'provem, não tem coragem de ser investigado, de participar de inquérito'. Isso vale pro meu filho, vale pra qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro", acrescentou.
Campanha de Datena distribui adesivo com cadeira e candidato manda recolher material
Material foi produzido pela equipe de marketing do PSB sem autorização do candidato.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A campanha do candidato a deputado federal José Luiz Datena (PSB-SP) suspendeu a distribuição de adesivos com a imagem de uma cadeira, após o apresentador afirmar que não autorizou a produção do material. A arte fazia referência ao episódio em que ele agrediu o influenciador Pablo Marçal (PRTB) durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024.
- Mil adesivos foram impressos pela equipe de marketing do PSB, mas Datena determinou a suspensão após tomar conhecimento da peça, declarando que não pretende explorar o episódio na campanha. Em fevereiro, Datena e Marçal firmaram acordo na Justiça para encerrar as ações judiciais, e o PSB reforçou que a candidatura será voltada à apresentação de propostas para o estado de São Paulo.
Foto: Reprodução
A campanha do candidato a deputado federal José Luiz Datena (PSB-SP) interrompeu a distribuição de adesivos com a imagem de uma cadeira, após o apresentador afirmar que não autorizou a produção do material. A arte fazia referência ao episódio em que ele agrediu o influenciador Pablo Marçal (PRTB) durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, cerca de mil adesivos foram impressos pela equipe de marketing do PSB. O material trazia a imagem de uma cadeira, o bordão "É brincadeira" e o número de urna do candidato. A estratégia da campanha era utilizar a cadeira como símbolo de combate à corrupção e à criminalidade. No entanto, Datena determinou que a distribuição fosse suspensa ao tomar conhecimento da peça. O candidato já havia declarado anteriormente que não pretendia explorar o episódio na campanha. "Eu não tenho orgulho nenhum da cadeirada", afirmou. Em fevereiro deste ano, Datena e Pablo Marçal firmaram um acordo na Justiça para encerrar as ações judiciais movidas por ambos em decorrência do caso. Em nota, o diretório estadual do PSB informou que os adesivos foram distribuídos sem a validação de Datena e reforçou que a candidatura será voltada à apresentação de propostas para o estado de São Paulo.
Patrimônio de Jaques Wagner cresce mais de 600% em oito anos, aponta declaração ao TSE
Senador informa R$ 24,5 milhões em bens; aumento envolve venda de terreno ao Bahia e negociação de imóvel de luxo em Salvador
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O patrimônio declarado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a eleição deste ano apresentou um crescimento de 631% em comparação com o informado há oito anos. Em 2018, o parlamentar registrou R$ 3,3 milhões em bens, enquanto agora a soma chega a R$ 24,5 milhões.
- A maior parte do patrimônio informado vem da venda de um terreno à Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Bahia e à Lagoons Empreendimentos, no valor de R$ 13,8 milhões. Além disso, Wagner é investigado pela Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master, com a apuração de possíveis crimes financeiros atribuídos ao banco. Outros bens, como um apartamento no Corredor da Vitória em Salvador e uma área de terras em Vila de Abrantes, também integram o patrimônio do senador, que apresentou um aumento significativo em aplicações financeiras e veículos.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O patrimônio declarado pelo senador Jaques Wagner (PT‑BA) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a eleição deste ano cresceu 631% em comparação com o informado há oito anos. Em 2018, o parlamentar registrou R$ 3,3 milhões em bens. Agora, a soma chega a R$ 24,5 milhões, segundo dados apresentados à Justiça Eleitoral. O valor pode ser ainda maior. Um apartamento de quatro quartos no Corredor da Vitória, em Salvador, declarado por Wagner como bem de R$ 1,6 milhão, foi vendido por R$ 10 milhões ao prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Passos de Araújo. O montante já foi integralmente quitado. Venda de terreno ao Bahia e bloqueio judicial - A maior parte do patrimônio informado pelo senador vem da venda de um terreno à Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Bahia e à Lagoons Empreendimentos, no valor de R$ 13,8 milhões. O local fica em Vila de Abrantes, em Camaçari, mesma região onde o clube planeja construir seu centro de treinamento. A reportagem do Estadão Conteúdo aponta que Wagner tentou vender outro terreno, avaliado em R$ 15 milhões, um dia após ser alvo de operação da Polícia Federal. A transferência, porém, foi barrada pelo cartório após ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Na declaração ao TSE, Wagner informou