Após privatização de refinaria, Bahia tem combustível mais caro que Petrobras
Mataripe promoveu três reajustes no preço de gasolina e diesel apenas em janeiro deste ano
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Foto: Reprodução
- Após três reajustes no preço dos combustíveis no último mês, a refinaria de Mataripe, na cidade de São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador, consagrou a Bahia como um dos estados que vende a gasolina e o diesel a preços superiores do que os estipulados pela Petrobras. De acordo com uma reportagem deste domingo na Folha de S. Paulo, este aumento reforça a percepção de que a estatal vem segurando os repasses da alta no mercado internacional. A refinaria de Mataripe está sob domínio privado desde o dia 1º de dezembro do ano passado. A Acelen, empresa do Mubadala Capital que assumiu a gestão da empresa, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), determinou o último acréscimo do preço de combustíveis, no dia 22 de janeiro, em 2,25% na gasolina e 1,44% no diesel. Antes, outros reajustes haviam sido feitos nos dias 1º e 15 do mesmo mês. Neste período, a Petrobras promoveu apenas um reajuste. À Folha, a Acelen disse que a gasolina e diesel são commodities internacionais cujos preços variam conforme as cotações do petróleo e a variação do dólar e que tem critérios "claros e transparentes" de reajustes. De acordo com o Observatório Social da Petrobras, a gasolina de Mataripe custa hoje R$ 3,32 por litro, R$ 0,14 a mais do que a média cobrada pela estatal. O diesel-S10 é vendido pela empresa a R$ 3,676 por litro, R$ 0,06 acima do praticado pela estatal.
Câmara vota projeto de privatização dos Correios nesta quinta-feira
Relator vê possibilidade de venda de 100% do capital da estatal
Por: Geovana Oliveira
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- O plenário da Câmara dos Deputados vota nesta quinta-feira (5) o projeto de lei (PL) que autoriza a privatização dos Correios. A proposta tramita em regime de urgência. O parecer do relator, deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), é pela possibilidade de venda de 100% do capital da estatal, com a concessão de estabilidade de 18 meses para os mais 98 mil funcionários. Atualmente, a iniciativa privada participa da exploração dos serviços por meio de franquias, mas os preços seguem tabelas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que detém o monopólio de vários serviços.
Governo decide privatizar 100% dos Correios em um único leilão
Modelo é diferente dos planos para a Eletrobras e do que foi feito recentemente na BR Distribuidora, ex-subsidiária da Petrobras
Por: Luciane Freire
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- O governo definiu o modelo de privatização dos Correios. A proposta do Ministério da Economia, que vai para aprovação na Câmara dos Deputados já na semana que vem, prevê que a União se desfaça de 100% do capital da empresa.O modelo é diferente dos planos para a Eletrobras e do que foi feito recentemente na BR Distribuidora, ex-subsidiária da Petrobras, baseados em operações no mercado de capitais. A venda dos Correios também deve gerar mudanças na regulação do setor postal, que passaria a se tornar uma atribuição da Anatel com outro nome. Atualmente, a iniciativa privada participa da exploração dos serviços por meio de franquias, mas os preços seguem tabelas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que detém o monopólio de vários serviços. Segundo o projeto em votação na Câmara, o monopólio para carta e cartão postal, telegrama e correspondência agrupada continuará com a estatal por mais cinco anos e poderá ser restringido pelo Executivo.























