Aneel alerta para risco de falta de verba em meio à crise hídrica
Documento, obtido pelo jornal Folha de S.Paulo, encaminhada ao secretário de Orçamento Federal do Ministério da Economia
Por: Luciane Freire
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Foto: Reprodução | Getty Images
- Ofício enviado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o Ministério da Economia e obtido pelo jornal Folha de S.Paulo revela que a falta de recursos para despesas de custeio em 2022, em meio à crise hídrica, pode ter reflexos danosos ao setor elétrico.O documento mostra que, se os gastos discricionários não subirem de R$ 147 milhões, como quer a equipe econômica, para R$ 176 milhões, o impacto será grande nas atividades da agência. “O referencial apresentado (R$ 147,4 milhões) é mais baixo que o planejado pela Aneel e é insuficiente para o cumprimento mínimo de nossa programação”, afirma o texto assinado pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone em mensagem encaminhada ao secretário de Orçamento Federal do Ministério da Economia, Ariosto Antunes.
Bolsonaro corta verba de prefeituras e cria voucher para creches privadas
Medidas estão na proposta que cria o Auxílio Brasil, programa social defendido pelo governo e substituto do Bolsa Família
Por: Kamille Martinho
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Foto: Reprodução
- A proposta do novo programa social do governo, o Auxílio Brasil, enviada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), retira recursos destinados às prefeituras para a educação de crianças carentes. O mesmo projeto estabelece o pagamento de voucher diretamente para creches privadas, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo. O governo derrubou um dos pilares do Brasil Carinhoso, programa social criado em 2012 para garantir o acesso e a permanência de crianças na educação infantil. O objetivo era complementar a política de transferência de renda a famílias pobres e extremamente pobres, o Bolsa Família. O trecho revogado obrigava a União a repassar aos municípios uma ajuda financeira adicional para vagas em creches e desenvolvimento educacional de crianças de zero a dois anos de idade que sejam de famílias beneficiárias de programas sociais. Por outro lado, na mesma proposta, que cria o Auxílio Brasil, Bolsonaro quer que sejam feitos repasses de dinheiro público diretamente para as creches credenciadas pelo governo, podendo inclusive ser do setor privado. Bolsonaro criou o Auxílio Brasil de olho na eleição de 2022. Além de aumentar o gasto na área social, o objetivo é substituir o Bolsa Família, programa associado à gestão petista. Pesquisas eleitorais apontam que o principal adversário do presidente na corrida eleitoral do próximo ano é Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —com vantagem para o petista.























