Angelo Coronel não descarta sabotagem após susto em voo de ACM Neto
Parlamentar afirmou que Cenipa e Polícia Federal devem apurar se houve falha mecânica, humana ou ação provocada.11 Jun 2026 / 13h30

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o empresário afirmou que o senador Flávio Bolsonaro foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da Operação Furna da Onça.
Foto: Werther Santana | Estadão
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, neste domingo (17), para que a Polícia Federal colha depoimento do empresário Paulo Marinho (PSDB-RJ) sobre a denúncia feita por ele de vazamento de informações sigilosas ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A PGR também pediu que a PF ouça, na mesma investigação, Miguel Ângelo Braga Grillo, chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro desde 2007. Paulo Marinho, de 68 anos, foi um dos principais apoiadores da campanha presidencial de Bolsonaro e é suplente de senador de Flávio. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o empresário afirmou que o senador Flávio Bolsonaro foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da Operação Furna da Onça. A operação deflagrada no dia 8 de novembro de 2018 teve acesso a dados de movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, quando o filho do presidente Jair Bolsonaro era deputado estadual. Ainda de acordo com o relato de Marinho, o delegado que procurou por Braga e Flávio recomendou que o então funcionário fosse demitido. Tanto Queiroz quanto a filha dele, Nathalia Queiroz, lotada no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, foram demitidos no dia 15 de outubro. O pedido da PGR foi feito pelo procurador da República João Paulo Lordelo, membro auxiliar do gabinete de Augusto Aras que está envolvido no inquérito de Bolsonaro. A investigação envolvendo o presidente foi aberta depois que o ex-ministro Sergio Moro denunciou suposta intervenção de Bolsonaro na PF.
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