Brasil ameaça usar Lei da Reciprocidade contra tarifa de Trump
Brasil ameaça usar Lei da Reciprocidade contra tarifa de Trump
Governo reage à proposta dos EUA de impor sobretaxa a produtos brasileiros e classifica medida como protecionista e injusta
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo brasileiro afirmou nesta quarta-feira (3) que pode recorrer à Lei da Reciprocidade para responder à proposta dos EUA de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados do Brasil. A medida foi anunciada após uma investigação que apontou falhas de 59 países, incluindo o Brasil, no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
- O governo brasileiro rejeitou as conclusões da investigação e classificou a iniciativa como uma medida protecionista unilateral. Além disso, destacou que o país já possui legislação para barrar e confiscar mercadorias produzidas sob condições irregulares.
- A diplomacia brasileira segue em busca de uma solução negociada com Washington para evitar a aplicação das tarifas e proteger a economia, os empregos e a renda dos brasileiros.
Foto: Reprodução
O governo brasileiro afirmou nesta quarta-feira (3) que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade para responder à proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados do Brasil. A medida foi anunciada após uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que apontou falhas de 59 países, incluindo o Brasil, no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o governo manifestou “profunda discordância” em relação às conclusões do órgão norte-americano e classificou a iniciativa como uma medida protecionista unilateral. “O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro”, informou o comunicado. O governo também destacou que o país é reconhecido internacionalmente pelo combate ao trabalho escravo e forçado, citando avaliações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo a nota, a legislação brasileira já permite barrar e confiscar mercadorias produzidas sob condições irregulares. Apesar da reação firme, a diplomacia brasileira mantém a busca por uma solução negociada. Integrantes do Itamaraty defendem o diálogo com Washington para evitar a aplicação das tarifas e reduzir impactos sobre a economia, os empregos e a renda dos brasileiros. A Lei da Reciprocidade autoriza o Brasil a adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais consideradas injustificadas, permitindo responder a sanções ou restrições com ações semelhantes.
Brasil alcança maior índice de desenvolvimento humano
Brasil alcança maior índice de desenvolvimento humano
Relatório aponta avanço histórico do IDH brasileiro em 2024
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Brasil alcançou o patamar de muito alto desenvolvimento humano, de acordo com o Radar IDHM 2026. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) brasileiro subiu de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024, com avanços nas áreas de longevidade, educação e renda. No entanto, as desigualdades raciais ainda são significativas no país.
- O estudo aponta que as diferenças regionais persistem, com as unidades federativas do Norte, Nordeste, Sul e Sudeste apresentando resultados distintos em termos de desenvolvimento humano. A renda é um dos principais desafios do país, com o IDHM relacionado à renda tendo crescido menos do que os demais indicadores.
Foto: Divulgação
O Brasil atingiu pela primeira vez o patamar de muito alto desenvolvimento humano, segundo dados do relatório Radar IDHM 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O levantamento mostra que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) brasileiro saltou de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024, alcançando o maior nível da série histórica. O indicador avalia três dimensões principais: longevidade, educação e renda. O estudo utiliza dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e foi elaborado em parceria com a Fundação João Pinheiro. Segundo o relatório, houve avanço nas três áreas analisadas, com destaque para a educação, que apresentou o maior crescimento médio anual ao longo do período. Mesmo com a melhora dos indicadores, o estudo aponta que as desigualdades raciais continuam significativas no país. Entre a população branca, o índice passou de 0,804 para 0,851 entre 2012 e 2024. Já entre negros, o avanço foi de 0,694 para 0,774. Apesar da redução da diferença entre os grupos, o levantamento destaca que negros e mulheres ainda permanecem em faixa inferior de desenvolvimento humano quando comparados à média nacional. O relatório também analisou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado à Desigualdade, que considera diferenças internas de renda, educação e acesso a oportunidades. Nesse recorte, o Brasil saiu da classificação de baixo desenvolvimento humano em 2012 para médio desenvolvimento humano em 2024. O estudo aponta ainda que a renda segue como um dos principais desafios do país. O IDHM relacionado à renda apresentou crescimento menor que os demais indicadores e sofreu impacto direto da crise econômica iniciada em 2015 e da pandemia de Covid-19. Entre os estados brasileiros, todas as unidades federativas alcançaram patamar de alto ou muito alto desenvolvimento humano em 2024. Ainda assim, permanecem diferenças regionais importantes entre Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. O relatório destaca que a expectativa de vida, renda domiciliar e acesso ao ensino superior continuam apresentando diferenças expressivas entre os estados brasileiros, especialmente entre o Distrito Federal e unidades do Norte e Nordeste.
Ipea: inflação continua menor para famílias com renda mais baixa
Ipea: inflação continua menor para famílias com renda mais baixa
Principal impacto para esse grupo é de alimentos e bebidas
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A inflação oficial para famílias com renda mais baixa, em novembro deste ano, continuou sendo menor do que para aquelas com renda mais alta, como ocorreu nos cinco meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Ipea, em novembro a inflação para famílias com renda muito baixa, baixa e média-baixa passou de 0,13% em outubro para 0,20% em novembro. Entre as pessoas com renda média, a inflação passou de 0,22% para 0,23%. Entre aquelas com renda média-alta, a inflação manteve-se em 0,23%. Por fim, entre as pessoas com renda alta, a alta de preços passou de 0,55% para 0,58%. Segundo o Ipea, o principal impacto inflacionário para as classes de renda mais baixas, em novembro, veio do grupo “alimentos e bebidas”, com altas de produtos como o arroz (3,7%), feijão-preto (4,2%), batata (8,8%), cebola (26,6%), carnes (1,4%) e aves e ovos (0,53%). Os gastos com habitação também pressionaram o orçamento das famílias com renda mais baixa, principalmente devido ao aumento de 1,1% nas tarifas de energia elétrica. Para as famílias de renda mais alta, o maior impacto da inflação no mês veio da alta de 19,1% nos preços das passagens aéreas e de 0,76% nos planos de saúde. No acumulado de 12 meses, a inflação cresce de acordo com a faixa de renda: muito baixa (3,38%), baixa (3,85%), média baixa (4,40%), média (4,93%), média-alta (5,24%) e alta (6,09%). A inflação oficial é medida mensalmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Ipea usa os dados do IBGE para fazer a divisão da inflação por faixa de renda.
Completar o tanque com gasolina no Nordeste compromete 11% da renda familiar, diz Fipe
Os três estados com maiores percentuais são o Maranhão (12,1%), Alagoas (11,9%) e Bahia (11,4%)
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
- Na região Nordeste, completar o tanque do automóvel com gasolina comprometeu o equivalente a 11% da renda familiar no terceiro trimestre deste ano. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (13). O dado revela que no Nordeste o percentual é elevado em relação à média das outras regiões, onde o consumo é de 6,6% do orçamento familiar. Os estados com menores valores são o Distrito Federal (3,5%), São Paulo (4,9%) e Santa Catarina (5,4%). Os números demonstram o poder de compra de combustíveis, calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Os três estados com maiores percentuais são o Maranhão (12,1%), Alagoas (11,9%) e Bahia (11,4%). "Nosso indicador reflete as desigualdades socioeconômicas existentes entre as regiões brasileiras, tanto no que se refere aos preços cobrados nos postos quanto com respeito à renda domiciliar mensal", disse Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe.























