Homem é preso ao tentar aplicar golpe de R$ 260 mil contra a Prefeitura de Vitória da Conquista
Suspeito usava documentos falsificados para pedir prescrição de débitos de IPTU; Polícia Civil flagrou ação dentro da própria prefeitura
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Um homem de 63 anos foi preso em flagrante nesta segunda‑feira (6) após tentar aplicar um golpe de R$ 260 mil contra a Prefeitura de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, utilizando documentos falsificados para solicitar a prescrição de débitos de IPTU de imóveis municipais. As equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/DEIC) identificaram o suspeito na unidade da prefeitura na Praça Joaquim Correia e conduziram-no à delegacia, apreendendo todo o material utilizado, incluindo o celular do investigado.
- A investigação apontou que o homem utilizava identidades de terceiros e procurações inconsistentes para anular dívidas tributárias, já havia sido citado em outro procedimento similar e está acusado de tentativa de estelionato qualificado contra entidade pública. O caso continua em andamento, com a polícia buscando identificar possíveis coautores e avaliar os prejuízos causados ao município.
Foto: Divulgação | Polícia Civil
Um homem de 63 anos foi preso em flagrante nesta segunda‑feira (6) após tentar aplicar um golpe de R$ 260 mil contra a Prefeitura de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava documentos falsificados para solicitar a prescrição de débitos de IPTU de imóveis do município. A prisão foi feita por equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/DEIC), que receberam a informação de que o suspeito estava protocolando requerimentos com documentação irregular na unidade da prefeitura localizada na Praça Joaquim Correia, no Centro da cidade. Os policiais foram ao local, identificaram o homem e o conduziram à delegacia. As investigações apontam que o suspeito apresentava identidades pertencentes a terceiros, além de procurações com inconsistências, para tentar anular dívidas tributárias. Servidores da prefeitura identificaram divergências em CPFs, datas de nascimento, repetição de elementos gráficos e até fotos idênticas em documentos emitidos em nomes diferentes. Os pedidos envolviam cerca de R$ 260.230 em débitos. Parte das solicitações já havia resultado na prescrição indevida de dívidas, o que reforçou a suspeita de fraude. No momento da abordagem, o homem estava com cópias dos documentos usados na tentativa de golpe e uma procuração sem assinatura do suposto outorgante. Todo o material foi apreendido, assim como o celular do investigado, que será analisado pela polícia. A Polícia Civil informou que o suspeito já havia sido citado em outro procedimento semelhante apresentado à prefeitura no mês anterior e responde a um inquérito por fatos parecidos. Ele foi autuado por tentativa de estelionato qualificado contra entidade pública e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar possíveis coautores, verificar a extensão das fraudes e apurar eventuais prejuízos causados ao município.
Homem é condenado a 28 anos por matar jovem grávida em Conquista
Homem é condenado a 28 anos por matar jovem grávida em Conquista
Crime ocorreu em 2016; vítima perdeu o bebê após as agressões e morreu quase um mês depois por infecção generalizada.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Quase uma década após o crime, o homem acusado de matar a jovem Jéssica Nascimento, de 21 anos, foi condenado a 28 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. O julgamento encerra um dos casos de maior repercussão na cidade, destacando a violência doméstica e a tragédia de uma gestante que perdeu o bebê após agressões violentas em uma festa.
- O réu, Américo Francisco Vinhas Neto, inicialmente foi preso em flagrante, mas saiu mediante pagamento de fiança e se tornou foragido por quase sete anos. Só se apresentou à polícia em 2023, quando aguardava julgamento. Durante o processo, a defesa alegou surto psicótico, mas o Conselho de Sentença rejeitou a tese, condenando-o por homicídio triplamente qualificado e por aborto sem consentimento, com pena a cumprir em regime fechado.
Foto: reprodução
Quase dez anos após o crime, o homem acusado de matar a jovem Jéssica Nascimento, de 21 anos, foi condenado a 28 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. O julgamento foi realizado na última quarta-feira (1º), encerrando um dos casos de maior repercussão da cidade. Segundo as investigações, Américo Francisco Vinhas Neto havia iniciado um relacionamento com Jéssica pouco antes das agressões. A jovem estava grávida de 18 semanas e, inicialmente, familiares acreditavam que o bebê era fruto da relação. Posteriormente, um exame de DNA confirmou que a criança não era filha do condenado. O crime ocorreu durante uma festa, quando o acusado passou a agredir violentamente a vítima. Testemunhas relataram que pessoas presentes tentaram interromper as agressões e alertaram o homem de que Jéssica estava grávida. Em decorrência da violência, ela perdeu o bebê poucos dias depois. A jovem permaneceu internada por quase um mês. Durante o tratamento, desenvolveu uma infecção generalizada causada por uma bactéria que atingiu a corrente sanguínea a partir de um dos ferimentos sofridos. Jéssica morreu em 10 de maio de 2016, vítima de falência múltipla dos órgãos. O acusado chegou a ser preso em flagrante logo após as agressões, mas foi liberado mediante pagamento de fiança. Após a morte da jovem, a Justiça decretou sua prisão preventiva. No entanto, ele permaneceu foragido por quase sete anos e só se apresentou à polícia em fevereiro de 2023, quando passou a aguardar julgamento. Durante o júri, a defesa alegou que o réu sofreu um surto psicótico provocado pelo uso de drogas no dia do crime. A tese foi rejeitada pelo Conselho de Sentença. Américo Francisco Vinhas Neto foi condenado por homicídio triplamente qualificado e pelo crime de aborto sem o consentimento da gestante. A pena deverá ser cumprida em regime fechado.
