Avaliação negativa do governo Lula se mantém em 40%, indica pesquisa
Levantamento indica queda na aprovação e aumento de avaliações regulares; percepção varia entre grupos sociais.
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Pesquisa do Datafolha aponta que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve estável em 40%, mesmo com a proximidade do período eleitoral. O levantamento mostra queda na avaliação positiva, que passou de 32% para 29%. Já a parcela que considera o governo regular subiu de 26% para 29%.Na avaliação pessoal do presidente no terceiro mandato, a reprovação variou de 49% para 51%, enquanto a aprovação recuou de 47% para 45%, dentro da margem de erro. A pesquisa também indica diferenças entre grupos. A avaliação positiva é mais presente entre pessoas mais velhas, com menor escolaridade e moradores do Nordeste. Já a avaliação negativa é maior entre entrevistados com maior nível de instrução, residentes do Sul, evangélicos e pessoas com renda acima de dez salários mínimos.O levantamento traz ainda comparação com o mesmo período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que registrava índices mais elevados de avaliação negativa e menor aprovação, segundo a série histórica.
Eduardo Bolsonaro critica Moraes e diz que decisão sobre Jair Bolsonaro é política
Ex-deputado afirmou nas redes sociais que medida não tem fundamento jurídico e voltou a contestar acusações relacionadas aos atos de 8 de janeiro
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Foto: Reprodução
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta terça-feira (24), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação na rede social X, Eduardo Bolsonaro afirmou que a medida não teria fundamento jurídico e seria motivada por razões políticas. Segundo ele, a decisão do magistrado estaria relacionada a uma preocupação com possíveis consequências caso o ex-presidente permanecesse preso.Na postagem, o ex-deputado também mencionou o estado de saúde de Jair Bolsonaro e disse esperar que ele receba acompanhamento médico adequado durante o período de prisão domiciliar. Eduardo Bolsonaro voltou ainda a contestar as acusações relacionadas aos Ataques de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que a prisão do ex-presidente seria injusta e argumentou que, na data dos atos, Jair Bolsonaro estava fora do país e já não ocupava o cargo de presidente da República.O ex-deputado também declarou que o pai foi um presidente honesto e defendeu o legado político do ex-mandatário. Ao final da publicação, manifestou apoio e fez referência às eleições de 2026, afirmando expectativa de mudança no cenário político.
Servidora nega ter aberto dados da mulher de Moraes
Investigação apura suposto acesso a dados da esposa de ministro do STF; defesa contesta acusação.
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Investigada sob suspeita de acessar informações fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, a agente administrativa da Receita Federal do Brasil Ruth Machado dos Santos afirmou à Polícia Federal que realizava atendimento presencial no momento em que o sistema registrou o acesso. A suspeita é de que os dados tenham sido consultados em agosto do ano passado, em Guarujá (SP). A apuração levou à operação deflagrada na terça-feira (17), que incluiu busca e apreensão e uso de tornozeleira eletrônica contra a servidora.Em nota, o advogado Diego Scarpa negou irregularidades. Segundo a defesa, Ruth não possui vínculo político-partidário nem motivação ideológica. “Ao final, restará demonstrado que a servidora não concorreu para infração penal”, afirmou. A operação foi autorizada por Moraes no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares. Também foram alvos Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ricardo Mansano de Moraes. Segundo o STF, relatório preliminar apontou um “bloco de acessos” sem justificativa funcional. A Receita informou que a auditoria ainda está em andamento. O caso gerou questionamentos entre especialistas sobre a competência do STF para conduzir a apuração, já que os investigados não têm foro privilegiado, e sobre a inclusão do episódio no inquérito das fake news, aberto em 2019.A defesa afirma que confia na apuração “com respeito ao devido processo legal”.
STF investiga vazamento de dados de ministros na Receita Federal
PF cumpre mandados em três estados; servidores são investigados por suspeita de violação de sigilo.
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O ministro Alexandre de Moraes afirmou nesta terça-feira (17) que investigações preliminares da Receita Federal do Brasil identificaram “diversos e múltiplos acessos ilícitos” a sistemas do órgão, seguidos de vazamento de informações sigilosas. Relator do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal, Moraes determinou a apuração de possível vazamento de dados de ministros da Corte, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de familiares.Segundo nota divulgada pelo STF, relatório da Receita apontou a existência de um “bloco de acessos cuja análise não identificou justificativa funcional”. A Procuradoria-Geral da República afirma apurar suspeita de violação de sigilo funcional e sustenta que informações teriam sido exploradas de forma fragmentada para criar “suspeitas artificiais”. A Polícia Federal cumpriu nesta terça quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foram determinadas medidas cautelares, como quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, recolhimento domiciliar noturno e afastamento de função pública.Entre os investigados estão Luiz Antônio Martins Nunes, servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados cedido ao Fisco, além de Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. As defesas não foram localizadas. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a Receita realizou rastreamento de dados de cerca de 100 pessoas, incluindo familiares de ministros do STF. O órgão informou ter feito aproximadamente 8.000 procedimentos de checagem e que a auditoria, que envolve 80 sistemas, segue em andamento.O caso ocorre em meio à crise institucional relacionada à liquidação do Banco Master, que colocou familiares do ministro sob escrutínio após reportagens do O Globo.