R$ 13,8 milhões em crédito decorrente da venda do imóvel. Segundo a apuração, o senador teria solicitado R$ 2 milhões à vista, já pagos, e o restante em lotes de 5.510 m² do empreendimento imobiliário que será construído no local. Bens que deixaram de constar e novos investimentos - Em 2018, Wagner declarou ser dono de um lote de terras em Vila de Abrantes avaliado em R$ 28 mil — área que hoje integra o projeto adquirido pelo Bahia. Também não aparece mais na lista um apartamento no Rio de Janeiro, recebido como herança e avaliado em R$ 25 mil. O senador informou possuir apenas mais um imóvel: 50% de um sítio em Andaraí, na Chapada Diamantina, avaliado em R$ 204,4 mil. O percentual é menor do que o declarado em 2018, quando dizia ter 76% da propriedade. O valor em aplicações financeiras também cresceu. Há oito anos, Wagner declarou R$ 1,2 milhão em investimentos. Em 2026, o montante informado subiu para R$ 8,3 milhões, distribuídos em diferentes modalidades. O número de veículos também aumentou: de quatro carros avaliados em R$ 174 mil para seis automóveis que somam R$ 575 mil. Investigação da Polícia Federal - Wagner é investigado pela Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master. A PF apura se o senador teria solicitado ao então sócio do banco, Augusto Lima, a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões em Salvador, supostamente destinado à filha do parlamentar. Segundo a investigação, o imóvel foi adquirido por uma empresa em nome de laranja, com recursos enviados pela corretora Reag, suspeita de atuar em conjunto nos crimes financeiros atribuídos ao Banco Master. A PF também apreendeu US$ 65.795 e 39 mil euros em endereços ligados ao senador durante operação realizada em junho deste ano. Os valores não aparecem na declaração enviada ao TSE. Wagner foi procurado pela reportagem, mas ainda não se manifestou.
PF deflagra operação contra esquema de corrupção e desvio de recursos públicos na Bahia
Ação cumpre 33 mandados de busca em oito cidades e investiga fraudes em contratos da prefeitura de Gongogi
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal desencadeou a Operação Severus, uma nova fase da investigação que apura um esquema de corrupção e fraude em licitações no município de Gongogi, na Bahia. A operação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e envolve a busca e apreensão de documentos, celulares e dinheiro.
- A investigação aponta a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da administração municipal, envolvendo servidores públicos e pessoas de fora da prefeitura. A Polícia Federal e a CGU estão analisando a movimentação financeira dos valores desviados e podem adotar novas medidas à medida que as apurações avançam.
Foto: Divulgação | Policia Federal
A Polícia Federal desencadeou, nesta quinta‑feira (13), a Operação Severus, nova fase da investigação que apura um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos no município de Gongogi, no sul da Bahia. A ação é realizada em parceria com a Controladoria‑Geral da União (CGU). Foram autorizados 33 mandados de busca e apreensão pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). As equipes cumprem as ordens em Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis, onde policiais federais e auditores da CGU atuam de forma conjunta. Segundo a PF, a investigação aponta a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da administração municipal, envolvendo servidores públicos e pessoas de fora da prefeitura. O grupo é suspeito de manipular licitações, criar processos administrativos fictícios, usar documentos falsificados e autorizar pagamentos por serviços que não teriam sido executados ou foram entregues apenas parcialmente. A apuração também analisa a movimentação financeira dos valores desviados. De acordo com os investigadores, o dinheiro teria circulado por meio de empresas e intermediários usados para ocultar a origem dos recursos, caracterizando possível lavagem de dinheiro. A decisão judicial permite a apreensão de documentos, celulares, computadores, dinheiro em espécie, joias e veículos ligados aos investigados. Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e valores, incluindo imóveis e automóveis, até o limite de R$ 2 milhões. Todo o material recolhido será analisado pela Polícia Federal e pela CGU. A PF informou que a investigação continua e novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das apurações.
Polícia Federal faz nova fase da Operação Sem Desconto e mira familiares de senador
Familiares do senador Weverton Rocha e um advogado estão entre os alvos da nova etapa da investigação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto para investigar um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. A investigação apura suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras consideradas irregulares.
