Janones é investigado desde 2021 sobre suposto esquema de "rachadinha"
Parlamentar é acusado de ter cobrado parte do salário dos assessores do seu gabinete em 2019
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Foto: Câmara dos Deputados
- O deputado federal André Janones (Avante) é investigado pela Polícia Federal desde 2021 sobre um suposto esquema de “rachadinha" em seu gabinete no período em que assumiu seu primeiro mandato em 2019, segundo nformações do jornal O Globo. Em um áudio captado durante uma reunião no período e revelado pelo Metropoles nesta segunda-feira (27), é possível ouvir o parlamentar solicitando que seus assessores dessem uma parte de seus salários para ele. “Eu perdi uma casa de R$ 380 mil, um carro, uma poupança de R$ 200 mil e uma previdência [privada] de R$ 70 mil. Eu acho justo que essas pessoas também participem comigo da reconstrução disso”, afirmou. A Procuradoria-Geral da República informou na terça-feira (28) novas representações contra o parlamentar foram encaminhadas à PGR e serão analisadas pela Assessoria Criminal. Nas redes sociais, André Janones negou todas as acusações.
Ex-assessor de Janones acusa deputado de incentivar rachadinhas em gabinete
Cefas Luiz trabalhou como assessor de André Janones por cinco anos, desde 2017 até 2022
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Foto: Câmara dos Deputados
- O ex-assessor do deputado federal André Janones (Avante), Cefas Luiz, afirmou que a prática de rachadinha era algo comum entre os funcionários do gabinete do parlamentar em Brasília. A afirmação foi feita à CNN Brasil nesta segunda-feira (27). Cefas Luiz ainda declarou que a responsável por manejar o dinheiro coletado pelos funcionários era a atual prefeita da cidade de Ituiutaba, em Minas Gerais, que também trabalhou como assessora de André Janones. “Leandra Guedes era namorada e assessora dele na época e ela era responsável por pegar o dinheiro de rachadinha dos funcionários. Nada era pago em banco. Era em dinheiro vivo”, disse o ex-assessor, que trabalhou ao lado de Janones por cinco anos, entre 2017 a 2022. Além disso, Cefas Luiz encaminhou à CNN Brasil um áudio com um suposto discurso do deputado em 2019, onde ele fala sobre rachadinha e pede a colaboração dos funcionários. “Tem algumas pessoas aqui que eu ainda vou conversar em particular depois que vão receber um pouco de salário a mais. E elas vão me ajudar a pagar as contas do que ficou da minha campanha de prefeito. Elas vão ganhar mais, só isso. Ah! Isso é devolver salário e você tá chamando de outro nome. Não é”, diz um trecho do áudio. “Eu perdi uma casa de 380 mil, um carro, uma poupança de 200 mil e uma previdência de 70 [mil]. Eu acho justo que essas pessoas também hoje participem comigo da reconstrução disso. Então não considero isso uma corrupção, porque isso é… algo que pode até… Não é segredo, não tem problema ninguém saber. A pessoa que é amigo, eu entendo que na hora que eu conversar vai se dispor a me ajudar”, concluiu. Diante da acusação, Janones afirmou que nunca praticou rachadinha e disse que a gravação compartilhada pelo ex-assessor é “clandestina e mentirosa”. Já a prefeita Leandra Guedes afirmou que “não tem conhecimento do conteúdo divulgado nesta segunda-feira (27) e jamais presenciou ou participou de qualquer conduta ilegal”.
Gravações apontam participação direta de Bolsonaro em 'rachadinhas', diz site
Prática ilegal ocorre quando assessores entregam parte de seus salários a parlamentares
Por: Alexandre Santos
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Foto: Reprodução | Sérgio Lima
- Gravações inéditas reveladas pelo portal UOL indicam que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participava diretamente do suposto esquema de rachadinha à época em que ele exerceu seguidos mandatos de deputado federal (entre os anos de 1991 e 2018). A prática ilegal, por meio da qual assessores entregam parte de seus salários, configura crime de peculato (mau uso de dinheiro público).Em três reportagens publicadas nesta segunda-feira (5) na coluna da jornalista Juliana Dal Piva, o UOL mostra gravações que revelam o que era dito no círculo íntimo e familiar do presidente. A primeira reportagem mostra que familiar que não quis devolver valor combinado do salário foi retirado do esquema. A fisiculturista Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente, afirma que Bolsonaro demitiu irmão dela porque ele se recusou a devolver a maior parte do salário de como assessor. "O André deu muito problema porque ele nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6.000, ele devolvia R$ 2.000, R$ 3.000. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: 'Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo'", narra Andrea. A segunda reportagem revela que, dentro da família Queiroz, Jair Bolsonaro é o verdadeiro "01." Em troca de mensagens de áudio, a mulher e a filha de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar e Nathália Queiroz, chamam Jair Bolsonaro de "01". Márcia afirma que o presidente "não vai deixar" Queiroz voltar a atuar como antes. Já a terceira reportagem descreve como recolher salários não era uma tarefa exclusiva de Fabrício Queiroz. Ex-cunhada do presidente diz que um coronel da reserva do Exército, ex-colega do presidente na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), atuou no recolhimento de salários da ex-cunhada de Jair Bolsonaro, no período em que ela constava como assessora do antigo gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Advogado nega ilegalidade - Ao ser informado sobre as gravações de Andrea Siqueira Valle, o advogado Frederick Wassef, que representa o presidente, negou ilegalidades e disse que existe uma antecipação da campanha de 2022. Wassef afirmou que os fatos narrados por Andrea "são narrativas de fatos inverídicos, inexistentes, jamais existiu qualquer esquema de rachadinha no gabinete do deputado Jair Bolsonaro ou de qualquer de seus filhos".























