Estudantes da UFRB suspendem aulas por falta de segurança
Paralisação ocorre após confrontos entre facções em Cachoeira e São Félix
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Foto: Wikipedia
Estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cachoeira, decidiram suspender a participação nas atividades acadêmicas até esta sexta-feira (3), em protesto contra a escalada da violência na região. A paralisação foi motivada pelos constantes confrontos armados entre facções criminosas que atuam em Cachoeira e São Félix. Os estudantes relatam tiroteios frequentes, inclusive em áreas próximas ao centro das cidades, onde circulam alunos, professores e servidores.Segundo informações, os estudantes afirmam que a decisão é uma resposta direta à falta de segurança e à postura considerada insensível da administração universitária diante do contexto atual. Em nota divulgada nas redes sociais, o grupo criticou o Comitê de Crise da UFRB, que teria minimizado a gravidade da situação ao recomendar o retorno das atividades presenciais.“A administração não pode decidir que as atividades acadêmicas estão acima da nossa segurança”, afirmaram os estudantes no comunicado. Eles também lembraram que em ocasiões anteriores, a universidade suspendeu aulas por questões burocráticas, como atrasos administrativos. O movimento reforçou ainda que qualquer tentativa da gestão em forçar o funcionamento normal das aulas será interpretada como um desrespeito à decisão da comunidade estudantil, e responsabilizou a instituição por eventuais riscos à integridade física dos envolvidos.A paralisação, segundo os estudantes, tem o objetivo de proteger não apenas os alunos, mas também docentes e técnicos administrativos. Eles destacam a precariedade da infraestrutura de saúde disponível na região, o que agrava a situação diante de possíveis emergências causadas pela violência.
Ufob E UFRB irão cobrar comprovante de vacinação na volta às aulas presenciais
Universidades publicaram nota contra decisão do ministro da Educação, Milton Ribeiro, de proibir a exigência de comprovante de vacinação nas instituições federais
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Foto: Reprodução
- Até a manhã desta sexta-feira (31), três universidades federais baianas se manifestaram contra a decisão do ministro da Educação, Milton Ribeiro, de proibir a cobrança do comprovante de vacinação em instituições federais. Ainda durante a tarde de quinta-feira (30), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) havia reafirmado que pretende continuar a exigir a comprovação do esquema vacinal completo para a realização das atividades presenciais. Mais tarde, no mesmo dia, a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) se juntou ao coro. Em nota, a Ufob diz ter recebido com "perplexidade" a decisão do Ministério da Educação (MEC). "Em favor da vida, fundada na Constituição Cidadã de 1988 e como instituição de produção de conhecimento científico, a UFOB reafirma seu compromisso em defesa da sua comunidade acadêmica, da sociedade e da autonomia universitária, comprometendo-se a adotar todas as medidas de biossegurança para retorno seguro, em 2022, de suas atividades presenciais", diz trecho. Já na manhã desta sexta, a Universidade Federal do Reconcâvo Baiano (UFRB) também disse que manterá a exigência da comprovação de vacinação. Em nota, a UFRB justifica a decisão por pautar "suas ações com base nos conhecimentos científicos".























