Caetité: crise não afeta vendas dos fogos de artifício
Por: Willian Silva
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
Com o jogo entre Brasil e Costa Rica, nesta sexta-feira (22), onde a Seleção Canarinho venceu por 2 a 1, as vendas no comércio de Caetité, ao que tudo parece, esquentaram para o São João que parecia ser frio. Logo após o jogo, o Sudoeste Bahia esteve na Feira Livre da cidade e pesquisou sobre um dos itens que dão um maior brilho e encantamento às festas juninas, os fogos de artifício. Conforme levantamento realizado pela nossa reportagem, verificou-se um aumento em alguns tipos de fogos de artifício, como por exemplo, o foguete de 12 tiros. Este item teve um reajuste em torno de 10%.
Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
Já os fogos como estalo salão e o conhecido "traque", continuam com o mesmo preço do ano passado, sendo vendido em torno de R$1 a R$1.50 a caixinha. Outros itens também continuam com os mesmo preços de 2017 a exemplo da chuvinha que custa entre R$2 e R$6 e a bomba, que é vendida por unidade, por cerca de R$ 0.25 a R$1. Para o comerciante Maicon dos Santos, na tarde de hoje houve um movimento expressivo logo após o jogo da Seleção brasileira. Segundo ele, diversas pessoas já procuravam pelos fogos, evitando as compras de última hora. "Amanhã (23) será um bom dia para nós que vendemos fogos. Hoje tivemos um bom movimento de pessoas comprando. Amanhã é que será o bom dia para as vendas" pontuou o comerciante. Ele ainda acredita que a crise não irá afetar as vendas dos fogos, que dão um maior brilho ao São João do Nordeste.
Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
História: Os chamados fogos de artifício datam de alguns milhares de anos antes de Cristo, isto é, em uma época muito anterior ao conhecimento da pólvora. Eles surgiram quando se descobriu que pedaços de bambus ainda verdes explodiam quando colocados em fogueira. Isso ocorria devido ao fato de que os bambus crescem muito depressa. Com isso, formam-se bolsas de ar e de seiva, que ficam presas dentro da planta, inchando e explodindo quando aquecidas. A história da pirotecnia provavelmente iniciou-se na Ásia, já na Pré-História. Mas, seguramente, podemos afirmar que a pólvora foi fabricada pela primeira vez, por acaso, na China há cerca de 2000 anos. Um alquimista chinês juntou acidentalmente salitre (nitrato de potássio), enxofre, carvão e aqueceu a mistura. Esta mistura secou como um pó negro, floculante, que quando queimado apresentava grande desprendimento de fumaça e chamas. Tal produto recebeu o nome de huo yao ("fogo químico") e posteriormente ficou conhecido como pólvora. O conhecimento da pirotecnia era difundido na China e na Índia durante séculos antes de se estender até a Europa por meio dos árabes e gregos. A arte de construção de fogos de artifício foi muito desenvolvida na Arábia no século VII, sobretudo pelo fato de os sais oxidantes de potássio serem bastante utilizados pelos alquimistas do Islã.
Opinião: Quem nos salvará da violência no Brasil?
Por: Willian Silva
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Leitor Sudoeste Bahia | Via WhatsApp
Num intervalo de 14 anos, o Brasil matou quase 800 mil pessoas
Nos últimos dias, quem tem acompanhado as redes sociais e os sites noticiosos, observa-se a crescente onda de violência assolando o Brasil. Você pode até dizer que não é algo novo a questão da violência em nosso país. A Terra Brasilis vive isso desde 1500 quando Cabral e sua esquadra desembarcaram no país e violentaram de todas as formas possíveis os seus verdadeiros moradores, os índios. Mas a violência tem se tornado generalizada em seus piores aspectos e, a cada dia que passa, se torna algo impossível de ser contido. Os números no Brasil assustam, no quesito morte, seja ela por qualquer circunstância. Segundo o jornal espanhol “El País” o Brasil mata mais que a guerra na Síria. Segundo o diário madrileno “entre 2001 e 2015 houve 786.870 homicídios, a enorme maioria (70%) causados por arma de fogo(...) Desde que começou o conflito sírio, em março de 2011, morreram 330.000 pessoas.” Outro fato a ser colocado em questão é o caos que o Rio de Janeiro está mergulhado até o pescoço com a questão da segurança pública. Há uma intervenção federal acontecendo no estado, mas pouco efeito prático tem se visto. Com um canal no Youtube, a Factual RJ, registra o dia a dia dos moradores do Rio que convivem com a