Professores universitários da Bahia vão cruzar os braços para exigir reajuste salarial nesta quarta-feira
Ato acontecerá no Campo Grande, em Salvador, pela manhã
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
- Nesta quarta-feira (12), professores das universidades estaduais baianas paralisarão as atividades acadêmicas e realizarão uma mobilização em Salvador. A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a Universidade Estadual De Santa Cruz (UESC) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) participarão do ato. A concentração será na Praça do Campo Grande, a partir das 9h30. A paralisação é parte da reivindicação da categoria por reajuste salarial e abertura da mesa de negociação com o Governo do Estado. A ação busca chamar a atenção do governo e dialogar com a sociedade sobre as perdas salariais que a categoria enfrenta nos últimos oito anos, de mais da metade do salário corroído (53,33%), segundo o Departamento Intersindical de Estatística dos Estudos Socioeconômicos (Dieese) Na avaliação das Associações Docentes, a política estadual de desvalorização do trabalho dos professores nas universidades estaduais tem prejudicado o fortalecimento do ensino superior público baiano e colocado esses profissionais em posições cada vez mais precarizadas. Outro levantamento realizado pelas Associações Docentes é a constatação de que professores da UNEB, UEFS, UESB e UESC, em início de carreira, ganham um salário abaixo da Lei Nacional do Piso do Magistério Superior. Em 2023, houve reajuste salarial apenas para o alto escalão do serviço público da Bahia. Até agora, os percentuais de reajustes aprovados pelo Governo do Estado foram de 48,5% para o governador, vice-governador e secretários; 16% para deputados estaduais e mais de 5,99% para procuradores e promotores. Nacionalmente, o Governo do Presidente Lula instituiu a mesa de negociação com os sindicatos do funcionalismo público federal e reajustou o salário de todo o serviço público em 9%, com acréscimo de R$ 200 no auxílio alimentação.
Residência Estudantil de Guanambi pode fechar por conta de dívida no valor de R$ 20 mil
Os alunos correm o risco de serem despejados, de acordo com residente da R.E.G
Por: Willian Silva
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Foto: Latinha
A Residência Estudantil de Guanambi (REG), fundada há mais de 50 anos, está passando por dificuldades. É o que conta o estudante da Área Básica de Ingresso em Física em Salvador e usuário da REG, Pedro Henrique. “A REG está passando por um momento um pouco complicado. Desde novembro do ano passado, por conta de um processo trabalhista, que a gente simplesmente não tem culpa nenhuma, nem noção nenhuma, a gente, simplesmente, perdeu a validade da nossa certidão negativa trabalhista. Por conta disso, o convênio que a gente tem com a Prefeitura, não tá sendo repassado”. Por conta desse processo trabalhista, Pedro diz que as dificuldades pra manter a residência têm sido grandes. O estudante diz que os custos básicos como água, energia elétrica, gás e alimentação são elevados. Além disso, o universitário diz que ainda existem os custos pessoais de cada aluno como transporte, alimentação e material escolar. “Salvador é uma cidade com o custo de vida elevado, o que complica mais ainda a situação”. Segundo o estudante, a dívida com aluguel, até o momento gira em torno de R$20 mil. “Temos que arcar com essa despesa do nosso bolso”, conta o estudante. Para tentar evitar o despejo – que inclusive Pedro já sinalizou que pode ocorrer a qualquer momento -, os moradores da REG estão fazendo uma rifa e uma vakinha online para tentar diminuir a gigantesca dívida. Mesmo com a pandemia, Pedro Henrique conta que as contas não param de chegar e que a REG, que já foi palco de lutas durante a Ditadura Militar, pode fechar a qualquer momento. Mais informações (77)9.9960-0130 ou no Instagram @residenciaestudantildeguanambi. Ouça a entrevista abaixo























