Combustíveis têm queda de até 4,6% na Refinaria de Mataripe, na Bahia
Queda chega a 4,6% nas refinarias; valor final ao consumidor depende de distribuidoras e postos
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Acelen anunciou a redução nos preços dos combustíveis vendidos às distribuidoras na Refinaria de Mataripe. O reajuste passou a valer na quinta-feira (16). Segundo a empresa, o diesel S10 teve queda de 3,5%, passando de R$ 6,144 para R$ 5,926. O diesel S500 recuou 3,7%, de R$ 5,927 para R$ 5,709.A gasolina apresentou redução de 4,6%, com o valor saindo de R$ 4,089 para R$ 3,903. Apesar da diminuição nas refinarias, o impacto para o consumidor final não é imediato. O repasse depende das distribuidoras e dos postos, que consideram custos operacionais e estratégias comerciais antes de ajustar os preços nas bombas.A Acelen informou que a política de preços segue critérios de mercado, com base na variação do petróleo no cenário internacional, na taxa de câmbio e nos custos logísticos, como transporte e frete.
Refinadores privados defendem atualização diária de preços para aderir a subsídio
Entidade que representa refinadores privados afirma que pacote do governo é positivo, mas pode gerar distorções tributárias e desestimular adesão do setor.
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Foto: Reprodução
O presidente da Refina Brasil – Associação Brasileira dos Refinadores Privados, Evaristo Pinheiro, afirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal para o setor de combustíveis são positivas, mas precisam de ajustes para evitar distorções no mercado.Em entrevista, Pinheiro disse que a subvenção prevista para refinarias privadas só deve atrair adesão se o preço de referência do diesel for atualizado diariamente, seguindo a política de paridade internacional.Segundo ele, sem essa atualização os agentes privados podem ser obrigados a vender combustível com prejuízo, já que o valor do barril de petróleo oscila diariamente no mercado global.“Sem um preço de referência atualizado diariamente, o risco é o refinador vender abaixo do custo, o que inviabiliza a adesão ao programa”, afirmou.O dirigente também criticou pontos do Decreto nº 12.875, que, segundo ele, pode provocar acúmulo de créditos de PIS e Cofins para refinarias que não são verticalizadas — ou seja, que não controlam todas as etapas da cadeia do petróleo.De acordo com Pinheiro, o problema poderia ser evitado caso o governo reduzisse, na mesma proporção, os tributos incidentes sobre o petróleo bruto. Sem esse ajuste, afirmou, as empresas tendem a acumular créditos tributários sem conseguir repassar redução de preços ao mercado.Outro ponto levantado pela entidade é a cobrança de imposto sobre a exportação de diesel. Para Pinheiro, a medida precisa especificar claramente qual tipo de combustível será atingido.Isso porque o Brasil tem superávit na produção de bunker oil, combustível marítimo que utiliza nomenclatura semelhante à do diesel em algumas classificações comerciais.Segundo o presidente da Refina Brasil, refinarias — tanto privadas quanto a Petrobras — vendem esse produto no mercado interno com operação equiparada à exportação. Caso o imposto incida sobre esse combustível, pode haver dificuldade para comercialização.A entidade defende que a regulamentação siga o mesmo critério adotado na medida provisória que trata do diesel rodoviário, diferenciando os tipos de produto para evitar impactos inesperados no mercado.
Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir desta terça-feira
Valor médio de venda para distribuidoras passa a ser de R$ 2,71 por litro; redução é a segunda no ano
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) que vai reduzir em 4,9% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo valor começa a valer a partir desta terça-feira (21). Com a mudança, o preço médio de venda da estatal para as distribuidoras cairá R$ 0,14 por litro, passando de R$ 2,85 para R$ 2,71. A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e recebe a mistura de etanol antes de chegar aos postos. Esta é a segunda redução em 2025. Em junho, a Petrobras já havia diminuído o preço em 5,6%. No acumulado do ano, a queda soma 10,3%, o equivalente a R$ 0,31 por litro. Desde dezembro de 2022, a redução chega a 22,4%, já considerando a inflação do período. Segundo a empresa, a medida deve contribuir para aliviar a inflação, já que a gasolina é o combustível com maior peso no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Petrobras destacou ainda que o preço final ao consumidor depende de outros fatores, como frete, impostos, mistura com etanol e a margem de lucro dos postos. O valor do diesel não sofrerá alteração nesta semana. Desde março, o combustível acumula queda de 35,9% em relação ao fim de 2022.