- Alvos da nova etapa da operação incluem familiares do senador Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz. A PF também investiga a ligação do senador com pessoas investigadas no esquema e se ele teria dado apoio político a um dos principais investigados, conhecido como 'Careca do INSS'.
Foto: Divulgação | PF
A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. Entre os alvos desta etapa estão familiares do senador Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz. Segundo a investigação, entidades associativas realizavam cobranças diretamente nos benefícios previdenciários sem autorização dos segurados. A Polícia Federal apura suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras consideradas irregulares. De acordo com os investigadores, Weverton Rocha já havia sido citado em fases anteriores da operação por suposta ligação com pessoas investigadas. A PF também apura se o parlamentar teria dado apoio político a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como um dos principais investigados no esquema. O senador nega qualquer irregularidade. A Operação Sem Desconto é conduzida em parceria entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União e investiga suspeitas de desvios bilionários envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024. Nas fases anteriores, empresários, dirigentes de entidades associativas e ex-servidores do INSS também foram alvo das investigações. Agora, a PF analisa os materiais apreendidos para identificar o destino dos recursos, localizar possíveis beneficiários e aprofundar a apuração sobre a atuação dos envolvidos. As investigações seguem em andamento e, até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos investigados. Todos os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.
Flávio Dino autoriza abertura de terceiro inquérito envolvendo Lulinha
Flávio Dino autoriza abertura de terceiro inquérito envolvendo Lulinha
Filho do presidente já é alvo de outros dois inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência, corrupção e possível favorecimento de interesses privados em órgãos federais
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A investigação, solicitada pela Polícia Federal (PF), visa apurar a suspeita de atuação de um grupo que realizava negócios ilícitos envolvendo setores do governo federal. Na mesma decisão, Dino também determinou a abertura de um quarto procedimento para apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.
- Esta nova frente de investigação se soma a outros dois inquéritos autorizados recentemente pelo ministro André Mendonça, também no STF. As investigações anteriores de Mendonça buscam apurar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência em contratos públicos envolvendo o Ministério da Saúde, a Dataprev e outras repartições federais, elevando para quatro o total de inquéritos abertos contra Lulinha em menos de uma semana.
Foto: Gustavo Moreno | STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e tem como objetivo apurar a suspeita de atuação de um grupo que teria realizado negócios ilícitos envolvendo setores do governo federal. Lulinha já é investigado em outros dois procedimentos que tramitam no Supremo a partir de apurações conduzidas pela PF. Na mesma decisão, Dino também autorizou a abertura de um quarto inquérito, igualmente solicitado pela Polícia Federal, para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso. Esta é a terceira solicitação de investigação da PF contra Lulinha autorizada em menos de uma semana. Em 30 de julho, o ministro André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. De acordo com a Polícia Federal, o filho do presidente Lula teria atuado em benefício de interesses ligados ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". No dia seguinte, Mendonça autorizou uma segunda investigação para apurar se Lulinha teria favorecido empresários interessados em contratos com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e outros órgãos federais.
Justiça condena cinco por esquema de desvio de dinheiro na Câmara de Correntina após quase nove anos
Sentença reconhece esquema de rachadinha, uso irregular de combustível e desvio de dinheiro público na Câmara de Correntina.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Justiça da Bahia condenou cinco pessoas, incluindo o ex-presidente da Câmara e três vereadores, por envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Correntina, no oeste do estado. A decisão judicial ocorre quase nove anos após a deflagração da Operação Último Tango pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que desmantelou crimes de organização criminosa e peculato na gestão do Legislativo local.
- Segundo as investigações, o grupo operava desvios por meio da devolução ilegal de gratificações de servidores, prática conhecida como 'rachadinha', além de utilizar cotas de combustível do órgão público para fins particulares. As penas aplicadas variam de cinco anos e 11 meses a seis anos e cinco meses de reclusão em regime inicial semiaberto, enquanto outros envolvidos tiveram os processos desmembrados ou extintos.