Moraes fez seis ligações ao presidente do BC no mesmo dia
Ministro do STF manteve contatos frequentes com presidente do BC durante análise de compra do Banco Master pelo BRB.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes telefonou seis vezes no mesmo dia para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do andamento da operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). As ligações fazem parte de ao menos cinco conversas entre ambos sobre o tema, sendo uma presencial.A informação foi obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo com fontes do meio jurídico e do mercado financeiro que relataram a intensidade da pressão exercida pelo ministro durante a análise do negócio. A operação envolvia o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, que acabou liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro, sob suspeita de fraudes estimadas em R$ 12,2 bilhões.As conversas ocorreram em meio à divisão interna no Banco Central sobre a aprovação ou rejeição da operação. Segundo relatos, Moraes teria reiterado a Galípolo argumentos apresentados por Vorcaro, segundo os quais grandes bancos se opunham à operação por receio de concorrência.A revelação contradiz explicações públicas divulgadas nesta terça-feira (23). Em nota, Moraes afirmou que os contatos tiveram como objetivo exclusivo tratar dos impactos da Lei Magnitsky, que havia imposto sanções econômicas ao ministro. O Banco Central confirmou que o tema das conversas envolvia as sanções, mas não utilizou o termo “exclusivamente”.A existência de reuniões e contatos fora da agenda oficial foi revelada inicialmente pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que apontou ao menos quatro encontros, incluindo um presencial. O Estadão confirmou a ocorrência de cinco conversas. A compra do Banco Master pelo BRB foi anunciada no fim de março e rejeitada pelo Banco Central em 3 de setembro. Moraes foi sancionado pela Lei Magnitsky em 30 de julho, e sua esposa, Viviani Barci, em 22 de setembro.
Moraes determina início da pena de Bolsonaro por 27 anos
Decisão de Alexandre de Moraes determina que o ex-presidente cumpra pena na Superintendência da Polícia Federal, onde já estava preso preventivamente.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão, tomada nesta terça-feira (25), ocorre após o trânsito em julgado das ações que integram o núcleo 1 da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, que também envolve Alexandre Ramagem, Anderson Torres e Almir Garnier. Com a conclusão do processo, Bolsonaro passa a cumprir pena em regime fechado na própria Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde estava detido preventivamente desde sábado (22). Ele foi condenado por liderar uma organização criminosa que buscava mantê-lo no cargo após as eleições de 2022. As condenações incluem os crimes de: organização criminosa armada; tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência; ameaça grave contra patrimônio da União; deterioração de patrimônio tombado. A prisão preventiva havia sido decretada por Moraes com base em indícios de possível fuga, após o ex-presidente violar a tornozeleira eletrônica com o uso de um ferro de solda. A PF também apontou risco de mobilização de apoiadores, após a convocação de uma vigília pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A defesa do ex-presidente deve apresentar novo pedido de prisão domiciliar, alegando condições de saúde e idade — Bolsonaro tem 70 anos. O STF já havia negado solicitação semelhante, classificando-a como prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente permaneceu em casa até 22 de novembro, quando, por ordem de Moraes, foi transferido para a custódia da PF. Segundo a decisão, a aglomeração prevista para ocorrer em frente ao condomínio onde Bolsonaro morava poderia favorecer uma tentativa de fuga, o que justificou a manutenção da prisão preventiva até o trânsito em julgado.
Alexandre de Moraes nega pedido de Valdemar Costa Neto para visitar Bolsonaro
Ministro manteve restrição de contato entre investigados no inquérito que apura trama golpista.
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (22) o pedido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na decisão, Moraes afirmou que o dirigente do partido segue impedido de manter contato com Bolsonaro em razão das medidas cautelares impostas no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.“Em decisão de 4 de agosto de 2025, mantive, entre as medidas cautelares aplicadas a Jair Messias Bolsonaro, a proibição de manter contatos com embaixadores ou quaisquer autoridades estrangeiras, bem como com os demais réus e investigados das ações penais e inquéritos relacionados, inclusive por intermédio de terceiros”, escreveu o ministro. A restrição abrange os processos que investigam a articulação de uma trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Na terça-feira (21), a Primeira Turma do STF havia decidido reabrir as apurações sobre a participação de Valdemar Costa Neto no suposto plano golpista envolvendo Bolsonaro e aliados.
Direita vai às ruas em São Paulo por anistia a Bolsonaro e contra Moraes; Tarcísio fala em 'tirania' do STF
Manifestação contou com presença do governador Tarcísio de Freitas, que classificou atuação de Moraes como tirânica e defendeu pacificação nacional
Por: Willian Silva
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Foto - Paulo Pinto / Agência Brasil
Em uma mobilização organizada por grupos de direita e representantes de movimentos religiosos, milhares de manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (7), para defender pautas como a liberdade de expressão, a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Durante o ato, também foram registrados protestos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com participantes pedindo sua prisão em alguns momentos. A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas teve forte tom político e ideológico. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discursou ao lado de apoiadores e classificou o evento como uma "celebração incompleta", em referência ao que chamou de ausência de liberdade de ir e vir do ex-presidente Bolsonaro. Segundo ele, o processo que envolve os acontecimentos do 8 de Janeiro estaria sendo conduzido com viés ideológico e baseado em uma delação "fragilizada e incoerente". "O que vemos é a construção de narrativas por parte da esquerda para responsabilizar Bolsonaro. Falam de democracia, mas violam seus princípios sob o pretexto de protegê-la", afirmou o governador. Tarcísio também defendeu uma anistia ampla a todos os envolvidos nos atos, com o objetivo de promover uma reconciliação nacional.Ainda em seu discurso, Freitas destacou a consolidação de uma direita "anti-sistema", liberal na economia, e sem receio de se posicionar nas ruas. Ele classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes como "tirania".























