Fome em Gaza atinge nível crítico e chega ao grau mais alto da ONU
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura afirma que situação no território palestino é de "catástrofe humanitária"30 Jul 2025 / 06h00

Cidades viraram símbolo da destruição atômica e da luta pela paz
Foto: ONU | Yosuke Yamahata
Há 80 anos, em 6 de agosto de 1945, Hiroshima foi o palco da primeira explosão atômica sobre uma cidade habitada. A bomba matou cerca de 100 mil pessoas instantaneamente. Outras dezenas de milhares morreriam nos dias seguintes. Três dias depois, Nagasaki também seria atingida. O Japão se rendeu dias depois, e a Segunda Guerra chegava ao fim. O impacto seria tamanho que até na cultura haveria manifestos, como fez Ney Matogrosso, décadas depois, ao dar voz ao trauma interpretando a música “Rosa de Hiroshima”, de Gerson Conrad e Vinícius de Moraes, lembrando que, mesmo entre escombros, há ecos que não devem ser silenciados. “Mas, oh, não se esqueçam da rosa, da rosa, da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária, a rosa radioativa, estúpida e inválida”. Quando o céu virou fogo - O avião americano B-29 lançou a bomba Little Boy, que explodiu a 600 metros de altura e liberou o equivalente a 15 mil toneladas de TNT. Em segundos, Hiroshima deixou de ser cidade: virou cinza, fumaça, poeira… a temperatura no epicentro passou dos 7 mil graus. Casas evaporaram, corpos se desfizeram, o tempo parou. Três dias depois, a Fat Man atingia Nagasaki com ainda mais potência. Ao todo, 214 mil pessoas morreram entre agosto e dezembro de 1945. O mundo conhecia, pela primeira vez, o poder da destruição em massa. A radiação que continuou matando - Quem sobreviveu à explosão enfrentou outros perigos. A radiação causou sintomas imediatos – vômitos, febre, sangramentos – e, depois, doenças como câncer e leucemia. A morte, para muitos, veio com atraso. Mais de 50 mil pessoas foram monitoradas por décadas. Em silêncio, a tragédia se prolongava no corpo e na memória dos que resistiram ao impacto, mas não escaparam das consequências. Os esquecidos da história - Os hibakusha, como foram chamados os sobreviventes, viveram entre cicatrizes e exclusão. Muitos esconderam suas histórias para evitar o preconceito. Por medo ou desinformação, foram tratados como ameaça. Mesmo com políticas públicas de amparo, milhares ficaram de fora. Anos depois, alguns transformaram a dor em denúncia. Viajaram o mundo em defesa da paz e contra as armas nucleares. Seus relatos ajudaram a construir a memória que hoje persiste. Memória que serve de alerta - O uso das bombas encerrou a guerra, mas abriu feridas profundas. Hiroshima e Nagasaki ainda lembram, todos os anos, a violência que caiu do céu. Oito décadas depois, o debate sobre as armas nucleares permanece. Lembrar os 80 anos da bomba é manter viva a responsabilidade de não repetir. É uma história que não pede vingança. Mas exige memória.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Comentar notícia
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Sudoeste Bahia. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Nossa equipe poderá retirar, sem prévia notificação, comentários que não respeitem os critérios impostos neste aviso.