Jovem é flagrado empinando moto, tenta fugir da PM e tem veículo apreendido em Guanambi
Motociclista de 22 anos foi alcançado após tentativa de fuga; moto foi removida para o pátio do Detran12 Jun 2026 / 09h00

Por: Willian Silva
Foto: Willian Silva | 106 FM
Em entrevista concedida ao jornalista Willian Silva, a mulher contou, aos prantos, como foram os dois anos em que ficou presa na casa no bairro Novo Horizonte
No último domingo (29), policiais do 17º Batalhão de Polícia Militar de Guanambi resgataram mãe e filho de uma situação totalmente insalubre e de penúria, em uma residência no bairro Novo Horizonte em Guanambi. Silvanira de 50 anos é cadeirante e deficiente visual e seu filho Fabiano, 18 anos, possui deficiência intelectual, foram encaminhados para a Casa da Acolhida Madre Ippolita, no bairro Vomitamel, em Guanambi. Porém, até então, pouco se sabia da história de Silvanira e Fabiano. Diante disso, a direção da Casa da Acolhida solicitou a presença do jornalismo da Rádio 106 FM para mostrar a versão dessa pobre mulher que sofreu muito. Silvanira conta que ficou dois anos dentro de uma casa que, segundo ela, não tinha condições nenhuma. Ainda ela conta que uma mulher chamada “Isabel”, agredia a idosa desferindo-lhe golpes no rosto, bem como surrava o seu filho Fabiano. “Foram dois anos. Ela ‘dava’ na minha cara. Eu sou cega e pode ser que ela batia no meu filho”, contou a mulher que chorava bastante ao relembrar os fatos. Perguntada como ela fazia pra tomar banho, a mulher conta que “eu me jogava no chão e jogava água em mim. Eu cuidava de mim sozinha”. Ainda nesse ponto, questionada sobre quem teria acorrentado o seu filho a máquina de costura, já que havia comentários que uma outra pessoa tinha acorrentado seu filho, ela desmente. “É mentira. Quem prendeu foi ela (Isabel)”. Sobre o que ela e o filho comiam, Silvanira diz que “a comida que ela (Isabel) dava era ruim. A gente passava fome”. Sobre a aposentadoria que ela e o filho tem, a cadeirante disse que não tinha acesso, pois “Isabel” ficava com todo o dinheiro, bem como esta teria ficado com os documentos, cartões e outros pertences da mãe e filho. “Quero meus documentos, minhas roupas, meu telefone e meu rádio. Tá tudo com ela”, afirmou a mulher categoricamente. Até o momento “Isabel” não apareceu para dar esclarecimentos para as autoridades. Por fim, perguntada como estava sendo tratada na Casa da Acolhida, Silvanira disse que ela e o filho estavam recebendo a alimentação na hora certa, bem como a medicação que ambos precisam. Marilene, uma cuidadora disponibilizada pela Casa da Acolhida, recebeu de dona Silvanira o título de mãe. “Ela é minha mãe agora. Ela cuida de mim. Me dá banho e me dá comida na hora certa”, finaliza a sofrida mulher que agora está junto com seu filho, longe de toda a maldade e dor. Ouça a íntegra da entrevista:
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