Comissão quer votar PEC do fim da escala 6x1 até 28 de maio
Relator e presidente resistem a compensações para empresas
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Foto: Kayo Magalhães | Câmara dos Deputados
Os deputados responsáveis pela análise da PEC que propõe o fim da escala 6x1 afirmaram que pretendem concluir a votação do texto na Câmara até 28 de maio. A informação foi dada pelo relator, Leo Prates (Republicanos‑BA), e pelo presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT‑SP). Segundo Prates, ainda não há definição sobre eventuais mecanismos de compensação para empresas afetadas pela mudança. Ele afirmou que estuda alternativas que ampliem a flexibilidade para empregadores, mas sem alterar o objetivo central da proposta. Alencar Santana disse ser contrário a compensações financeiras ou tributárias, mas destacou que pequenos negócios devem receber atenção específica durante a tramitação. O governo enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para tratar do tema. Mesmo assim, a Câmara decidiu discutir o assunto por meio de uma PEC. Como projetos com urgência travam a pauta após 45 dias, a partir de 30 de maio o texto do Executivo pode bloquear votações no plenário caso não seja analisado. A expectativa da comissão é votar a PEC no fim de maio e, em seguida, levar o projeto de lei ao plenário. Segundo os parlamentares, o texto enviado pelo governo detalha regras específicas para categorias com jornadas diferenciadas e altera pontos da CLT. O relator também afirmou que avalia sugestões apresentadas por partidos da oposição, incluindo propostas que tratam de contratação por hora trabalhada. Ele disse que ainda não há decisão sobre incorporar essas ideias ao parecer.
Desalinhamento democrático: Congresso é visto como distante, pouco transparente e indiferente às prioridades sociais
Um Congresso avaliado como problema — não como solução.
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Foto: Yuri Almeida | Arquivo pessoal
A 166ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião (novembro/2025) revela um paradoxo que define a crise de representação brasileira: enquanto 56,3% dos eleitores declaram intenção de votar em novos nomes para o Congresso em 2026, quase metade da população (42,9%) sequer lembra em quem votou em 2022. É a combinação explosiva entre desejo de mudança e memória curta — um fenômeno que garante sobrevida aos atuais parlamentares, apesar da rejeição generalizada. Um Congresso avaliado como problema — não como solução. A imagem do Congresso Nacional permanece em terreno crítico. A maioria dos entrevistados classifica o desempenho como Regular ou Negativo, consolidando um desgaste estrutural. Avaliação Negativa (Ruim + Péssima): 37,0%. Avaliação Positiva: apenas 17,0%. Mas o dado mais alarmante não está nas notas, e sim na percepção de impacto: 40,8% afirmam que o Congresso atrapalha o país, enquanto 32,4% enxergam sua atuação como indiferente — ou seja, irrelevante. A crise não é apenas de imagem, é de utilidade pública. Descolamento total das prioridades do povo: A pesquisa aponta um diagnóstico cristalino: o eleitor não sabe para quem o Congresso trabalha, mas tem certeza de que não é para ele. Segundo o estudo: 49,8% acreditam que o Legislativo defende Políticos/Partidos; 32,1% — Empresários e setores organizados; Apenas 16,4% — o povo em geral. E, curiosamente, o Congresso é visto como defensor do Governo Federal (19,6%) mais do que da sociedade. O retrato é de um Parlamento fechado sobre si mesmo. Democracia sem escuta e sem transparência. Dois indicadores aprofundam o distanciamento: A opinião pública influencia apenas 9,0% das decisões do Congresso: A atuação é percebida como Nada Transparente por 38,6% dos entrevistados; só 10,5% a consideram transparente. Em uma democracia representativa, quando o representante não escuta e não explica, a confiança colapsa — e foi exatamente isso que aconteceu.O país quer mudar — mas não sabe quem deve sair. O clima de renovação é evidente: 56,3% querem novos nomes para deputado e senador; No entanto, a renovação eleitoral esbarra em um fator decisivo: a ausência de memória e acompanhamento do mandato. 