Lula deve anunciar Desenrola 2.0 nesta semana, diz Durigan
Ministro se reuniu com representantes de divernos bancos do país para acordo final das condições do novo programa de renegociação de dívidas27 Abr 2026 / 18h00

Documento original foi encontrado em Lisboa e encaminhado ao Itamaraty.
Foto: Reprodução
Quinze anos após o assassinato de Eliza Samudio, um dos crimes de maior repercussão do país, o caso voltou a ganhar destaque após a localização de um passaporte da vítima em Portugal. O documento foi encontrado no fim de 2025 em um apartamento alugado em Lisboa e entregue nesta segunda-feira (5) ao Consulado-Geral do Brasil, que confirmou a autenticidade e comunicou oficialmente o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Segundo informações divulgadas pelo portal LeoDias, o passaporte estava em uma estante de livros de um imóvel compartilhado. O homem que localizou o documento, identificado apenas como José, reside no local com a família e outros inquilinos. Ele afirmou que encontrou o passaporte ao manusear os livros após retornar de uma viagem a trabalho.De acordo com fontes oficiais, o documento é original, não possui segunda via emitida e foi expedido em 9 de maio de 2006, com validade até 8 de maio de 2011. O passaporte está em bom estado de conservação, com todas as 32 páginas intactas, sem rasuras ou danos aparentes. Há apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007, sem registros de saída do país ou de novas entradas em outros destinos. A informação chama atenção porque há registros de que Eliza esteve no Brasil após essa data. O crime ocorreu em território brasileiro, e o corpo da vítima nunca foi localizado.Em depoimentos concedidos antes do assassinato, Eliza relatou viagens à Europa, incluindo Portugal e Alemanha, e mencionou contato com o jogador Cristiano Ronaldo. Apesar disso, o paradeiro do passaporte permaneceu desconhecido até a descoberta recente. José informou que preferiu não identificar a proprietária do imóvel nem levantar suspeitas sobre terceiros. O documento foi entregue pessoalmente ao consulado, que aguarda orientações do Itamaraty sobre os próximos procedimentos. A Polícia Civil e autoridades federais devem analisar o material no âmbito das investigações.Quatro pessoas — Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão; Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Jorge Luiz Rosa; e o ex-goleiro Bruno Fernandes — confessaram participação direta ou conhecimento do sequestro e da morte de Eliza Samudio. À época do crime, em 2010, o feminicídio ainda não era tipificado como crime autônomo no Brasil. A reportagem tentou contato com a mãe de Eliza, Sonia Moura, mas não obteve retorno até a publicação. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, divulgados em outubro de 2025, uma mulher é vítima de feminicídio no país a cada 44 minutos.
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