Zé Cocá e Sheila Lemos são notifcados pelo TCM por possíveis irregulariades
Além de Zé Cocá, prefeitos de Vitória da Conquista e Conceição do Coité também foram notificados
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Foto: Reprodução
O ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), atualmente apontado como pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União Brasil), foi notificado pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia para apresentar defesa em um processo que investiga possíveis irregularidades durante sua gestão à frente da prefeitura. De acordo com o órgão de controle, Zé Cocá terá um prazo de 20 dias para responder às acusações e encaminhar documentos que comprovem a legalidade dos atos administrativos questionados.Outros gestores também foram notificados. Entre eles, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), e o prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União Brasil), além de uma empresa envolvida em contrato com a administração municipal. Todos deverão se manifestar dentro do mesmo prazo. Caso contrário, os processos podem ser julgados à revelia, ou seja, sem a apresentação de defesa.As notificações foram publicadas por meio de edital do TCM, que informou ainda que os processos terão andamento independentemente da manifestação dos citados. O tribunal orienta que as defesas sejam protocoladas, preferencialmente, em formato eletrônico, mantendo os autos disponíveis para consulta presencial ou por representantes autorizados.
Federação entra na Justiça contra ACM Neto por propaganda antecipada
Ação pede retirada de conteúdos das redes sociais e aplicação de multas por supostas irregularidades eleitorais
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A Federação Brasil da Esperança acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia contra a chapa liderada por ACM Neto por suposta propaganda eleitoral antecipada e irregular na disputa pelo governo da Bahia.A ação cita ainda o prefeito de Jequié, Zé Cocá, o ex-ministro João Roma, o senador Angelo Coronel e o prefeito de Salvador, Bruno Reis.Segundo a petição, o evento realizado na segunda-feira (30), em Feira de Santana, teve características de comício, com estrutura de campanha, telões externos e participação de artistas. A federação classifica o ato como uma “convenção antecipada”, o que seria vedado pela legislação eleitoral neste período.O documento também aponta que o encontro foi transmitido ao vivo nas redes sociais, com trechos de discursos que, segundo os autores da ação, incluem pedidos explícitos de voto e uso de jingles com mensagens eleitorais.Além disso, a representação acusa os envolvidos de propaganda negativa antecipada contra o governador Jerônimo Rodrigues e o Partido dos Trabalhadores, com declarações consideradas ofensivas e inverídicas.Os advogados pedem decisão liminar para retirada imediata de vídeos e postagens do evento em plataformas como Instagram, YouTube e X. Também solicitam multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, além da aplicação de penalidades por propaganda antecipada.O caso será analisado pela Justiça Eleitoral.
Mesmo com Zé Cocá, o PT sempre venceu em Jequié
Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região.
Por: Yuri Almeida
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Foto: Yuri Almeida | Arquivo pessoal
No xadrez político da Bahia, o Vale do Jiquiriçá consolidou-se como uma das peças mais resilientes do tabuleiro governista. Enquanto a oposição tenta personificar em Zé Cocá uma ameaça à hegemonia petista, os dados revelam uma realidade distinta: o que existe é um "cinturão governista" que não apenas resiste, mas isola o prefeito de Jequié (que pertence ao Médio Rio de Contas) em um enclave geográfico e político. Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região. A força de Zé Cocá, embora robusta em Jequié — onde saltou de 38,29% em 2020 para 91,97% em 2024 —, carece de capilaridade regional. Ao analisarmos o mapa do Vale, (afinal, Zé Cocá iniciou sua vida política como prefeito de Lafaiete Coutinho) Jequié aparece como um ponto fora da curva em um oceano de domínio governista. O isolamento de Cocá é acentuado pelo cerco estratégico de Jerônimo Rodrigues, que já garantiu o apoio de 14 das 20 prefeituras da região e deixa o projeto da oposição restrito a Jequié e pequenos satélites como Lafaiete Coutinho e Itiruçu. O segredo da "blindagem" do Vale reside no fenômeno do lulismo. Lula não é apenas um nome na cédula; é um traço cultural consolidado na região. Com uma média de votação superior a 76% e picos de 84,62% (Santa Inês) e 84,40% (Cravolândia), Lula funciona como um motor de alta tração que puxa as candidaturas de Jerônimo, Wagner e Rui Costa. Essa fidelidade inabalável cria uma correlação de votos forte (0,76). A série histórica (2002-2022) mostra que, mesmo quando o cenário nacional foi adverso, o eleitor do Vale nunca flertou com a oposição majoritária. Para Zé Cocá e ACM Neto, o desafio não é apenas vencer o PT, mas vencer a conexão emocional e histórica que o povo do Jiquiriçá mantém com o projeto federal e estadual de Lula. Os dados de 2024 confirmam que a base governista não sofreu erosão. A vitória de prefeitos aliados em dois terços da região (PT, PSD, Avante e PSB) assegura o controle das máquinas municipais e a capilaridade direta em cada distrito. A correlação é cirúrgica: Desempenho dos prefeitos da base (2024): média de 65%. Desempenho de Jerônimo (2022): média de 65,9%. Essa estabilidade demonstra que o capital político está preservado. Enquanto a oposição celebra números isolados em Jequié, o governo Jerônimo opera uma estrutura homogênea que cobre a vasta maioria do território. Com o controle de 14 prefeituras estratégicas, incluindo o contrapeso de Jaguaquara (onde o PT venceu com 66,7%), o governo estadual bloqueia as rotas de expansão da oposição. Zé Cocá é um líder forte em uma cidade forte, mas sua influência termina onde começa o cinturão de prefeitos aliados a Jerônimo. O cenário para 2026 no Vale do Jiquiriçá é de uma blindagem profunda com a vitória provável de Jerônimo em todos os 20 municípios, feito já realizado na eleição anterior. Vale lembrar que, mesmo com Zé Cocá prefeito, em 2022, Jerônimo venceu ACM Neto em Jequié, com 51,41%. A oposição entra na disputa tentando transformar uma "onda localizada" em Jequié em uma maré regional, mas os dados mostram que o mar continua sendo do PT. Com Lula como o grande eleitor e uma rede de prefeitos resilientes, o governo entra na próxima disputa com o Vale do Jiquiriçá como um território de vitória muito provável, deixando Zé Cocá isolado na tarefa hercúlea de tentar furar uma das bases mais sólidas do petismo na Bahia.
*Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em campanhas eleitorais.
Zé Cocá surge como favorito para vice na chapa de ACM Neto em 2026
Prefeito de Jequié cresce nas articulações da oposição; chapa ainda discute vice-governadoria e segunda vaga ao Senado.
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Com a aproximação das eleições de 2026, a oposição ao governo da Bahia intensifica as articulações para a disputa ao Palácio de Ondina. O grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) já tem uma definição considerada praticamente certa: a candidatura do ex-ministro João Roma (PL) para uma das vagas ao Senado. Com isso, permanecem abertas duas posições estratégicas na chapa: a vaga de vice-governador e a segunda candidatura ao Senado.Nos bastidores, diferentes nomes têm sido citados para compor a vice de ACM Neto. Entre eles aparecem o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP). Nas últimas semanas, porém, o nome de Zé Cocá ganhou força dentro do grupo oposicionista. Interlocutores ligados à pré-campanha avaliam que a presença de uma liderança com forte base no interior pode ser decisiva para ampliar o alcance eleitoral da chapa em 2026.Aliados de ACM Neto consideram que a ausência de um nome com forte influência regional foi um dos pontos analisados após a derrota eleitoral de 2022, quando o ex-prefeito acabou superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). O avanço do nome de Cocá também ocorre em meio a sinais de que José Ronaldo pretende permanecer à frente da prefeitura de Feira de Santana até o fim do mandato, o que reduziria as chances de renúncia para disputar a vice-governadoria.Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Zé Cocá passou a ser visto como um dos principais ativos políticos do interior baiano dentro do campo oposicionista. Segundo fontes ouvidas pelo Bahia Notícias, o diálogo entre ACM Neto e o prefeito segue em andamento, embora ainda não exista definição oficial sobre a composição da chapa.O próprio Cocá tem condicionado qualquer avanço nas tratativas à formalização de compromissos relacionados a obras estruturantes para Jequié e municípios do Médio Rio de Contas. Entre as prioridades citadas está a construção de um aeroporto regional, considerado estratégico para o desenvolvimento da região. Paralelamente às negociações para a vice, outro tema que movimenta os bastidores envolve o futuro político do senador Angelo Coronel (PSD). O parlamentar avalia deixar a legenda e se aproximar do grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues.Apesar das especulações, o eventual destino partidário de Coronel ainda não foi definido e segue em discussão nas articulações políticas para 2026.
Zé Ronaldo e Zé Cocá ganham força na oposição para vice na chapa de ACM Neto
Zé Ronaldo e Zé Cocá despontam como favoritos; Sheila Lemos entra no radar
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A definição do candidato a vice na chapa encabeçada por ACM Neto (União) ao governo da Bahia segue em aberto. Nos bastidores, dois nomes aparecem como favoritos: os prefeitos José Ronaldo (União), de Feira de Santana, e Zé Cocá (PP), de Jequié.Aliados avaliam que Zé Ronaldo “só não será vice se não quiser”. O entrave seria o impacto político de uma eventual saída da prefeitura de Feira para disputar a eleição. Uma pesquisa interna deve medir os efeitos eleitorais da decisão na cidade, segundo lideranças do grupo.Ronaldo já deixou o cargo em 2018 para concorrer ao governo, após ser reeleito em 2016. Nesta segunda-feira (23), afirmou que tem posição definida, mas que falará “mais na frente” sobre o tema.Com isso, Zé Cocá ganha força como alternativa. Aliados destacam o peso eleitoral no interior e a alta aprovação do prefeito em Jequié. O movimento também teria efeito simbólico, já que o gestor é visto como aliado do governador Jerônimo Rodrigues (PT).O próprio Jerônimo afirmou que mantém diálogo institucional com prefeitos que não o apoiaram na última eleição, citando Ronaldo e Cocá, e negou que investimentos do Estado estejam condicionados a alinhamentos políticos.Nos últimos dias, outro nome entrou no debate: o da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União). O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou que ela é “excelente opção” para a vice.Também são citados o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD), o ex-prefeito de Barreiras Zito (União) e um nome do Republicanos, mas, até o momento, sem o mesmo peso nas articulações.
Em cerimônia virtual, prefeito de Jequié toma posse da presidência da UPB
Por: Juliana Rodrigues
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O prefeito da cidade de Jequié, no sudoeste da Bahia, tomou posse da presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB). A cerimônia de posse de Zenildo Brandão (PP), conhecido como Zé Cocá, ocorreu de maneira virtual, na manhã de hoje (10). O mandato é de 2021 a 2022. A nova diretoria executiva e o conselho fiscal da entidade também tomaram posse de forma restrita, por causa da pandemia. Após o ato de posse, Zé Cocá deverá fazer uma reunião virtual com todos os prefeitos baianos.























