Angelo Coronel não descarta sabotagem após susto em voo de ACM Neto
Parlamentar afirmou que Cenipa e Polícia Federal devem apurar se houve falha mecânica, humana ou ação provocada.11 Jun 2026 / 13h30

Por: Alexandre Galvão
Foto: Wilson Dias | Agência Brasil
Ex-presidente foi citado na operação pelo menos nove vezes
Um trecho do chat privado entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, revela que o ex-juiz discordou de investigações sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na operação porque, nas palavras dele, não queria “melindrar alguém cujo apoio é importante”. O diálogo ocorreu em 13 de abril de 2017, um dia depois do Jornal Nacional ter veiculado uma reportagem a respeito de suspeitas contra o tucano. As informações foram divulgadas pelo The Intercept, nesta terça-feira (18). Segundo a reportagem, naquele dia, Moro chamou Dallagnol em um chat privado no Telegram para falar sobre o assunto. O juiz dos processos da Lava Jato em Curitiba queria saber se as suspeitas contra o ex-presidente eram “sérias”. O procurador respondeu acreditar que a força-tarefa – por meio de seu braço em Brasília – propositalmente não considerou a prescrição do caso de FHC e o enviou ao Ministério Público Federal de São Paulo, segundo ele, “talvez para [o MPF] passar recado de imparcialidade”. FHC foi citado na operação pelo menos nove vezes. Caso fossem investigados e comprovados, nem todos os possíveis crimes cometidos pelo ex-presidente estariam prescritos. Na ocasião, a Lava Jato era alvo de uma série de críticas, sobretudo de petistas e outros grupos de esquerda, que a acusavam de ser seletiva e de poupar políticos do PSDB. Meses antes, os ataques ficaram mais inflamados após o então juiz Moro aparecer sorrindo em um evento público ao lado do deputado federal Aécio Neves (PSDB) e Michel Temer (PMDB), apesar das acusações pendentes de corrupção contra ambos.
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