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Ministro se reuniu com representantes de divernos bancos do país para acordo final das condições do novo programa de renegociação de dívidas27 Abr 2026 / 18h00

Tragédia parou o país e adiou em 10 anos o golpe militar
Por: Jornal da Metrópole
Foto: Reprodução | Acervo Nacional
- Era justamente um 24 de agosto como este, quando uma tragédia modificou radicalmente o cenário político no país. Chegou a atrasar por 10 anos o golpe militar. Tratava-se de terça-feira aparentemente comum de 1954, mas que entrou para a história. Logo nas primeiras horas da manhã, uma edição extraordinária na rádio anunciava aos ouvintes: no Palácio do Catete, Rio de Janeiro, o então presidente Getúlio Vargas havia cometido suicídio. A tragédia aconteceu em meio a uma das piores crises políticas do Brasil. Vargas estava sob intenso assédio e perseguição, inclusive da imprensa. Tudo piorou a partir do dia 5 de agosto de 1954, no episódio conhecido como Atentado da Rua Tonelero. Foi uma ação violenta, com viés político, cujo alvo era Carlos Lacerda, o principal opositor do presidente. O ataque resultou na morte do major-aviador Rubens Florentino Vaz. As desconfianças voltaram-se para Vargas, mas, como pontuou o professor e historiador Carlos Zacarias em entrevista à Radio Metropole, mais tarde descobriu-se que ele não tinha envolvimento. "Na verdade, tinha a ver com uma figura muito próxima a ele, Gregório Fortunato, que tomou para si as dores de seu patrão, cujo adversário o defenestrava cotidianamente”, relembrou o historiador. Oposição, militares e a população pressionavam por sua renúncia. Enquanto isso, ministros se dividiam, o aconselhavam a continuar o mandato ou a acabar com a guarda nacional. Na noite de 23 de agosto, ele se reuniu com seus ministros madrugada a dentro e depois se recolheu aos seus aposentos. Ao amanhecer, as rádios já anunciavam o suicídio do presidente. O ato mudou os rumos do país. A população foi às ruas, mas desta vez em apoio ao “Pai do Povo”. Já os militares foram surpreendidos com a tragédia, que acabou adiando que estava sendo penejado para 10 anos depois. “As classes dominantes no Brasil costumam mobilizar a ideia de que os governos estão envolvidos em corrupção para poder atacar os políticos, porque a ideia de que os políticos roubam é uma ideia muito fácil de ser assimilada pelas pessoas [...] Foi o que aconteceu em 1954”, refletiu o professor.
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