Bom Jesus da Lapa: Romaria é oficialmente reconhecida como patrimônio cultural
Lei sancionada por Lula valoriza a tradicional romaria baiana, que atrai mais de meio milhão de devotos e movimenta a economia regional
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Tiago Queiroz | Ascom Setur BA
A Romaria do Senhor Bom Jesus da Lapa, realizada anualmente no município homônimo, no oeste da Bahia, foi oficialmente declarada patrimônio cultural do Brasil. A medida está prevista na Lei nº 15.197/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicada na edição desta segunda-feira (8) do Diário Oficial da União (DOU). Reconhecida como uma das mais expressivas manifestações de fé do país, a romaria ocorre entre os dias 28 de julho e 6 de agosto, reunindo aproximadamente 600 mil peregrinos. O evento se destaca não apenas pelo simbolismo religioso, mas também pelo impacto social, turístico e econômico na região.O projeto de lei que originou a norma, de número 2.374/2022, foi aprovado no Senado Federal pela Comissão de Educação, com relatoria da senadora Augusta Brito (PT-CE). Em sua análise, a parlamentar ressaltou a relevância da celebração como expressão cultural brasileira, bem como sua contribuição para o fortalecimento da economia local e para a promoção do intercâmbio entre comunidades diversas. Com a nova legislação, o Estado está autorizado a implementar políticas públicas de apoio à romaria, incluindo medidas de segurança aos fiéis, incentivo à preservação dos rituais religiosos e o registro oficial do evento junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como bem cultural de natureza imaterial.
Papa Francisco emite decreto que obriga bispos a denunciar casos de abuso sexual
Por: Juliana Rodrigues
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: EFE
O Papa Francisco emitiu, nesta quinta-feira (9), um decreto que muda as leis da Igreja Católica e obriga bispos e padres a reportarem suspeitas de abusos sexuais, além de permitir que qualquer pessoa envie denúncias diretamente ao Vaticano. Caso os bispos não reportem os casos, poderão ser considerados corresponsáveis pelo crime que ocultaram. Com a mudança, todas as dioceses do mundo deverão implementar, em até um ano, um sistema acessível ao público para a apresentação de relatórios sobre as denúncias de potenciais casos de abusos sexuais, que serão examinados em um prazo de 90 dias. No entanto, fatos reportados por fiéis durante confissões seguirão em sigilo absoluto. O texto condena todo tipo de violência sexual, dando ênfase aos crimes cometidos contra crianças e pessoas vulneráveis.























