Homem é condenado por tentar matar jovem grávida ao jogá-la de ponte em Carinhanha
Crime ocorreu em 2020, quando vítima foi empurrada da ponte Guimarães Rosa, no rio São Francisco
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Foto: Divulgação | Polícia Civil
O Tribunal do Júri de Carinhanha, no sudoeste da Bahia, condenou nesta quarta-feira (19) Wanrley Silva Teixeira, de 30 anos, a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. Ele foi responsabilizado por tentativa de feminicídio qualificado e por provocar aborto sem consentimento da vítima. O caso aconteceu em abril de 2020, quando Cleidiane dos Santos Ribeiro, então com 20 anos e grávida, foi empurrada da ponte Guimarães Rosa, que liga os municípios de Carinhanha e Malhada, sobre o rio São Francisco. A jovem sobreviveu após ficar presa em vegetação às margens do rio e foi resgatada por guardas municipais com ajuda de um pescador. Durante o julgamento, a defesa alegou que a queda teria sido acidental, mas a versão foi rejeitada pelos jurados. O Ministério Público sustentou que o réu agiu por motivo torpe, ao se recusar a assumir a paternidade, e enganou a vítima antes de empurrá-la. Os jurados acolheram integralmente a denúncia, reconhecendo as qualificadoras de feminicídio tentado e aborto provocado por terceiro. Na sentença, o juiz Arthur Antunes Amaro Neves destacou a gravidade da conduta e a crueldade do ato, ressaltando que a vítima ainda sofre consequências psicológicas cinco anos após o crime, necessitando de medicamentos controlados. Apesar da condenação, o magistrado concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, impondo medidas cautelares que o proíbem de se aproximar ou manter contato com a vítima e seus familiares.
Falha grave em hospital faz mãe sepultar bebê errado em Irecê
Sesab abre sindicância; Polícia Civil investiga troca de corpos liberados para sepultamento.
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Foto: ASCOM | Hospital Regional de Irecê
Uma moradora de Irecê, no norte da Bahia, descobriu que havia sepultado o feto errado após sofrer um aborto espontâneo. O caso foi registrado no Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, que liberou o corpo para a família no dia 14 de novembro. O sepultamento ocorreu no mesmo dia. De acordo com a família, no dia seguinte um funcionário do hospital entrou em contato pedindo o retorno imediato do casal à unidade. Ao chegar ao local, os pais foram informados de que o feto entregue para sepultamento não era o deles.A mãe relatou que, no momento da liberação, fez o reconhecimento visual, mas que os fetos eram muito semelhantes. “Eram idênticos, do mesmo mês gestacional e do mesmo tamanho. O erro foi do hospital, porque no documento constavam meu nome, a data e o horário. Meu bebê estava no congelador, e o da outra mãe não estava”, afirmou. A família autorizou a exumação e realizou um novo sepultamento, desta vez com o feto correto.Em nota, a Polícia Civil informou que a 1ª Delegacia Territorial de Irecê investiga a denúncia de troca de fetos. O caso foi registrado no sábado (15), e testemunhas estão sendo ouvidas. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) também abriu sindicância para apurar o erro. Segundo o órgão, a direção do hospital — administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) — identificou uma falha na etapa de conferência da identificação de um natimorto.A Sesab afirmou que, após constatar o equívoco, o hospital acionou a polícia, localizou as famílias e o cemitério, realizou a troca dos corpos e prestou assistência aos envolvidos. A colaboradora responsável pela liberação foi afastada preventivamente até a conclusão das apurações. A pasta informou ainda que reforçará os protocolos de identificação e segurança para evitar novos episódios.
Grávida de 7 meses, jovem de 20 anos morre após tentativa de aborto
Caso ocorreu em Votorantim, no interior de São Paulo
Por: Adele Robichez
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- Uma jovem de 20 anos morreu dois dias depois de fazer um procedimento para interromper a gestação, que já estava no sétimo mês. A morte ocorreu na última terça-feira (26) no interior de São Paulo, dois dias depois de ter feito um procedimento para abortar. Segundo a Folha de São Paulo, Ana Carolina Pereira Pinto, 20, foi encontrada pela família morta em seu quarto na cidade de Votorantim, a 105 km da capital paulista. O namorado da jovem, Kevin Willians, 22, chegou a ser detido, mas será investigado em liberdade. De acordo com a polícia, a família disse ter estranhado ela não desligar o alarme de seu smartphone na madrugada de terça, o que fez com que a mãe, Camila Marques, fosse até o cômodo para ver o que ocorria. Após entrar no quarto, ela encontrou a filha já morta. O bebê também morreu. Para interromper a gravidez, Ana Carolina teria usado um remédio comprado pela internet no último domingo (24). O produto foi então aplicado em sua barriga em uma pousada na vizinha Sorocaba, disse o namorado aos policiais. A perícia ainda tenta descobrir qual era exatamente o nome da substância utilizada. Segunda a polícia, um dia após a aplicação, ela disse para Kevin que estava com muitas dores, incluindo na cabeça, e que tinha vomitado. Em nenhum momento o casal contou sobre a gestação ou sobre a tentativa de aborto para a família de Ana Carolina, embora a jovem tivesse manifestado vontade de falar do ocorrido para os pais, conforme aponta a investigação policial. Após contar o que tinha ocorrido, Kevin foi detido e encaminhado à delegacia da cidade de 124 mil habitantes, onde entregou seu celular. Sem antecedentes criminais, ele foi liberado em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (27) por contribuir com a investigação. Ainda conforme a polícia, ele afirmou que comprou o medicamento após o casal, que estava junto havia dois anos, decidir pelo aborto, ainda que a gestação já estivesse em estágio avançado. A gravidez só teria sido descoberta há um mês, primeiro com um teste de farmácia, depois com um ultrassom, que indicou a gestação de 27 semanas de um menino.























