Manifestantes ocupam Câmara e cobram investigação em Conquista
Manifestantes ocupam Câmara e cobram investigação em Conquista
Grupo levou faixa com referência à prática ilegal e pediu rapidez nas apurações contra o vereador Dinho dos Campinhos, denunciado por um ex-assessor.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Manifestantes ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Vitória da Conquista nesta quarta-feira (13) para exigir celeridade nas investigações de uma suposta "rachadinha" envolvendo o vereador Gilvan Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos (Republicanos). O grupo, com faixas e cartazes, protestou contra o alegado esquema de devolução de salários de assessores parlamentares, um caso que ganhou grande repercussão após denúncia ao Ministério Público da Bahia.
- A denúncia, feita por um ex-assessor, detalha que o vereador exigia a devolução de parte dos vencimentos via transferências bancárias e Pix, com valores que podem chegar a R$ 60 mil. Documentos anexados à representação incluem extratos e áudios que comprovariam o esquema. Como consequência, Dinho dos Campinhos perdeu o cargo na Mesa Diretora da Câmara e pode enfrentar um processo de cassação de mandato.
Foto: Reprodução
Manifestantes ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, nesta quarta-feira (13), durante sessão legislativa, para cobrar celeridade nas investigações sobre uma suposta prática de “rachadinha” envolvendo o vereador Gilvan Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos (Republicanos). Com faixas e cartazes, o grupo protestou contra o suposto esquema de devolução de salários de assessores parlamentares ao vereador. Uma das faixas exibidas no plenário trazia a imagem de um rato carregando uma mala de dinheiro, em referência à denúncia que ganhou repercussão nos últimos dias no município. O caso veio à tona após um ex-assessor encaminhar denúncia ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e à Corregedoria da Câmara. Segundo o relato, o vereador exigia a devolução de parte dos vencimentos pagos ao servidor durante o período em que ele atuou no gabinete parlamentar. De acordo com a denúncia, os repasses eram feitos por transferências bancárias e Pix. Em um dos áudios atribuídos ao vereador, o suposto acordo previa que o assessor permanecesse com cerca de R$ 700 do salário e transferisse o restante. Documentos anexados à representação incluem extratos bancários e comprovantes de movimentações financeiras que apontariam devoluções frequentes, algumas superiores a R$ 3,5 mil. Conforme o material apresentado, em determinados momentos a conta do ex-assessor chegou a ficar negativa após as transferências. A estimativa é de que os valores devolvidos ao longo do período investigado variem entre R$ 45 mil e R$ 60 mil. Após a repercussão do caso, Dinho dos Campinhos perdeu o cargo na Mesa Diretora da Câmara e poderá responder a um processo de cassação do mandato. Até o momento, a defesa do vereador não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações.
Janones é investigado desde 2021 sobre suposto esquema de "rachadinha"
Janones é investigado desde 2021 sobre suposto esquema de "rachadinha"
Parlamentar é acusado de ter cobrado parte do salário dos assessores do seu gabinete em 2019
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Câmara dos Deputados
- O deputado federal André Janones (Avante) é investigado pela Polícia Federal desde 2021 sobre um suposto esquema de “rachadinha" em seu gabinete no período em que assumiu seu primeiro mandato em 2019, segundo nformações do jornal O Globo. Em um áudio captado durante uma reunião no período e revelado pelo Metropoles nesta segunda-feira (27), é possível ouvir o parlamentar solicitando que seus assessores dessem uma parte de seus salários para ele. “Eu perdi uma casa de R$ 380 mil, um carro, uma poupança de R$ 200 mil e uma previdência [privada] de R$ 70 mil. Eu acho justo que essas pessoas também participem comigo da reconstrução disso”, afirmou. A Procuradoria-Geral da República informou na terça-feira (28) novas representações contra o parlamentar foram encaminhadas à PGR e serão analisadas pela Assessoria Criminal. Nas redes sociais, André Janones negou todas as acusações.
