Por furar fila de vacina contra a Covid-19, Secretário de Saúde de Igaporã é multado em R$ 50 mil
Além de multa, Márcio ficará impedido de tomar a segunda dose do imunizante
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O Secretário de Saúde de Igaporã, Márcio Fagundes Fernandes, foi multado em R$ 50 mil por ter furado a fila de vacinação contra a Covid-19. O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação de improbidade administrativa em desfavor de Márcio, pois ele não se enquadra nos critérios de vacinação estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e, consequentemente, pelo Ministério da Saúde. Em sua defesa, Márcio argumentou que se vacinou porque tem frequentado ambientes de risco, por conta de atividades relacionadas à sua pasta. “Valendo-se da posição de Secretário Municipal de Saúde, inseriu-se, a si próprio, em subversão à ordem de prioridade posta nos planos nacional e estadual e à margem de critérios objetivos, como figura preferencial na campanha de vacinação e recebeu, de órgão local de saúde pública, dose do escasso lote de imunizante entregue pelo Governo Federal, em afronta à impessoalidade e à moralidade; que deve ser decretada a indisponibilidade sobre tantos bens quantos forem necessários para o ressarcimento integral do dano, para a perda do acréscimo patrimonial indevido; que diante dos indícios da prática de ato de improbidade pelo réu deve ser decretada a indisponibilidade de bens para garantir a satisfação do interesse público aqui tutelado, a decretação da indisponibilidade dos bens do requerido até o montante de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), equivalente a 10 (dez) vezes a remuneração do gestor”, diz assim um trecho da decisão assinada pela juíza Adriana Silveira Bastos. Além de multa, Márcio ficará impedido de tomar a segunda dose do imunizante.
Mesmo condenado por Associação Médica Brasileira, secretário de Saúde de Brumado defende ‘tratamento precoce’; ‘toma quem quiser’
Nesta semana, 5 pessoas morreram em Brumado por complicações da Covid-19
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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- Em alinhamento com o prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSD), o secretário municipal de Saúde do, Cláudio Feres, voltou a defender o ‘tratamento precoce’ contra a Covid-19, mesmo a Associação Médica Brasileira (AMB) condenando e pedindo o banimento de tal prática, que se mostrou ineficaz no tratamento da Covid-19, e consiste na administração de remédios como a hidroxicloroquina, ivermectina ou azitromicina. “É a minha opinião: não só defendo, como tomei. Passei para o meu pai e ele também tomou. Se precisar, tomo novamente. Fica a critério de cada um. O município de Brumado está disponibilizando a medicação, toma quem quiser. Se o médico prescrever e o paciente quiser tomar é uma opção dele”, declarou Cláudio ao site Achei Sudoeste. Feres baseia seu argumento em comunhão de pensamento com o médico infectologista Roberto Badaró, que aconselha o uso da ivermectina como forma de prevenção da doença. No entanto, o próprio Badaró foi infectado pelo coronavírus em janeiro deste ano. Brumado possui o pior quadro pandêmico da Região Sudoeste quando se levado em consideração o número de casos ativos. Ao todo, conforme boletim epidemiológico divulgado na noite da última quarta-feira (24), a cidade tem 638 casos ativos da doença, dos quais 54 estão hospitalizados e, na noite de ontem (24), três pessoas morreram por conta de complicações da Covid-19 em Brumado. Vale ressaltar ainda que, mesmo diante de cenário tão alarmante, a gestão municipal descarta endurecer as medidas sanitárias e também não integra um consórcio de prefeituras baianas para aquisição de vacinas.