violência e tiroteios diários, principalmente nas favelas cariocas. Só este ano, segundo o Estado de Minas, até o dia 12 de Maio, já foram mortos 47 policiais no Rio, sem falar nos incontáveis inocentes que perdem a vida naquela que já foi considerada – na voz de Aurora Miranda, irmã de Carmem Miranda – a “Cidade Maravilhosa”. Há pouco tempo, acreditava-se que a região da Serra Geral, na Bahia, que envolve cerca de 20 municípios, era segura e tranquila. Segundo um levantamento feito pelo portal Folha do Vale, só nos primeiros cinco meses de 2018, em Guanambi, a cada nove dias, uma pessoa é morta. Até o momento foram 13 homicídios. Destes apenas dois não tinham ligação com tráfico de drogas ou similares. Na última sexta-feira (11), um adolescente de apenas 17 anos, foi morto em Caetité por um “tribunal”, nos quais os seus “juízes”, praticamente todos da mesma idade – entre 15 e 17 anos –, “julgaram e condenaram”, segundo sua lei, à uma execução sumária de forma cruel o adolescente acima citado. Em suma, o que temos hoje em nosso país é a falta de capacidade dos governantes em gerir a violência que cresce em todos os sentidos. Muito mais por mortes com armas de fogo. Políticas públicas com maior investimento em educação e geração de emprego e renda, seriam algumas das políticas a serem, em primeiro lugar, estabelecidas. Por outro lado, um melhor aparelhamento e treinamento da Segurança Pública traria também resultados a médio prazo. Cabe ressaltar que, não citamos aqui a violência contra homossexuais, crianças, idosos, mulheres, moradores de rua e, sobretudo contra os negros. Se juntarmos todos e colhermos os números por cada um deste acima citados, as estatísticas seriam ainda mais estarrecedoras.
Caetité: Igreja Católica inicia comemorações da Semana Santa
Por: Willian Silva
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
Para a Igreja Católica, a Semana Santa deve ser de reflexão e penitência
Depois de quarenta dias, contados a partir da Quarta-Feira de Cinzas, depois do carnaval, chega-se oficialmente na Semana Santa que, segundo o cristianismo, relembra os passos de Jesus, desde a sua entrada em Jerusalém, no Oriente Médio, até a sua ressurreição, segundo o calendário cristão, que se dá no Domingo de Páscoa. E, para abrir essa semana de rememoração dos passos de Jesus Cristo, em Caetité, a Igreja Católica comemorou neste domingo (25), pela manhã, o Domingo de Ramos, momento que segundo a Bíblia, no evangelho de Mateus, Cristo entrou Jerusalém – que em hebraico significa “Cidade da Paz” - montado num jumento, e sendo aclamado como rei e messias, onde fora recebido com pedaços de tecido coloridos e ramos de palmeira.
Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
Em Caetité, as Paróquias Senhora Santana e Nossa Senhora Aparecida fizeram, cada uma, suas caminhadas alusivas ao dia. A de Senhora Santana saiu por volta das 7:30h da Praça Jairo Pontes (Parque das Árvores) em direção a Catedral, após breve celebração realizada por Dom Carvalho. Em Nossa Senhora Aparecida, a celebração foi realizada na Igreja Rainha da Paz as 8:30h, por padre Waldech Gondim, no bairro da Paz, em direção a Matriz de Nossa Senhora Aparecida, paróquia criada em Outubro de 2017. Nas duas paróquias, fiéis católicos levaram os seus ramos e, ao som de músicas da religião, seguiram em caminhada por ruas de Caetité. No mesmo domingo, por volta das 16h, a Diocese realizou a Via Sacra com o Monsenhor Alex Barbosa, saindo da Delegacia de Polícia Civil de Caetité, onde toda a caminhada foi baseada no tema da Campanha da Fraternidade deste ano “Fraternidade e superação da violência”.
Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
A Via Sacra foi feita com personagens vivos que mostraram toda a trajetória de Cristo: condenação, crucificação e ressurreição. A caminhada chegou a Praça da Catedral por volta das 18:30h, culminando com o Sermão do Encontro, na esquina da Cúria Diocesana, com as imagens de Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Durante o sermão, Dom Carvalho, bispo de Caetité, disse que a vida de Cristo foi feita de vários encontros. Ainda reiterou que pudéssemos fazer da nossa vida um encontro com Jesus sempre, sem temer nada. Ao final do Sermão, as duas imagens sacras foram levadas para dentro da Catedral, onde ficarão expostas no altar da Igreja até a Sexta-Feira da Paixão. As comemorações continuam até o final desta semana.























