MP questiona mais de R$ 3 milhões em contratações para o São João de Serra do Ramalho
Representação enviada ao TCM aponta pagamentos acima dos parâmetros recomendados, falta de transparência e contratação de Maiara & Maraisa durante decreto de emergência
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) a suspensão de contratações artísticas realizadas pela Prefeitura de Serra do Ramalho para os festejos juninos de 2026. A representação, assinada pelo promotor Alex Bacelar, aponta possíveis irregularidades como cachês considerados elevados, falta de transparência nos contratos e a firmação de atrações durante a vigência de um decreto de emergência no município, com gastos estimados em mais de R$ 3 milhões para 16 atrações.
- Entre os questionamentos, o MP-BA destaca valores de cachês acima dos parâmetros definidos em nota técnica conjunta, que serve como referência de mercado. Um exemplo citado é a contratação da dupla Maiara & Maraisa por R$ 784 mil na mesma data em que a cidade decretou situação de emergência devido a fortes chuvas. Além disso, a ausência dos contratos das atrações no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) foi apontada como um impeditivo para a fiscalização dos gastos públicos.
Foto: Divulgação
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) a suspensão de contratações artísticas realizadas pela Prefeitura de Serra do Ramalho para os festejos juninos de 2026. A representação aponta possíveis irregularidades nos contratos, incluindo cachês considerados elevados, falta de transparência e a contratação de atrações durante a vigência de um decreto de emergência no município. O pedido foi assinado pelo promotor de Justiça Alex Bacelar. Segundo dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MP, a prefeitura anunciou 16 atrações para o evento, das quais dez são classificadas como artistas de grande porte. Os gastos estimados superam R$ 3 milhões. Cachês sob questionamento - De acordo com o Ministério Público, parte dos contratos apresenta valores acima dos parâmetros definidos pela Nota Técnica Conjunta nº 001/2026, elaborada pelo MP, TCM, Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e Ministérios Públicos de Contas. O documento orienta que os municípios utilizem como referência a média dos cachês pagos aos artistas em 2025, corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para verificar a compatibilidade dos valores com os praticados no mercado. Diante disso, o órgão pediu a adoção de medida cautelar para impedir pagamentos acima dos parâmetros recomendados até que a gestão municipal apresente justificativas para os valores contratados. Contrato durante decreto de emergência - A representação também questiona a contratação da dupla sertaneja Maiara & Maraisa por R$ 784 mil. Segundo o promotor, o contrato foi firmado na mesma data em que o município decretou situação de emergência em razão das fortes chuvas que atingiram a região. Falta de transparência - Outro ponto levantado pelo MP é a ausência dos contratos das atrações no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). Embora os artistas tenham sido anunciados oficialmente pela prefeitura há mais de dois meses, os documentos não estariam disponíveis para consulta. Para o Ministério Público, a falta dessas informações dificulta a fiscalização dos gastos públicos pelos órgãos de controle e pela população.
TCM trava cachês milionários do São João de Irecê e vê possivel sobrepreço
TCM trava cachês milionários do São João de Irecê e vê possivel sobrepreço
Órgão determina suspensão de pagamentos acima da média do mercado após denúncia do MP-BA sobre possíveis sobrepreços e situação fiscal do município.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou o congelamento imediato de pagamentos considerados excessivos para artistas contratados para o São João de Irecê 2026. A decisão, motivada por uma representação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), acende um alerta sobre os gastos milionários previstos para a festa, que já soma mais de R$ 10,2 milhões empenhados. O MP-BA questionou supostos reajustes de até 70% nos cachês e a falta de transparência nos processos de contratação.
- Além das inconsistências nos contratos, a situação financeira do município de Irecê, com dívidas e desafios sociais, pesou na determinação cautelar. O prefeito Murilo Franca Paiva Silva está impedido de efetuar pagamentos acima da média de 2025 para os mesmos artistas, corrigida pela inflação, e terá 20 dias para apresentar defesa. Produtoras também foram notificadas, e o TCM-BA abriu a possibilidade de renegociação dos contratos, mediante comprovação técnica da valorização dos artistas no mercado, com as investigações em andamento.
