
Com a aproximação das eleições de 2026, a oposição ao governo da Bahia intensifica as articulações para a disputa ao Palácio de Ondina. O grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) já tem uma definição considerada praticamente certa: a candidatura do ex-ministro João Roma (PL) para uma das vagas ao Senado. Com isso, permanecem abertas duas posições estratégicas na chapa: a vaga de vice-governador e a segunda candidatura ao Senado.Nos bastidores, diferentes nomes têm sido citados para compor a vice de ACM Neto. Entre eles aparecem o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP). Nas últimas semanas, porém, o nome de Zé Cocá ganhou força dentro do grupo oposicionista. Interlocutores ligados à pré-campanha avaliam que a presença de uma liderança com forte base no interior pode ser decisiva para ampliar o alcance eleitoral da chapa em 2026.Aliados de ACM Neto consideram que a ausência de um nome com forte influência regional foi um dos pontos analisados após a derrota eleitoral de 2022, quando o ex-prefeito acabou superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). O avanço do nome de Cocá também ocorre em meio a sinais de que José Ronaldo pretende permanecer à frente da prefeitura de Feira de Santana até o fim do mandato, o que reduziria as chances de renúncia para disputar a vice-governadoria.Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Zé Cocá passou a ser visto como um dos principais ativos políticos do interior baiano dentro do campo oposicionista. Segundo fontes ouvidas pelo Bahia Notícias, o diálogo entre ACM Neto e o prefeito segue em andamento, embora ainda não exista definição oficial sobre a composição da chapa.O próprio Cocá tem condicionado qualquer avanço nas tratativas à formalização de compromissos relacionados a obras estruturantes para Jequié e municípios do Médio Rio de Contas. Entre as prioridades citadas está a construção de um aeroporto regional, considerado estratégico para o desenvolvimento da região. Paralelamente às negociações para a vice, outro tema que movimenta os bastidores envolve o futuro político do senador Angelo Coronel (PSD). O parlamentar avalia deixar a legenda e se aproximar do grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues.Apesar das especulações, o eventual destino partidário de Coronel ainda não foi definido e segue em discussão nas articulações políticas para 2026.