Desembargadora é afastada pelo CNJ após declarações polêmicas: "trabalhando feitos uns animais"
Medida cautelar foi determinada pelo corregedor nacional de Justiça após declarações da magistrada durante sessão administrativa do TRT da 17ª Região.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento preventivo da desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17), no Espírito Santo. A decisão foi proferida pelo corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, após a magistrada desferir críticas e termos ofensivos contra a OAB e juízes de primeiro grau durante uma sessão que discutia a reestruturação administrativa da corte.
- Além de ser afastada de suas funções com a suspensão de suas credenciais de acesso aos sistemas e prédios do tribunal, a desembargadora teve seus acessos bloqueados, embora mantenha seus vencimentos até o julgamento pelo Plenário. A magistrada já respondia a outro Processo Administrativo Disciplinar por mensagens político-partidárias, e, em resposta ao ocorrido, o TRT-17 lamentou o episódio e assegurou que adotará as medidas necessárias para preservar a harmonia e o respeito institucional.
Foto: Reprodução
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento preventivo da desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, integrante do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17), no Espírito Santo. A decisão foi proferida pelo corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, após declarações da magistrada durante uma sessão administrativa realizada na última quarta-feira (8). A reunião discutia uma proposta de reestruturação administrativa do TRT-17, que previa o remanejamento de servidores das Varas do Trabalho de primeiro grau para setores do segundo grau e áreas administrativas. Durante o debate, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES) solicitaram o adiamento da votação para aprofundar a análise da proposta. Ao defender a reestruturação, a desembargadora fez críticas à atuação da OAB e de magistrados do primeiro grau, afirmando que essas unidades "não estão produzindo nada" e utilizando expressões consideradas ofensivas ao afirmar que desembargadores trabalham "feito uns animais". As declarações provocaram forte repercussão entre integrantes do sistema de Justiça. Na decisão, o ministro Mauro Campbell entendeu que a conduta da magistrada extrapolou os limites do debate institucional, violando deveres funcionais de urbanidade e respeito entre os integrantes do Poder Judiciário. Segundo o corregedor, o tom adotado e as expressões utilizadas justificaram a adoção imediata da medida cautelar. Além do afastamento, o CNJ determinou o bloqueio das credenciais de acesso da desembargadora aos sistemas eletrônicos e às dependências do TRT-17. Ela permanecerá recebendo remuneração até que o Plenário do Conselho conclua a análise do caso. A magistrada já era alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pelo CNJ em março deste ano para apurar mensagens de conteúdo político-partidário e ofensivo compartilhadas em um grupo restrito de integrantes da Justiça do Trabalho. Em nota, o TRT-17 lamentou o episódio, informou que a sessão foi pública e afirmou que manterá o diálogo com a OAB-ES e demais instituições do sistema de Justiça. O tribunal também declarou que adotará as medidas administrativas cabíveis para preservar o respeito institucional e a regularidade de suas atividades.
Jovem fica gravemente ferido após abordagem da GCM em LEM
Jovem fica gravemente ferido após abordagem da GCM em LEM
Vídeos da abordagem repercutiram nas redes sociais. Jovem de 21 anos sofreu traumatismo craniano e permanece internado. Guarda foi afastado das atividades operacionais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um jovem de 21 anos sofreu traumatismo craniano e está internado em estado grave após ser agredido durante uma abordagem da Guarda Civil Municipal (GCM) em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. O caso, ocorrido na última sexta-feira (3), ganhou grande repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais que registraram os agentes agredindo o grupo de pedestres com cassetetes e golpes de estrangulamento.
- Em resposta ao ocorrido, a prefeitura do município anunciou o afastamento imediato do guarda apontado como autor das agressões de suas funções operacionais. Um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado para apurar a conduta, e a gestão municipal declarou que defenderá a demissão do servidor público, enquanto a vítima segue sob cuidados médicos no Hospital do Oeste.