Landulpho Alves: Petrobras afirma que pretende alcançar reestatização da refinaria na Bahia
O tema foi discutido durante encontro da FUP, Sindipetro e Petrobras na última terça-feira (20)
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- De acordo com um documento enviado pela Petrobras à Federação única dos Petroleiros (FUP), a estatal afirma que pretende retomar o controle da refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia. A Petrobras ainda alega que a reestatização está em fase de discussão interna e “uma vez tomada qualquer decisão de negócio sobre esta questão, os representantes dos empregados serão comunicados e participarão das discussões que tenham reflexo no dia a dia dos trabalhadores, respeitando os compromissos firmados sobre as premissas para retorno dos empregados transferidos”. A origem da decisão foi uma reunião na terça-feira (20), com representantes da FUP, Sindipetro Bahia e da Petrobras, realizada para discutir os rumos da reestatização da Rlam. Demais temas também foram analisados no encontro, como o retorno dos petroleiros que foram transferidos para outras unidades da Petrobras, após a privatização da refinaria Landulpho Alves, e também a atual situação dos trabalhadores do Centro Administrativo da Refinaria de Mataripe.
CGU aponta que Refinaria de Mataripe foi vendida a preço abaixo do mercado
A informação consta em um relatório divulgado pelo órgão, nesta quinta-feira (4)
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- Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que a venda da Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), foi vendida pela Petrobras a preço abaixo do mercado. A informação foi divulgada pelo órgão através de um relatório, publicado nesta quinta-feira (4). A venda da refinaria baiana ao fundo arábe Mubadala Capital foi feita por US$ 1,8 bilhão, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021. A precificação da venda foi realizada pela Petrobras levando em consideração os meses de março e abril de 2020, em que o mercado estava prejudicado devido a pandemia da Covid-19. Para a CGU, a precificação da refinaria utilizou "premissas excessivamente pessimistas". O órgão também questionou o motivo pelo qual a estatal continuou com o processo de venda da empresa, já que havia solicitado um prazo maior para vender outras seis refinarias. "Traz-se à luz, de forma precisa, a possível incoerência na paralisação ou suspensão dispensada a alguns desinvestimentos e na continuidade dada a outros, dentro do mesmo contexto", diz um trecho do relatório.
Procon-BA notifica Refinaria de Mataripe e monitora conduta em relação à nova política de preços da Petrobras
Objetivo é fiscalizar conduta da empresa acerca das reduções substanciais dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha.
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA) notificou a empresa Acelen, responsável pela administração da Refinaria de Mataripe, na quarta-feira (17). O órgão quer que a empresa explique o alinhamento com a nova política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. As informações são do G1-BA. O Procon quer saber objetivamente se a refinaria vai acompanhar os valores praticados pela Petrobras, após o anúncio da mudança na política de preços da estatal, principalmente, com relação à redução dos custos de comercialização da gasolina, diesel e gás de cozinha, e quais as justificativas para o comportamento seguido pela empresa. De acordo com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento (SJDH), a Acelen deverá apresentar as informações, as justificativas e os documentos comprobatórios no prazo de cinco dias, a serem contados a partir da notificação. As informações e os documentos apresentados serão analisados pelo Procon-BA. A Acelen pode responder a processo administrativo, caso seja identificada infração das normas consumeristas e, ser penalizada com multas. O Procon-BA informou que a notificação é o cumprimento do dever de fiscalizar o mercado de consumo no estado quanto à conduta da Acelen, conforme determinação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), instância do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A medida foca as reduções substanciais dos preços dos combustíveis e gás de cozinha estipulados pela Petrobras. Vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, o Procon-Ba é o órgão fiscalizador das relações de consumo da Bahia. O que diz a Acelen - Em nota, a Acelen informou que, nos últimos meses, reduziu, semanalmente, os preços dos combustíveis produzidos na Refinaria de Mataripe, seguindo mercados de referência. No diesel, foram 10 reduções consecutivas, acumulando queda de 31% desde o início do ano. Já a gasolina acumula queda de 16% no mesmo período. Em relação ao GLP, que tem preço atualizado mensalmente, a redução, conforme a Acelen, foi de cerca de 10%, de março para maio. Novo reajuste será anunciado no início de junho. A empresa informou que os reajustes para baixo refletem a política de preços da empresa, que segue critérios técnicos, levando em consideração variáveis como custo do petróleo, dólar e frete, em consonância com as práticas internacionais de mercado. Afirmou ainda que possui uma política de preços transparente, a partir de uma fórmula objetiva, homologada pela agência reguladora, que assegura previsibilidade e preços justos, visando um mercado mais competitivo no país. Entenda - A Petrobras anunciou na terça-feira (16), a nova estratégia comercial para definição de preços de diesel, gasolina e gás. A iniciativa foi aprovada pela diretoria executiva da companhia na segunda (15) e está em vigor desde quarta (17). A nova estratégia promete por um ponto final no Preço de Paridade Internacional (PPI) para proteger a empresa dos riscos operacionais do setor, entre outros fatores. Desde 2016, o PPI estava atrelado aos preços médios dos combustíveis que a Petrobras vende às distribuidoras às variações dos produtos no mercado internacional. Segundo a petrolífera estatal, a nova política de preços terá efeitos práticos que serão sentidos nos próximos dias. Já a partir de quarta (17), o botijão de gás de 13 quilos da Petrobras chega às distribuidoras do país em média 21,3% mais barato. A expectativa, segundo o presidente da companhia, Jean Paul Prates, é que, com isso, o valor médio do botijão caia abaixo de R$ 100 para o consumidor final. Já o diesel e a gasolina chegarão às distribuidoras com uma redução média de R$ 0,44 e R$ 0,40, respectivamente.