Foto: Leitor Sudoeste Bahia | Via WhatsApp
A Justiça da Bahia condenou cinco pessoas por participação em um esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Correntina, no oeste do estado. A sentença foi publicada nesta sexta-feira (31), quase nove anos após a Operação Último Tango, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que investigou irregularidades na administração do Legislativo municipal. De acordo com a decisão, os condenados responderam por crimes relacionados à organização criminosa e peculato. As investigações apontaram que o grupo utilizava gratificações concedidas de forma irregular a servidores para promover um esquema de devolução de parte dos valores em dinheiro, prática conhecida como "rachadinha". Também foram identificados desvios envolvendo o uso de cotas de combustível da Câmara para fins particulares. Entre os condenados estão o ex-presidente da Câmara, Jean Carlos Pereira dos Santos, conhecido como "Jean da Guarda", e os vereadores Juvenil Araújo de Souza ("Babado Pimenta"), Adenilson Pereira de Souza ("Will") e Milton Rodrigues de Souza ("Miltão"). Erickson Linces Santos, conhecido como "Quinho", também foi condenado por participação no esquema. As penas variam entre cinco anos e 11 meses e seis anos e cinco meses de reclusão, todas em regime inicial semiaberto. Segundo a sentença, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções para operacionalizar os desvios de recursos públicos. Outros quatro investigados não foram julgados nesta decisão. Em um dos casos, a punibilidade foi extinta por prescrição. Já os demais terão os processos analisados separadamente em ações desmembradas pela Justiça.
Escritório de Flávio Bolsonaro emite R$ 1,5 milhão em notas fiscais para empresas ligadas a Daniel Vorcaro
As empresas em questão são a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. e a Contábil Correa
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu notas fiscais no valor de R$ 1,5 milhão para duas empresas ligadas ao caso Banco Master. As notas foram em nome da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. e da Contábil Correa, ambas com o contador Rogério Lourenço Novo como diretor ou sócio.
- Flávio Bolsonaro nega qualquer ligação ao caso Master e explica que sua empresa prestou serviços à BR Global, que contratou a Contabil Correa, e que a consulta para prestar serviços à Copenhagen Assessoria não avançou.
Foto: Geraldo Magela | Agência Senado
O escritório de advocacia do pré-candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), emitiu três notas fiscais no valor total de R$ 1,5 milhão em favor de duas empresas que foram apontadas como integrantes de estrutura empresarial ligada ao empresário Daniel Vorcaro, do caso Banco Master. Duas das notas fiscais, emitidas e canceladas em 7 de abril de 2025, foram em nome da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A.. Segundo o Metrópoles, a empresa está entre as 10 que mais receberam recursos do Banco Master, com um valor de R$ 58 milhões recebidos. A publicação indica que a companhia foi aberta em novembro de 2024, com capital social de R$ 40,00. No dia 9 de abril de 2025, dois dias depois das notas fiscais em nome da Copenhagen, o escritório também emitiu uma terceira nota para a Contábil Correa, mas sem registro de cancelamento. As três notas fiscais foram no valor de R$ 500 mil. A reportagem informa que o contador Rogério Lourenço Novo é um nome comum nas duas empresas. Aparece como diretor responsável pela Copenhagen e único sócio da Contábil Correa. Ele é integrante do conselho fiscal da Ambipar, que é uma empresa relacionada à estrutura empresarial ligada a Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro emitiu uma nota em pronunciamento ao vínculo de seu nome aos caso Master. "Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue: Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo [...] Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa".
TCM mantém rejeição das contas de 2023 de Bom Jesus da Lapa e reduz multa ao ex‑prefeito
Tribunal acolhe parte da defesa, mas aponta que irregularidades graves seguem comprometendo a prestação de contas do município
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) manteve a rejeição das contas de 2023 da Prefeitura de Bom Jesus da Lapa, apresentadas pelo ex-prefeito Fábio Nunes Dias. Embora a multa tenha sido reduzida de R$ 10 mil para R$ 8,5 mil, o tribunal destacou que persistem irregularidades em processos licitatórios e justificativas de quantitativos de bens e serviços.
- O ex-prefeito permanece sujeito às sanções previstas e ao registro da rejeição das contas, que pode impactar futuras análises de elegibilidade e ações de improbidade.
