Casos de SRAG por Influenza A param de crescer na Bahia
Boletim indica interrupção do crescimento, mas alerta para baixa vacinação e risco ainda elevado.28 Abr 2026 / 05h22

Estado registrou 25 óbitos nos dois primeiros meses de 2026, maior número para o período em seis anos
Foto: Reprodução | Getty Image
As mortes relacionadas à hipertensão arterial cresceram 78,5% na Bahia nos dois primeiros meses de 2026. De acordo com dados do Ministério da Saúde, disponíveis no DataSUS, foram 25 óbitos entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 14 no mesmo período de 2025. O total também é o mais alto registrado para o bimestre desde 2020. Especialistas apontam que o avanço da doença está ligado ao subdiagnóstico e à baixa adesão ao tratamento. Para a médica clínica geral Thamine Lessa, da Clínica Florence, muitos pacientes não seguem as orientações de mudança no estilo de vida, o que agrava o quadro. Segundo ela, fatores como alimentação inadequada, estresse e consumo excessivo de sal e álcool têm impacto direto no controle da pressão arterial. O cardiologista Jadelson Andrade, membro da Academia de Medicina da Bahia, afirma que o número crescente de pessoas com pressão arterial não controlada preocupa. Ele destaca que cerca de 30% da população brasileira convive com hipertensão e que a prevalência vem aumentando nos últimos anos. A hipertensão é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, quando os valores atingem ou ultrapassam 140/90 mmHg. Sem controle, pode causar AVC, infarto e danos aos rins. A estudante Daiane Alves, 40 anos, recebeu o diagnóstico há pouco mais de um ano, após exames de rotina. Ela relata que precisou mudar hábitos alimentares e incluir atividades físicas na rotina. “Hoje faço boxe três vezes por semana, academia nos outros dias e sigo a dieta com pouco sal”, contou. Entre os fatores de risco estão histórico familiar, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e envelhecimento. Pessoas negras e diabéticas também têm maior predisposição à doença. Segundo Andrade, aspectos genéticos e socioeconômicos influenciam na maior prevalência entre pessoas negras. Dos 25 óbitos registrados na Bahia no início de 2026, 21 eram de pessoas pardas, duas de pessoas negras e duas de pessoas brancas.
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