Esquema de venda de sentença, desbaratado pela Operação Faroeste, mantinha vida de luxo de desembargadora e filho
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
Segundo informações da Polícia Federal (PF), o esquema de venda de sentenças que é alvo da Operação Faroeste teria movimentado uma cifra bilionária e, de acordo com Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-corregedora nacional de Justiça (CNJ), a organização criminosa composta por membros e pessoas ligadas ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) atua vendendo sentenças há pelo menos 30 anos. E o esquema criminoso servia de base de sustentação para obtenção de inúmeros bens, como casas luxuosas, iates e mansões em arquitetura palaciana. É o caso da desembargadora Lígia Ramos (TJ-BA), que junto com seu filho, o advogado Rui Barata, levavam uma vida digna de realeza.
Foto: Reprodução | casa e iate que pertencem à Ligia Ramos
Ligia possui uma mansão avaliada em cerca de R$ 2,9 milhões em um condomínio de luxo de Salvador. Já, Rui, mora em um apartamento de luxo avaliado em R$ 1,9 milhão em área nobre de Salvador, além de possuir diversos imóveis. Portanto, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a vida de ostentação de Ligia e de seu filho não condizia com seus ganhos. E por conta da participação na orcrim (organização criminosa), Ligia teve prisão temporária decretada como desdobramento da Operação Faroeste, mas, na última terça-feira (15), foi convertida para prisão domiciliar, por decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).