Foto: Arquivo TCM
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou o congelamento imediato de pagamentos considerados acima dos valores de mercado para artistas contratados para o São João de Irecê 2026. A decisão, publicada neste sábado (30), acendeu um alerta sobre os gastos milionários previstos para uma das maiores festas juninas do estado. A medida atende a uma representação apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que questiona supostos reajustes excessivos nos cachês de atrações musicais e a falta de transparência em processos de contratação. Segundo os dados analisados, a prefeitura empenhou mais de R$ 10,2 milhões na programação do evento, que inclui artistas de projeção nacional. De acordo com a denúncia, alguns cachês apresentaram aumentos que chegam a mais de 70% em comparação com valores praticados anteriormente. O MP também apontou inconsistências e ausência de informações consideradas essenciais nos sistemas de acompanhamento das contratações públicas. Outro fator que pesou na decisão foi a situação financeira do município. O órgão ministerial destacou a existência de dívidas com concessionárias e órgãos federais, além de indicadores sociais que apontam desafios em áreas consideradas prioritárias para a população. Com a decisão cautelar, o prefeito Murilo Franca Paiva Silva está impedido de efetuar pagamentos que ultrapassem a média dos valores cobrados pelos mesmos artistas na Bahia em 2025, corrigidos apenas pela inflação oficial. O gestor terá 20 dias para apresentar defesa e encaminhar toda a documentação relacionada às contratações. As produtoras responsáveis pelos shows também foram notificadas e poderão apresentar justificativas. O TCM ainda abriu a possibilidade de renegociação dos contratos, desde que sejam apresentados elementos técnicos que comprovem eventual valorização dos artistas no mercado. As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.
Gastos da Vice-Governadoria da Bahia aumentam 157% sob Geraldo Jr.
Gastos da Vice-Governadoria da Bahia aumentam 157% sob Geraldo Jr.
Levantamento aponta crescimento das despesas da Vice-Governadoria da Bahia desde 2023; militares, salários e contratos estão entre os principais custos do gabinete.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Vice-Governadoria da Bahia registrou um aumento expressivo de 157% nas despesas públicas desde o início da gestão de Geraldo Jr. (MDB), totalizando R$ 32,4 milhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026. Este valor contrasta drasticamente com os R$ 12,6 milhões gastos durante o segundo mandato do ex-vice-governador João Leão (PP), entre 2019 e 2022, superando a marca anterior mesmo antes do término do mandato atual. Ainda restam sete meses para o encerramento do ciclo administrativo, indicando a possibilidade de uma diferença ainda maior entre os períodos.
- Os dados detalham que somente nos primeiros cinco meses de 2026, a Vice-Governadoria desembolsou R$ 4,1 milhões, com as principais despesas incluindo pagamentos de salários, diárias de militares, passagens e contratos de locação de mão de obra. O maior volume de gastos foi observado em 2025, atingindo R$ 10,8 milhões, dos quais R$ 6,15 milhões foram destinados a custos ligados a militares. Em contraste, na administração anterior, de João Leão, os gastos anuais permaneceram consistentemente abaixo de R$ 4 milhões, evidenciando a acentuada elevação na atual gestão.
Foto: Reprodução
A Vice-Governadoria da Bahia registrou forte aumento nas despesas públicas desde o início da gestão de Geraldo Jr. (MDB). Dados oficiais apontam que o gabinete já consumiu R$ 32,4 milhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026, valor 157% superior ao registrado durante o segundo mandato de João Leão (PP), entre 2019 e 2022. No período em que ocupou o cargo, João Leão acumulou gastos de R$ 12,6 milhões em quatro anos. Já a atual gestão ultrapassou essa marca antes mesmo do fim do mandato. Ainda restam sete meses para o encerramento do ciclo administrativo, o que pode ampliar a diferença entre os dois períodos. Somente nos primeiros cinco meses deste ano, a Vice-Governadoria desembolsou R$ 4,1 milhões. Entre as principais despesas aparecem pagamentos de salários, diárias de militares, passagens e contratos de locação de mão de obra. O maior volume de gastos foi registrado em 2025, quando as despesas chegaram a R$ 10,8 milhões. Desse total, cerca de R$ 6,15 milhões foram destinados a custos ligados a militares, incluindo remunerações, auxílios e diárias. Em 2024, ano em que Geraldo Jr. disputou a Prefeitura de Salvador, o gabinete teve despesas de R$ 9 milhões. Já em 2023, primeiro ano da atual gestão, os gastos somaram R$ 8,4 milhões. Na administração anterior, os números permaneceram abaixo de R$ 4 milhões por ano. Em 2019, as despesas chegaram a R$ 3,05 milhões. Em 2020, houve redução para R$ 2,8 milhões. Os gastos voltaram a subir em 2021, com R$ 3,43 milhões, e fecharam 2022 em R$ 3,36 milhões.























