Homem morre após ser atropelado por dois veículos na BA‑156, em Caetité
Vítima entrou repentinamente na pista, segundo informações iniciais27 Abr 2026 / 22h20

Foto: Jorge Santana / Sudoeste Bahia
Um cidadão para exercer o seu papel enquanto ser social necessita de um documento de identificação nacional. Se para o Estado essa identificação é um direito e um dever cidadão. Para as representações políticas tem sido encarado em modo de descaso, mesmo na condição de cientes da necessidade de exercício de cidadania através do voto - em épocas de eleição-. Estamos diante de uma eleição, muito próxima por sinal, e sem os documentos o cidadão não exercerá seu real papel garantido pela constituição. O SAC Móvel que percorre algumas cidades com finalidade de amenizar os problemas referentes a obtenção desses documentos tem sido a peça chave para a concretização, visível a toda a sociedade que abre os olhos para visualizar, da humilhação pela qual a sociedade tem passado diante dessa vergonha de representação política democrática que não tem funcionado como deveria.
Até mesmo o direito de representação do cidadão na sociedade democrática tem sido inviabilizado. Nos últimos dias em decorrência da vinda da unidade SAC Móvel para algumas cidades da região Sudoeste, neste caso em Caetité (BA), é notória as imensas filas que perpassam os dias e as noites. O que era para ser motivo de comemoração acabou se tornando em indignação, já que o quadro de ver pessoas humildes terem que dormir no chão por dois dias para ter acesso ao documento de identidade revela que estamos num país que seria mais fácil pintar “o país de pesadelos” com lápis de cor, assim como fazem nossos representantes. A cena é humilhante e causa revolta. Em meio às falácias dos políticos que prometem o “país dos sonhos”, uma situação como essa de senhoras de idade dormindo ao relento numa madrugada fria para uma simples retirada de um documento de identidade mostra que ainda estamos no “país dos pesadelos”. A Cidadania tão propalada nos discursos sofísticos dos políticos é uma ficção, pois o tratamento ao Cidadão é tremendamente falho e porque não dizer degradante, já que os mais simples direitos, que afirmam ser constitucionais, como o de tirar um simples documento, se torna numa verdadeira odisseia, o que vem provar que ainda vivemos numa sociedade que o discurso tem se tornado de ilusões. É inadmissível para uma ação tão simples, pessoas tenham que ficar em filas intermináveis e chegar ao ponto de dormirem no chão, passando por uma grande humilhação. A síndrome de ovelha, que muitos acreditam estar no âmago do sertanejo em aceitar tudo calado, tem que dar lugar à consciência cidadã, de poder cobrar com a cabeça erguida os direitos que são garantidos na Constituição Federal. Até quando iremos ter que assistir cenas que causam grande indignação? Até quando vamos ter que dormir no chão frio da indiferença e não exigir os direitos basilares do cidadão? Fica esse questionamento para os devidos preenchimentos dos representantes políticos, desde que perpassem os discursos vazios de práticas.
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