Ex-assessor de Janones acusa deputado de incentivar rachadinhas em gabinete
Ex-assessor de Janones acusa deputado de incentivar rachadinhas em gabinete
Cefas Luiz trabalhou como assessor de André Janones por cinco anos, desde 2017 até 2022
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Câmara dos Deputados
- O ex-assessor do deputado federal André Janones (Avante), Cefas Luiz, afirmou que a prática de rachadinha era algo comum entre os funcionários do gabinete do parlamentar em Brasília. A afirmação foi feita à CNN Brasil nesta segunda-feira (27). Cefas Luiz ainda declarou que a responsável por manejar o dinheiro coletado pelos funcionários era a atual prefeita da cidade de Ituiutaba, em Minas Gerais, que também trabalhou como assessora de André Janones. “Leandra Guedes era namorada e assessora dele na época e ela era responsável por pegar o dinheiro de rachadinha dos funcionários. Nada era pago em banco. Era em dinheiro vivo”, disse o ex-assessor, que trabalhou ao lado de Janones por cinco anos, entre 2017 a 2022. Além disso, Cefas Luiz encaminhou à CNN Brasil um áudio com um suposto discurso do deputado em 2019, onde ele fala sobre rachadinha e pede a colaboração dos funcionários. “Tem algumas pessoas aqui que eu ainda vou conversar em particular depois que vão receber um pouco de salário a mais. E elas vão me ajudar a pagar as contas do que ficou da minha campanha de prefeito. Elas vão ganhar mais, só isso. Ah! Isso é devolver salário e você tá chamando de outro nome. Não é”, diz um trecho do áudio. “Eu perdi uma casa de 380 mil, um carro, uma poupança de 200 mil e uma previdência de 70 [mil]. Eu acho justo que essas pessoas também hoje participem comigo da reconstrução disso. Então não considero isso uma corrupção, porque isso é… algo que pode até… Não é segredo, não tem problema ninguém saber. A pessoa que é amigo, eu entendo que na hora que eu conversar vai se dispor a me ajudar”, concluiu. Diante da acusação, Janones afirmou que nunca praticou rachadinha e disse que a gravação compartilhada pelo ex-assessor é “clandestina e mentirosa”. Já a prefeita Leandra Guedes afirmou que “não tem conhecimento do conteúdo divulgado nesta segunda-feira (27) e jamais presenciou ou participou de qualquer conduta ilegal”.
Gravações apontam participação direta de Bolsonaro em 'rachadinhas', diz site
Gravações apontam participação direta de Bolsonaro em 'rachadinhas', diz site
Prática ilegal ocorre quando assessores entregam parte de seus salários a parlamentares
Por: Alexandre Santos
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | Sérgio Lima
- Gravações inéditas reveladas pelo portal UOL indicam que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participava diretamente do suposto esquema de rachadinha à época em que ele exerceu seguidos mandatos de deputado federal (entre os anos de 1991 e 2018). A prática ilegal, por meio da qual assessores entregam parte de seus salários, configura crime de peculato (mau uso de dinheiro público).Em três reportagens publicadas nesta segunda-feira (5) na coluna da jornalista Juliana Dal Piva, o UOL mostra gravações que revelam o que era dito no círculo íntimo e familiar do presidente. A primeira reportagem mostra que familiar que não quis devolver valor combinado do salário foi retirado do esquema. A fisiculturista Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente, afirma que Bolsonaro demitiu irmão dela porque ele se recusou a devolver a maior parte do salário de como assessor. "O André deu muito problema porque ele nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6.000, ele devolvia R$ 2.000, R$ 3.000. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: 'Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo'", narra Andrea. A segunda reportagem revela que, dentro da família Queiroz, Jair Bolsonaro é o verdadeiro "01." Em troca de mensagens de áudio, a mulher e a filha de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar e Nathália Queiroz, chamam Jair Bolsonaro de "01". Márcia afirma que o presidente "não vai deixar" Queiroz voltar a atuar como antes. Já a terceira reportagem descreve como recolher salários não era uma tarefa exclusiva de Fabrício Queiroz. Ex-cunhada do presidente diz que um coronel da reserva do Exército, ex-colega do presidente na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), atuou no recolhimento de salários da ex-cunhada de Jair Bolsonaro, no período em que ela constava como assessora do antigo gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Advogado nega ilegalidade - Ao ser informado sobre as gravações de Andrea Siqueira Valle, o advogado Frederick Wassef, que representa o presidente, negou ilegalidades e disse que existe uma antecipação da campanha de 2022. Wassef afirmou que os fatos narrados por Andrea "são narrativas de fatos inverídicos, inexistentes, jamais existiu qualquer esquema de rachadinha no gabinete do deputado Jair Bolsonaro ou de qualquer de seus filhos".