Jaques Wagner anuncia processo contra revista Veja por reportagem que associa PT ao Master
Parlamentar afirmou que não existe investigação que o relacione a irregularidades e acusou a divulgação de informações sem comprovação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou que irá processar a revista Veja em resposta a uma reportagem que aponta supostas relações entre integrantes do PT da Bahia e o empresário Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. Durante discurso no Senado Federal e em suas redes sociais, Wagner classificou a matéria como irresponsável e negou veementemente qualquer investigação da Polícia Federal envolvendo seu nome ou o do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
- O parlamentar também criticou a divulgação indevida de informações de uma suposta delação envolvendo Vorcaro, afirmando que o conteúdo não é público e serve para especulações, comparando a situação aos vazamentos da Operação Lava Jato. Wagner classificou o episódio como parte de uma "guerra de narrativas", denunciando a propagação de acusações sem comprovação e apelando pelo fim da leviandade na imprensa e nas instituições. Até o momento, a revista não se manifestou publicamente sobre as declarações do senador.
Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta terça-feira (16) que irá processar a revista Veja após a publicação de uma reportagem que aponta supostas relações entre integrantes do PT da Bahia e o empresário Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. A reação ocorreu durante um discurso no Senado Federal e também foi compartilhada pelo parlamentar nas redes sociais. Wagner classificou a matéria como irresponsável e afirmou que não há qualquer investigação da Polícia Federal que envolva seu nome ou o do ministro da Casa Civil, Rui Costa. "Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Polícia Federal que encontrou algo sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa. Antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista", declarou. O senador também criticou o que chamou de divulgação indevida de informações relacionadas a uma suposta delação envolvendo Daniel Vorcaro. Segundo ele, o conteúdo divulgado não foi tornado público oficialmente e estaria sendo utilizado para alimentar especulações. "Nós estamos entre o absurdo e o super absurdo. O absurdo é de uma delação que ninguém sabe o que tem dentro dela, a não ser aqueles que inquiriram o senhor Daniel Vorcaro e que levianamente e ilegalmente vazam a matéria, como vazaram no tempo da Lava Jato", afirmou. Durante o pronunciamento, Wagner disse ainda que o episódio faz parte de uma disputa de versões no ambiente político e criticou a propagação de acusações sem comprovação. Segundo o petista, trata-se de uma "guerra de narrativas". "O instituto da leviandade ou nas instituições ou na imprensa ou nas redes brasileiras precisa ter um ponto final", declarou. Até o momento, a revista não havia se manifestado publicamente sobre as declarações do senador ou sobre a anunciada ação judicial. O caso deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.
Condenado por amputar o próprio pé para receber seguro sofre derrota na Justiça
Condenado por amputar o próprio pé para receber seguro sofre derrota na Justiça
Servidor público tentou levar o caso ao STJ, mas Tribunal de Justiça da Bahia entendeu que ainda existem recursos pendentes na instância estadual.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Um servidor público de 26 anos, condenado por fraudar companhias de seguro ao amputar o próprio pé para tentar obter uma indenização milionária de R$ 1,5 milhão, sofreu mais uma derrota judicial. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) rejeitou o pedido da defesa para encaminhar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), apontando a existência de recursos que ainda podem ser apresentados na corte baiana. Com a condenação já transitada em julgado, o homem iniciou o cumprimento da pena em regime aberto, convertida em medidas restritivas de direitos, em maio deste ano.
- As investigações detalharam que, entre junho e julho de 2019, o servidor contratou quatro apólices de seguro junto a grandes seguradoras. Cerca de seis semanas após, ele teve o pé direito amputado e buscou as empresas, alegando ter sido vítima de sequestro e mutilação. No entanto, laudos periciais, documentos e depoimentos colhidos durante a investigação demonstraram inconsistências em sua versão, confirmando a tentativa de fraude para a obtenção indevida da indenização.