Foto: Divulgação
Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM‑BA) decidiram, nesta terça‑feira (21), manter a rejeição das contas de 2023 da Prefeitura de Bom Jesus da Lapa, apresentadas pelo ex‑prefeito Fábio Nunes Dias. O colegiado deu provimento parcial ao recurso do gestor e reduziu a multa aplicada, que passou de R$ 10 mil para R$ 8,5 mil, após o esclarecimento de parte das falhas apontadas no relatório técnico. Apesar da redução da penalidade, o tribunal destacou que persistem irregularidades consideradas relevantes, especialmente em processos licitatórios, pesquisas de preços, planejamento de contratações e justificativas de quantitativos de bens e serviços. Também foram identificados descumprimentos de normas previstas em editais e ausência de documentação suficiente para afastar impropriedades já registradas na análise inicial. Segundo o relator do processo, conselheiro Paulo Rangel, os documentos apresentados pela defesa não foram suficientes para alterar o entendimento sobre os principais problemas que comprometeram o mérito da prestação de contas. Ele ressaltou que, embora alguns apontamentos tenham sido sanados, o conjunto das irregularidades mantém a gravidade da situação. Com a decisão, o ex‑prefeito permanece sujeito às sanções previstas e ao registro da rejeição das contas, que pode impactar futuras análises de elegibilidade e ações de improbidade. O processo segue para registro e arquivamento conforme os trâmites do TCM.
PF marca depoimento de Jaques Wagner para 7 de agosto em investigação sobre o Master
Senador baiano será ouvido sobre suspeitas de recebimento de vantagens indevidas; parlamentar nega irregularidades
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento sobre supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. A PF investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o banco e seu controlador, Daniel Vorcaro.
- A investigação indica que Wagner pode ter recebido benefícios por intermédio de familiares, pessoas de confiança e empresas ligadas ao grupo econômico investigado. O senador nega qualquer irregularidade e afirma que pretendia presentear a filha com um apartamento de R$ 2,45 milhões, que teria sido custeado pelo empresário Augusto Ferreira Lima.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) para prestar depoimento no próximo 7 de agosto no inquérito que investiga o suposto recebimento de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. O parlamentar nega qualquer irregularidade. O depoimento faz parte da investigação conduzida pela PF sobre um possível esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o banco e seu controlador, Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, há indícios de que Wagner teria recebido benefícios por intermédio de familiares, pessoas de confiança e empresas ligadas ao grupo econômico investigado. No dia 18 de junho, o senador foi alvo de mandados de busca e apreensão durante uma fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além das buscas, a decisão impôs uma restrição às atividades econômicas do parlamentar. A PF apura um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques Wagner e empresas relacionadas ao Banco Master. De acordo com a investigação, o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco, seria responsável por operacionalizar benefícios destinados ao senador. Entre os fatos investigados está a negociação de um apartamento de R$ 2,45 milhões, em Salvador. Segundo a PF, Wagner encaminhou a Augusto o contato do gerente da construtora, informando a unidade e o valor do imóvel: "A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi". Os investigadores suspeitam que a compra tenha sido custeada pelo empresário. Em entrevista à BandNews, Jaques Wagner afirmou que pretendia presentear a filha com o apartamento e explicou que, como não tinha recursos suficientes no momento, faria posteriormente a recompra do imóvel enquanto ele ainda estava em construção. Além da negociação do apartamento, a Polícia Federal aponta pagamentos a uma empresa pertencente à nora do senador e a compra de ingressos para um show no exterior como possíveis contrapartidas pelos supostos favorecimentos ao grupo econômico investigado. Na decisão que autorizou a operação, André Mendonça afirmou que a PF identificou elementos que indicam o "recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente", por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco Master. Após a deflagração da operação, o petista deixou a liderança do governo Lula no Senado. Segundo aliados, a decisão teve como objetivo permitir que o parlamentar concentrasse esforços em sua defesa e evitar desgaste político ao Palácio do Planalto durante o período pré-eleitoral.
MPF investiga suspeitas de irregularidades no uso de recursos da merenda escolar na Bahia
Inquérito civil apura a aplicação de verbas federais do PNAE destinadas a uma associação de agricultores entre 2024 e 2025
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar irregularidades na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Santo Antônio de Jesus. A investigação visa apurar possíveis atos de improbidade administrativa ou prática criminosa envolvendo a destinação de recursos federais para a alimentação escolar.
- O procedimento foi aberto após o recebimento de uma notícia de fato que aponta possíveis irregularidades na utilização dos recursos do PNAE. O MPF solicitou documentos e informações à Prefeitura de Santo Antônio de Jesus e ao Conselho de Alimentação Escolar do município.