Foto: Reprodução
Um jovem de 21 anos ficou gravemente ferido após uma abordagem da Guarda Civil Municipal (GCM) de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, durante a madrugada da última sexta-feira (3). O caso ganhou grande repercussão depois que vídeos da ocorrência passaram a circular nas redes sociais, mostrando parte da ação dos agentes. Segundo informações da TV Oeste, um grupo formado por cinco casais retornava a pé do Arraial de Luís Eduardo Magalhães após deixar os veículos em casa por segurança. De acordo com uma testemunha, que preferiu não se identificar, três integrantes caminhavam à frente quando foram abordados por uma viatura da Guarda Municipal. Ainda conforme o relato, os agentes iniciaram agressões contra um casal logo após desembarcarem da viatura. Ao perceberem a situação, outras pessoas do grupo começaram a gravar a abordagem com celulares. As imagens mostram um guarda agredindo um homem e, em seguida, tentando impedir que a ação continuasse sendo filmada. Uma das testemunhas afirmou que também foi atingida por golpes de cassetete na cabeça e registrou um boletim de ocorrência na delegacia da cidade. Segundo a mesma testemunha, o jovem de 21 anos foi imobilizado com um golpe conhecido como "mata-leão" e, após cair no chão, recebeu uma pancada de cassetete na cabeça. De acordo com a TV Oeste, a vítima sofreu traumatismo craniano. O jovem foi levado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Luís Eduardo Magalhães e, devido à gravidade dos ferimentos, transferido para o Hospital do Oeste, em Barreiras. Conforme informou a família, ele permanece internado em estado grave, porém estável. Após a repercussão do caso, a Prefeitura informou que o guarda apontado como responsável pelas agressões foi retirado das atividades operacionais e transferido para funções administrativas. A administração também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e afirmou que defenderá a demissão do servidor, assegurando o direito à ampla defesa e ao contraditório.
Magistrado é investigado após soltar líder criminoso
Magistrado é investigado após soltar líder criminoso
Magistrado autorizou prisão domiciliar de suspeito de chefiar organização criminosa durante plantão judicial em 2024.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu um processo administrativo disciplinar contra o desembargador aposentado Jefferson Alves de Assis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A decisão unânime investiga o magistrado por suspeita de favorecimento indevido, após ele ter concedido prisão domiciliar a um indivíduo apontado como líder de uma organização criminosa no estado, em uma medida considerada irregular pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell.
- Segundo o CNJ, Jefferson Assis autorizou a prisão domiciliar durante um plantão judicial em dezembro de 2024, alegando problemas cardíacos do detento, mesmo após o pedido já ter sido apreciado anteriormente. O corregedor destacou que o caso fugiu à normalidade das medidas urgentes de plantão e citou a apreensão de um celular restaurado no gabinete do desembargador. Apesar de não terem sido encontradas movimentações financeiras suspeitas, o CNJ entende haver elementos para a continuidade da investigação, com o habeas corpus já revogado e o magistrado tendo sido afastado e posteriormente aposentado compulsoriamente.
Foto: Reprodução
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu abrir um processo administrativo disciplinar contra o desembargador aposentado Jefferson Alves de Assis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O magistrado é investigado por suspeita de favorecimento indevido após conceder prisão domiciliar a um homem apontado como chefe de uma organização criminosa no estado. A decisão foi tomada por unanimidade durante sessão realizada nesta terça-feira (26). O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, afirmou que há indícios de irregularidades na atuação do magistrado durante o plantão judicial de dezembro de 2024. Segundo o CNJ, Jefferson Assis autorizou a prisão domiciliar de Cézar Paulo de Morais Ribeiro, alegando risco à saúde do detento, que teria problemas cardíacos. Para a corregedoria, no entanto, o caso não deveria ter sido analisado em regime de plantão, já que o pedido havia sido apreciado anteriormente por outro magistrado. Durante o julgamento, Mauro Campbell destacou que o plantão judicial deve tratar apenas de medidas urgentes e afirmou que a decisão “fugiu à normalidade”. O corregedor também citou a apreensão de um telefone celular que teria sido restaurado para as configurações de fábrica na noite em que a polícia realizou buscas no gabinete do desembargador. Apesar de não terem sido encontradas movimentações financeiras suspeitas, o CNJ entende que ainda existem elementos que justificam a continuidade da investigação. O habeas corpus concedido ao suspeito foi posteriormente revogado, com a expedição de um novo mandado de prisão. Jefferson Assis acabou afastado das funções ainda em 2024 e, depois, foi aposentado compulsoriamente ao completar 75 anos.