Foto: Reprodução
Condenado por fraudar companhias de seguro após amputar o próprio pé para tentar obter uma indenização milionária, um servidor público de 26 anos sofreu mais uma derrota na Justiça. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) rejeitou o pedido da defesa para encaminhar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi assinada pelo desembargador José Alfredo Cerqueira da Silva, 2º vice-presidente da corte. Segundo o magistrado, ainda existem recursos que podem ser apresentados no próprio tribunal baiano, o que impede o envio imediato do processo para análise em instância superior. Com a condenação já transitada em julgado, o servidor começou a cumprir a pena em maio deste ano. A punição foi fixada em regime aberto e convertida em medidas restritivas de direitos. De acordo com as investigações, entre junho e julho de 2019, o homem contratou quatro apólices de seguro junto às seguradoras Allianz, Zurich, Tokio Marine e Sompo. Somados, os contratos previam o pagamento de aproximadamente R$ 1,5 milhão em caso de indenização. Cerca de seis semanas após a contratação dos seguros, ele teve o pé direito amputado e procurou as empresas para receber os valores previstos nas apólices. Na ocasião, alegou ter sido vítima de um sequestro seguido de roubo e mutilação praticados por criminosos. Durante o julgamento, a defesa sustentou que não havia provas suficientes para comprovar que a lesão teria sido provocada de forma intencional. O argumento, porém, foi rejeitado pelos desembargadores. Segundo o voto vencedor, laudos periciais, documentos fornecidos pelas seguradoras, relatórios médicos e depoimentos colhidos ao longo da investigação apontaram inconsistências na versão apresentada pelo servidor e confirmaram a tentativa de obtenção indevida da indenização milionária.
Júri absolve réu e testemunha acaba detida em Brumado
Júri absolve réu e testemunha acaba detida em Brumado
Jovem foi conduzida pela Polícia Militar após decisão judicial; réu acusado de tentativa de homicídio e tráfico acabou absolvido pelo Conselho de Sentença.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Uma sessão do Tribunal do Júri em Brumado foi marcada por um incidente inesperado nesta terça-feira (2), quando uma testemunha foi conduzida à delegacia sob suspeita de falso testemunho. O episódio ocorreu durante o julgamento de Otávio Iure Aragão Santana, que enfrentava acusações de tentativa de homicídio qualificado e tráfico de drogas. Divergências e contradições levantadas em seu depoimento levaram o juiz a determinar a condução da jovem para a Delegacia Territorial de Brumado.
- Apesar da interrupção, o julgamento prosseguiu por mais de 13 horas e culminou na absolvição de Otávio Iure de todas as imputações relacionadas a este processo, após a defesa argumentar inconsistências e ausência de provas. No entanto, o acusado continua respondendo a outro procedimento judicial em andamento, onde é investigado por suposta participação na tentativa de introduzir aparelhos celulares e entorpecentes no Conjunto Penal de Brumado. O desfecho da sessão e o incidente com a testemunha geraram grande atenção.
Foto: Reprodução
Uma reviravolta inesperada marcou uma sessão do Tribunal do Júri realizada nesta terça-feira (2), no Fórum Juíza Leonor da Silva Abreu, em Brumado. Enquanto era julgado um homem acusado de tentativa de homicídio qualificado e tráfico de drogas, uma testemunha acabou sendo conduzida à delegacia sob suspeita de falso testemunho. O episódio ocorreu durante a fase de depoimentos, quando a jovem prestava esclarecimentos ao Conselho de Sentença. Segundo informações apuradas durante o julgamento, divergências e contradições levantadas ao longo dos debates chamaram a atenção das partes envolvidas e da magistratura responsável pela condução dos trabalhos. Diante dos questionamentos apresentados pela acusação e pela defesa, o juiz que presidia a sessão determinou a condução da testemunha para a Delegacia Territorial de Brumado, onde o caso passou a ser analisado pelas autoridades competentes. A suspeita é de que informações prestadas durante o depoimento não fossem compatíveis com elementos discutidos no processo. Apesar do incidente, o julgamento prosseguiu normalmente e se estendeu por mais de 13 horas. No banco dos réus estava Otávio Iure Aragão Santana, denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio qualificado e tráfico de drogas. A acusação sustentava que o crime investigado teria sido motivado por vingança e possuía ligação com atividades criminosas na região. Já a defesa contestou a denúncia e argumentou que o processo apresentava inconsistências e ausência de provas suficientes para sustentar uma condenação. Após horas de debates, os jurados analisaram os argumentos apresentados pelas partes e decidiram absolver o acusado de todas as imputações relacionadas ao julgamento. Embora tenha sido absolvido neste processo, Otávio Iure continuará respondendo a outro procedimento judicial em andamento. Nesse caso distinto, ele é investigado por suposta participação em uma tentativa de introduzir aparelhos celulares e entorpecentes no Conjunto Penal de Brumado. O episódio envolvendo a testemunha e o desfecho do julgamento chamaram a atenção de advogados, familiares e demais pessoas que acompanharam a sessão no fórum da cidade.