42,9% não lembram em quem votaram; 15,1% sequer votou. Apenas 15,1% acompanha o parlamentar em quem votou. Sem fiscalização, não há punição — e sem memória, não há renovação plena. É a amnésia eleitoral que vira capital político. Como o eleitor escolhe seu voto? Política ainda é feita no território. Os critérios de escolha revelam menos ideologia e mais pragmatismo: Histórico de trabalho e entregas na região: 39,4%; Integridade/ética: 19,9%; Voto ideológico: 10,4%; Defesa de causas específicas: 5,8%. Ou seja: quem tem mandato, obra entregue e comunicação ativa larga na frente — especialmente em um cenário em que o eleitor esquece, mas reconhece quando vê. Estratos que agravam o desgaste: O estudo também mostra que a insatisfação é mais intensa entre: homens, população mais velha, pessoas com maior renda e escolaridade. Regionalmente, o Sul lidera a avaliação negativa, enquanto o Nordeste apresenta índices mais positivos — reforçando diferenças políticas já conhecidas. O que esta pesquisa diz sobre 2026: O país vive um desencanto profundo com o Congresso — porém não necessariamente com seus integrantes. O eleitor quer mudar “o sistema”, mas não lembra quem o compõe. A lição estratégica é direta: Mandatos que comunicam sobrevivem; A renovação será parcial, não estrutural. A disputa será ganha pelo trabalho visível, não pelo discurso abstrato. Em síntese: o Brasil quer virar a página, mas ainda não decidiu quem deve sair do livro. A crise de representação não nasce apenas da política — nasce também da memória curta do eleitorado e da ausência de vínculo entre voto e cobrança. Enquanto o Congresso permanecer distante, opaco e autodefensivo, a democracia seguirá mancando entre rejeição e repetição. Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em marketing eleitoral.
Congresso Nacional aprova PLOA 2024; salário mínimo será R$ 1.412
O texto vai à sansão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Por: redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Câmara dos Deputados
- O Congresso Nacional aprovou nesta sexta-feira (22) o projeto da lei orçamentária para 2024. O projeto (PLOA) 2024, prevê despesas de R$ 5,5 trilhões. A maior parte é para o refinanciamento da dívida pública. O texto mantém a meta de déficit fiscal zero, conforme propôs a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A matéria agora vai à sanção presidencial. De acordo com a proposta, o salário mínimo previsto passa dos atuais R$ 1.320 deste ano para pelo menos R$ 1.412 em 2024. O texto destina cerca de R$ 55 bilhões em 2024 para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na proposta do governo, o PAC contaria com R$ 61,3 bilhões. O orçamento prevê a destinação de quase R$ 170 bilhões para o Programa Bolsa Família em 2024.
Bolsonaro entrega ao Congresso MP que cria o novo Bolsa Família
Governo ainda não definiu valor do benefício, batizado de Auxílio Brasil
Por: André Uzêda
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Foto: Divulgação | Câmara dos Deputados
- O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entregou na manhã desta segunda-feira (9) ao Congresso a MP (medida provisória) que cria o Auxílio Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família. O valor do benefício, contudo, ainda não foi definido pelo governo. Bolsonaro foi recebido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Lira afirmou que as propostas terão rito rápido na Casa e serão votadas com responsabilidade pelos parlamentares. “A Câmara vai se dedicar a fazer o melhor, com responsabilidade elevada. Essa matéria (novo Bolsa Família) tem urgência, como também a PEC dos precatórios, antes do envio do Orçamento, para que haja previsibilidade nas ações do Poder Executivo para o ano de 2022”, explicou Lira. A MP estabelece o formato do programa, seus objetivos e diretrizes, mas sem valores ou detalhes sobre as fontes orçamentárias. Após ser questionado nesta manhã sobre qual o valor pago pelo novo programa, Bolsonaro afirmou que será pelo menos 50% maior que o atual (média atual aproximada de R$ 190). De acordo com Bolsonaro, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que parcela os precatórios e dribla o teto de gastos em 2022 para abrir espaço para outras despesas será entregue ainda nesta segunda à tarde. "São duas propostas que chegam no dia de hoje. Agora a MP e mais tarde uma PEC. Basicamente visa dar transparência, responsabilidade para os gastos. Aí incluído o viés social do nosso governo, muito debatido com a Flávia Arruda e com o Ciro [Nogueira] nos últimos dias, bem como com o João Roma. Tem a ver com o Bolsa Família. Sabemos que a pandemia trouxe uma inflação para os alimentos para o mundo todo. Então não podemos deixar desassistidos os mais vulneráveis", afirmou Bolsonaro. O presidente da República foi ao Congresso acompanhado pelos ministros Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Ciro Nogueira (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), João Roma (Cidadania), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), e general Augusto Heleno (Gabinete Segurança Institucional).