Foto: Jefferson Peixoto | Secom
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano. A apuração tem como foco a aplicação de recursos federais repassados a uma associação de agricultores entre os anos de 2024 e 2025. A investigação foi formalizada pela procuradora da República Flávia Galvão Arruti, titular do 8º Ofício do Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República na Bahia (PR/BA). A portaria foi publicada na última terça-feira (14). Segundo o MPF, o procedimento foi aberto após o recebimento de uma notícia de fato que aponta possíveis irregularidades na utilização dos recursos do PNAE. O objetivo é verificar se houve ato de improbidade administrativa ou eventual prática criminosa envolvendo a destinação das verbas federais para a alimentação escolar. Como uma das primeiras medidas, o órgão solicitou à Prefeitura de Santo Antônio de Jesus cópias dos procedimentos administrativos relacionados aos pagamentos feitos à associação com recursos do programa entre 2024 e 2025. Também foram requisitadas notas fiscais e documentos que comprovem a entrega dos produtos fornecidos. O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) do município também deverá encaminhar pareceres, relatórios de fiscalização, atas de reuniões e demais documentos referentes ao acompanhamento da execução do PNAE no mesmo período. Além disso, o conselho foi solicitado a informar se identificou eventuais irregularidades nos repasses destinados à associação investigada. Outra frente da apuração será conduzida pela Assessoria de Pesquisa e Análise do MPF (ASSPAD), que fará um levantamento para identificar a composição da associação, verificar se uma servidora mencionada na denúncia integra o quadro da Prefeitura e apurar a existência de eventual vínculo entre agentes públicos municipais e dirigentes da entidade. O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão, podendo ser prorrogado. Procurada, a Prefeitura de Santo Antônio de Jesus informou que ainda não se manifestou sobre o caso.
Ex-sargento da comitiva de Bolsonaro é condenado a prisão por tráfico
Ex-sargento da comitiva de Bolsonaro é condenado a prisão por tráfico
Ex-sargento transportou 37 quilos de cocaína em aeronave que apoiava a comitiva presidencial em 2019; outros dois militares também foram condenados.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- A Justiça Militar condenou o ex-sargento Manoel da Silva Rodrigues a três anos de reclusão, por associação para o tráfico de drogas.
- O ex-militar, juntamente com outros dois, foram condenados por participar de uma organização criminosa que utilizava missões oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar drogas até a Europa. Os militares foram presos após a descoberta de 37 quilos de cocaína em uma aeronave durante uma missão oficial em 2019, em apoio à comitiva do então presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Japão.
Foto: Reprodução
A Justiça Militar condenou o ex-sargento da Aeronáutica Manoel da Silva Rodrigues a três anos de reclusão, em regime fechado, por associação para o tráfico de drogas. A decisão é mais um desdobramento do caso envolvendo o transporte de 37 quilos de cocaína em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), durante uma missão oficial que dava apoio à comitiva do então presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Japão, em junho de 2019. O militar foi preso em flagrante durante uma escala da aeronave no aeroporto de Sevilha, na Espanha, após a droga ser localizada pelas autoridades locais. Em 2022, ele foi excluído da FAB e atualmente cumpre, na Espanha, uma pena de seis anos e um dia de prisão, em regime equivalente à liberdade condicional. Também há um pedido de extradição em tramitação. Manoel Rodrigues já havia sido condenado definitivamente, em 2024, a 17 anos e cinco dias de reclusão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, com agravantes relacionadas ao uso de transporte oficial e à transnacionalidade do delito. Na nova decisão, a Justiça Militar entendeu que as investigações comprovaram a existência de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de entorpecentes, que utilizava missões oficiais da FAB para transportar drogas até a Europa. Além do ex-sargento, outros dois militares foram condenados. Marcos Daniel Pena Borja Rodrigues Gama, apontado pelo Ministério Público Militar como líder do grupo, recebeu pena de 22 anos e oito meses de reclusão em regime fechado. Já o segundo-sargento da Aeronáutica Jorge Luiz da Cruz Silva foi condenado a 19 anos de prisão por, segundo a acusação, recrutar militares para integrar o esquema criminoso. A defesa de Manoel da Silva Rodrigues sustentou, durante o processo, que a denúncia se baseava em "meras ilações" e alegou ausência de justa causa. Até a publicação da decisão, os advogados dos condenados não haviam se manifestado sobre a sentença. O espaço permanece aberto para posicionamentos das defesas.
