Acelen diz que se manterá independente em relação à nova política de preços da Petrobras
A empresa reafirmou sua definição de preços a partir de uma fórmula objetiva, homologada pela agência reguladora
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Foto: Sindipetro
- A Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, informou, nesta terça-feira (16), que não vai seguir a política de preços da Petrobras, aprovada na última segunda (15). Reafirmando sua autonomia, a empresa disse que “possui uma política de preços independente e transparente, a partir de uma fórmula objetiva, homologada pela agência reguladora” - a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil. A Acelen informou ainda que os custos do petróleo, do dólar e do frete, em consonância com as práticas internacionais de mercado, se manterão como critérios seguidos pela empresa em sua política de preços. “Reforçando essa política independente, a Acelen vem reduzindo os preços há cerca de dois meses já”, afirmou, em nota. As informações são do site Metro 1. Decisão da Petrobras - A decisão da estatal implica no fim da paridade de preços do petróleo e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel, com o dólar e o mercado internacional. Pela regra em vigor desde 2016, com o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), o governo não podia intervir nos preços da estatal para diminui-los. No cálculo anterior, chamado de Preço de Paridade de Importação (PPI), a Petrobras considerava o valor do petróleo no mercado global e custos logísticos como o fretamento de navios, as taxas portuárias e o uso dos dutos internos para transporte.
Bahia tem previsão de ganhar nova refinaria até dezembro de 2023
A Refinarias Brasil será localizada na Via Periférica I, Cia Sul, no município de Simões Filho
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- A Bahia deve receber, até o final de 2023, uma nova destilaria de petróleo, nomeada como Refinarias Brasil. Ela será localizada na Via Periférica I, Cia Sul, no município de Simões Filho. A expectativa é que a nova refinaria se torne concorrente da empresa Acelen, atualmente responsável por administrar a Refinaria de Mataripe, assim como a petrolífera Brasil Refino. “A Brasil Refinarias LTDA vem, por meio desta, comunicar o início de sua operação, prevista para dezembro do ano vigente”, anunciou a empresa, em comunicado emitido à imprensa.
Após privatização de refinaria, Bahia tem combustível mais caro que Petrobras
Mataripe promoveu três reajustes no preço de gasolina e diesel apenas em janeiro deste ano
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- Após três reajustes no preço dos combustíveis no último mês, a refinaria de Mataripe, na cidade de São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador, consagrou a Bahia como um dos estados que vende a gasolina e o diesel a preços superiores do que os estipulados pela Petrobras. De acordo com uma reportagem deste domingo na Folha de S. Paulo, este aumento reforça a percepção de que a estatal vem segurando os repasses da alta no mercado internacional. A refinaria de Mataripe está sob domínio privado desde o dia 1º de dezembro do ano passado. A Acelen, empresa do Mubadala Capital que assumiu a gestão da empresa, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), determinou o último acréscimo do preço de combustíveis, no dia 22 de janeiro, em 2,25% na gasolina e 1,44% no diesel. Antes, outros reajustes haviam sido feitos nos dias 1º e 15 do mesmo mês. Neste período, a Petrobras promoveu apenas um reajuste. À Folha, a Acelen disse que a gasolina e diesel são commodities internacionais cujos preços variam conforme as cotações do petróleo e a variação do dólar e que tem critérios "claros e transparentes" de reajustes. De acordo com o Observatório Social da Petrobras, a gasolina de Mataripe custa hoje R$ 3,32 por litro, R$ 0,14 a mais do que a média cobrada pela estatal. O diesel-S10 é vendido pela empresa a R$ 3,676 por litro, R$ 0,06 acima do praticado pela estatal.























