Livramento: Jornalista Raimundo Marinho detona gestão Ricardinho: “O trabalho não para virou uma mentira”
Para Raimundo, a sede do município se transformou em um verdadeiro caos urbano dado o abandono da gestão municipal
Por: Tiago Rego | Jornalista
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- Em podcast divulgado na sexta-feira (08), pela Rádio 88 FM, o jornalista livramentense Raimundo Marinho não poupou críticas negativas à gestão do prefeito de Livramento, Ricardo Ribeiro (REDE), o Ricardinho. Segundo Raimundo, a Prefeitura Municipal concentrou parte considerável de seu esforço na limpeza de lagoas na zona rural, enquanto a sede do município está completamente abandonada. “Nunca se imaginava que houvesse tanta lagoa importante assim no município. Foram mobilizadas máquinas pesadas para isso, cujo os donos das máquinas, seus custos para a prefeitura não são divulgados. Mas em contrapartida a isso, na sede do município, há sinais evidentes de abandono”, criticou o jornalista. Para Marinho, Livramento vive um verdadeiro caos urbano, com recapeamento asfáltico inacabado e desorganização total no trânsito, o que inclui ausência de faixas de pedestres. “Em Livramento, um outro detalhe, desse quadro de abandono da cidade, pelo menos é o que boa parte da população está se queixando, de obras inacabadas, principalmente, de obras inacabadas ou de obras nem iniciadas, e o famoso bordão “o trabalho não para” virou uma mentira. É o momento também de se perguntar: cadê os deputados daqui? Marquinho Viana, José Rocha, Zé Raimundo, Waldenor, João Bacelar, que são bajulados por prefeito e por vereadores de Livramento, que na hora de resolver os problemas básicos, a gente não ouve falar deles”, questionou Marinho. Além de um quadro de opinião no Jornal da 88 FM, Raimundo Marinho é editor do site Mandacaru da Serra.
Fala do Jornalista livramentense Raimundo Marinho, em rádio da cidade, é apontada como homofóbica
Hoje, minorias pervertidas dizem que ninguém nasce mulher ou homem. Um absurdo! Que escolhe depois, querem inverter, assim, a fatalidade biológica. Muito pior, querem mudar a lei de deus
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Mandacaru da Serra
- O jornalista de Raimundo Marinho, 70 anos, da cidade de Livramento de Nossa Senhora, redator e dono do site Mandacaru da Serra, detém um espaço em uma rádio local, em que tece comentários sobre fatos que envolvem Livramento e região, em que obteve notável destaque à época das eleições municipais, por suas análises sobre a disputa eleitoral de Livramento. A participação de Raimundo Marinho se dá por meio de um radiojornal que vai ao ar na emissora, de segunda a sexta, com início às 12h. E na última segunda-feira (08), Dia Internacional da Mulher, Marinho encerrou sua participação fazendo um comentário sobre a data. No entanto, o jornalista afirmou em sua fala, que “minorias”, nas quais ele denominou de "pervertidas", tentam contrariar um certo determinismo biológico. “Hoje é 08 de março, Dia Internacional da Mulher. O mundo mudou. Muito. Desde a instituição desta data no início dos anos 1.900, em homenagem às operárias que morreram queimadas, em uma fábrica em Nova Iorque. Hoje, minorias pervertidas dizem que ninguém nasce mulher ou homem. Um absurdo! Que escolhe depois, querem inverter, assim, a fatalidade biológica. Muito pior, querem mudar a lei de deus. Mas só se for nos laboratórios das catacumbas mentais onde estes pervertidos parecem viver. Mas esqueçamos a bufa destes mal amados e vamos festejar o dia delas: as mulheres. Sublimes criaturas de deus. Mãe, companheira, filha, neta, irmã e amiga. Todas cheias de encantos e da divindade. Parabéns, a todas”, comentou. Na opinião da professora Dulce Aquino, que mora em Salvador, e é doutora em semiótica, disciplina que é ensinada nos cursos de jornalismo, Dulce classifica a fala do jornalista como lamentável e como um caso de homofobia muito sério. “É uma fala terrível, anti LGBTQI+. Realmente contra a comunidade LBTQI+, uma homofobia muito séria. Quando ele começa a falar do Dia Internacional da Mulher, ele tem um discurso realmente homofóbico. É lamentável que nos dias de hoje, se diga, se interfira na alteridade no outro, nos desejos, nas vontades, nas liberdades do outro de ser o que se quer ser e o gostar de amar o que ser amar. Por isso, não há razão para este tipo de preconceito e essa reação”, rechaçou Dulce. Os comentários do jornalista são postados em uma rede social da rádio, em formato de podcast. No episódio específico, muitos seguidores da emissora se mostraram contrários as falas de Marinho. “Nós mulheres trans temos amor no coração e sabemos transmitir isso por onde passamos. Ele não sabe o quanto de credibilidade ele perdeu dizendo essas coisas tão sem noção”, escreveu uma seguidora. “A cada uma hora mais de uma mulher trans e mulher CIS é assassinada ou se suicida no Brasil. Justamente por estarmos em uma sociedade homofóbica, misógina, transfóbica e repleta de pessoas como você. Uma pessoa que trabalha para levar a informação a outras pessoas como você, que pela conversa deixa nítido o quanto é preconceituoso, precisa entender que liberdade de expressão é bem diferente de expor opiniões repleta de ofensas e críticas ofendendo de maneira direta a comunidade trans, que a cada dia luta por respeito e por ter o seu espaço sem ser marginalizadas pela sociedades. Peço que reveja o seus conceitos, que estude sobre o assunto antes de vir dizer que minorias pervertidas dizem que não se nasce mulher. Ninguém está com intuito de inverter nenhum conceito biológico”, escreveu outra. Em contato com a rádio em que Raimundo Marinho apresenta seu quadro opinativo, o jornalista redigiu uma nota em que afirma que não quis polemizar sobre o assunto e disse que não tem preconceito de nenhuma natureza. “O jornalista Raimundo Marinho diz não querer polemizar sobre o assunto, mas afirma que apenas criticou o conceito de uma minoria, segundo o qual “ninguém nasce homem ou mulher, escolhe depois”, por entender contrário ao que prevê a biologia e a própria tradição humana. E que se referiu, especificamente e tão somente, a essa minoria, discordando de qualquer generalização para qualquer outro contexto e ou situações relacionados a gênero. Pede escusas por eventual mal entendido e assegura que não pretendeu ofender e nem ir de encontro às opções pessoais de ninguém. Acrescenta não ter preconceito de nenhuma natureza, muito menos no tocante ao tema. Defende que as pessoas devem fazer suas escolhas, livremente, dentro do que entender correto, nos limites da instância individual de decisão e conforme permitem os costumes e a lei do grupamento humano a que pertence”, informou a emissora.























