Após cravar chapa, Jaques Wagner adota tom cauteloso para eleições
Após anunciar composição, senador afirma que definição cabe ao governador e ao conselho político
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O senador Jaques Wagner (PT) recuou do discurso após ter afirmado que a chapa governista para as eleições estaduais deste ano estaria definida. Em entrevista nesta segunda-feira (23), em Feira de Santana, ele disse que a decisão final cabe ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao conselho político da base. Na última sexta-feira (20), Wagner declarou que a composição já estava fechada, com Jerônimo candidato à reeleição, ele próprio e o ministro Rui Costa ao Senado, além da permanência de Geraldo Júnior (MDB) como vice.Nesta segunda, o senador afirmou que a fala anterior foi apenas uma “emissão de ideia” e destacou que quem “bate o martelo” é o governador. Segundo ele, com o afastamento de Angelo Coronel (PSD) da base, não haveria mais obstáculos para a definição das vagas ao Senado. Wagner reiterou que defende a repetição da chapa vencedora em 2022. Ainda assim, afirmou que o anúncio oficial será feito por Jerônimo e pelas instâncias partidárias.
Assim como ACM Neto, Paulo Souto atribui vitória de Wagner em 2006 a força de Lula
"Eu não vejo outra explicação para isso", diz Souto em entrevista ao podcast Metropod
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Foto: Agência Metropress
A força de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia é reiteradamente levantada pela oposição que não consegue vencer as eleições no estado há 16 anos. Em entrevista ao Metropod, o ex-governador Paulo Souto afirma que a primeira vez em que a derrota foi atribuída ao crescimento eleitoral do presidente na Bahia foi em 2006 — quando perdeu no primeiro turno para o senador Jaques Wagner (PT). "Por tudo que aconteceu naquele momento e depois, pela primeira vez atribuímos isso muito ao crescimento da força eleitoral do presidente Lula aqui na Bahia. Eu não vejo outra explicação para isso", diz Souto. De acordo com o ex-governador, não houve erro na campanha, apesar de atribuir também a derrota ao desgaste e 16 anos no poder. "Tem sempre aquela história: 16 anos de poder, uma oposição muito forte, às vezes violenta, aqui na Bahia", afirma.
Com apoio de Lula, Wagner venceria ACM Neto por 46% a 33%, aponta pesquisa
Pesquisa do Instuto Opnus, contratada pelo Grupo Metropole, é a primeira do ano em 2022
Por: André Uzêda
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Foto: Divulgação | Metro 1
- A Bahia consegue ter, com os mesmos candidatos, dois cenários completamente distintos na disputa para as eleições de outubro. É o que aponta a pesquisa do Instituto Opnus, contratada pelo Grupo Metropole, que realizou o levantamento entre os dias 19 a 22 de janeiro deste ano. No total, foram ouvidas 1.500 pessoas por telefone. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais (para mais ou para menos). No primeiro formato de pesquisa estimulada, ACM Neto (DEM) aparece em primeiro lugar, com 52% dos votos. Em segundo, está o senador Jaques Wagner (PT), com 29%. Ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos) fica com o terceiro posto, com 5%. Marcos Mendes (PSOL) soma 1%. Nesta primeira composição, o ex-prefeito de Salvador possui bom desempenho entre todos os segmentos do eleitorado, apresentando melhor aceitação entre os mais jovens, de 16 a 24 anos. Já Wagner tem mais destaque entre os eleitores do sexo masculino e empregados. Em um segundo cenário, a pesquisa além de indicar os postulantes também atrelou os candidatos aos seus respectivos apoios no plano nacional. Assim sendo, a situação muda completamente. Wagner, com o apoio de Lula (PT), assume a dianteira, com 46% das intenções de voto. ACM Neto, apoiado por Ciro Gomes (PDT), fica em segundo, com 33%. Ligado ao presidente Jair Bolsonaro (PL), João Roma permanece na terceira posição, com 11%. Marcos Mendes, na coligação com Guilherme Boulos (PSOL), mantém os mesmos 1%. Com a menção ao ex-presidente Lula, Wagner tem um crescimento de 17 pontos percentuais, comparando os dois cenários. Seu crescimento mais significativo se dá entre mulheres e eleitores sem escolaridade, com elevação de 24 pontos percentuais. ACM Neto, no entanto, tem perda de 19 pontos entre um cenário e outro. A maior queda acontece entre evangélicos, com diminuição de 24 pontos. Desde a eleição de 1990, um ano após o retorno do voto direto no país, a maioria dos governadores eleitos na Bahia possuem vínculos diretos com o presidente eleito ou em exercício. Foi assim nos anos dos governadores carlistas (1991-2006), associados a Fernando Collor, Itamar Franco e FHC. E também nos anos petistas (2007-2018), com Lula e Dilma na presidência. Há apenas duas exceções. Em 2002, Paulo Souto (no antigo PFL) foi eleito governador, mesmo com Lula ganhando a presidência. E também em 2018, quando Rui Costa conquistou a reeleição, com Bolsonaro (à época no PSL) arrebatando o Planalto. REJEIÇÃO - A pesquisa do Instituto Opnus também mediu a rejeição dos candidatos ao governo na Bahia. Entre todos os postulantes ao Palácio de Ondina, Roma é que possui a maior rejeição: 42% do eleitorado pesquisado diz que não votaria de jeito nenhum no aliado de Bolsonaro. Marcos Mendes aparece em segundo neste quesito, com 40 pontos percentuais, seguido por Jaques Wagner (36%). ACM Neto tem a menor rejeição entre os candidatos, com 24%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BA-07451/2022. Como o sistema de registro de pesquisas da Justiça eleitoral apresentou instabilidade desde a semana passada, a pesquisa foi registrada na terça-feira, dia 25/01. Decisão judicial do ministro Edson Fachin favorável a ação apresentada pelo Instituto Opnus, assegurou o direito à divulgação dos resultados a partir do dia 27/01 (processo nº 0600030-11.2022.6.00.0000).























