TJ-BA impõe regras para visitas de deputados em hospitais estaduais da Bahia
TJ-BA impõe regras para visitas de deputados em hospitais estaduais da Bahia
Decisão atende pedido do Estado e determina cumprimento de protocolos da Sesab para visitas e ações de fiscalização em unidades hospitalares.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Justiça da Bahia determinou que deputados estaduais e vereadores precisam cumprir protocolos de acesso em hospitais estaduais após episódios de descumprimento de regras de segurança e privacidade. A decisão foi tomada após ação civil pública do Governo do Estado, que proíbe fotografias e filmagens sem autorização e estabelece multa de R$ 50 mil por ocorrência.
- A medida visa proteger a privacidade dos pacientes, garantir a segurança dos profissionais e preservar o funcionamento adequado dos serviços hospitalares.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou que deputados estaduais e vereadores não poderão acessar áreas assistenciais restritas dos hospitais da rede estadual sem cumprir os protocolos estabelecidos pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). A decisão foi tomada após ação civil pública movida pelo Governo do Estado, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-BA). A medida foi motivada por episódios registrados em unidades de saúde estaduais, nos quais parlamentares ingressaram em áreas de acesso controlado sem autorização prévia e realizaram filmagens e transmissões em redes sociais, expondo pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Segundo o Estado, uma das ocorrências aconteceu em fevereiro de 2025, no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador. De acordo com a ação, um parlamentar entrou em setor restrito acompanhado de outras pessoas sem observar os protocolos sanitários exigidos pela unidade. Ao analisar o caso, o juiz Carlos Roberto Silva Junior entendeu que havia elementos suficientes para justificar a intervenção judicial. Na decisão, o magistrado destacou a necessidade de proteger a privacidade dos pacientes, garantir a segurança dos profissionais e preservar o funcionamento adequado dos serviços hospitalares. A determinação obriga os parlamentares a seguirem as regras previstas na Portaria Sesab nº 101/2026, que estabelece procedimentos para acesso de terceiros às unidades de saúde. Entre as exigências estão identificação formal, justificativa da visita, agendamento prévio e registro de entrada. No caso de parlamentares, também será necessária a comprovação de que a atividade possui caráter institucional autorizado pela respectiva Casa Legislativa. A decisão ainda proíbe fotografias, filmagens ou transmissões de pacientes, acompanhantes e profissionais sem autorização expressa dos envolvidos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 50 mil por ocorrência. A PGE-BA ressaltou que a medida não impede a fiscalização dos serviços públicos, mas estabelece limites para que ela ocorra de forma institucional e sem comprometer o atendimento à população.
Projeto da AL-BA prevê veto a devedores de pensão em estádios
Projeto da AL-BA prevê veto a devedores de pensão em estádios
Proposta em tramitação na Assembleia Legislativa prevê impedir a entrada de inadimplentes em eventos esportivos enquanto houver débito reconhecido pela Justiça.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Pessoas com débitos de pensão alimentícia reconhecidos pela Justiça poderão ser impedidas de acessar estádios, ginásios, arenas e outros eventos esportivos realizados na Bahia, enquanto a dívida permanecer ativa em registros oficiais ou reconhecida pelos órgãos responsáveis pela execução da obrigação alimentar. O objetivo é criar novos instrumentos de pressão para reduzir os índices de inadimplência e garantir recursos destinados à manutenção de crianças e adolescentes.
- O projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) busca ampliar os mecanismos de cobrança e cumprimento das obrigações alimentares, autorizando a celebração de acordos de cooperação entre o Estado, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, cartórios e entidades ligadas ao setor esportivo, para permitir o compartilhamento de informações necessárias para identificar pessoas em situação de inadimplência.
Foto Reprodução
Pessoas com débitos de pensão alimentícia reconhecidos pela Justiça poderão ser impedidas de acessar estádios, ginásios, arenas e outros eventos esportivos realizados na Bahia. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), que busca ampliar os mecanismos de cobrança e cumprimento das obrigações alimentares. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Hilton Coelho e estabelece que a restrição será aplicada aos casos de inadimplência voluntária, quando houver decisão judicial determinando o pagamento da pensão e ausência de justificativa legal para o descumprimento da obrigação. Pelo texto, o impedimento permanecerá em vigor enquanto a dívida estiver ativa em registros oficiais ou reconhecida pelos órgãos responsáveis pela execução da obrigação alimentar. O objetivo, segundo o autor da matéria, é criar novos instrumentos de pressão para reduzir os índices de inadimplência e garantir recursos destinados à manutenção de crianças e adolescentes. Na justificativa do projeto, o parlamentar argumenta que os mecanismos atualmente disponíveis nem sempre são suficientes para assegurar o cumprimento das decisões judiciais. O texto destaca que muitos responsáveis acabam assumindo sozinhos despesas que deveriam ser compartilhadas, enquanto filhos enfrentam prejuízos decorrentes da falta de pagamento. Para viabilizar a fiscalização, a proposta autoriza a celebração de acordos de cooperação entre o Estado, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, cartórios e entidades ligadas ao setor esportivo. A intenção é permitir o compartilhamento de informações necessárias para identificar pessoas em situação de inadimplência. Caso a medida seja aprovada, administradores de estádios, arenas e organizadores de eventos esportivos deverão adotar mecanismos de verificação de acesso. O projeto, no entanto, prevê que todo o processo respeite as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além dos princípios constitucionais relacionados à privacidade, ao devido processo legal e à dignidade da pessoa humana. A iniciativa segue uma tendência observada em outras esferas legislativas do país e também acompanha debates internacionais sobre novas formas de cobrança de obrigações alimentícias. O projeto ainda será analisado pelas comissões temáticas da Assembleia antes de seguir para votação em plenário.
Governo pede explicações para WhatsApp sobre nova política de privacidade
Governo pede explicações para WhatsApp sobre nova política de privacidade
Por: Stephanie Suerdieck
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O WhatsApp e Facebook, dono da plataforma, terão que esclarecer as alterações na política de privacidade do aplicativo de mensagens. O pedido foi feito pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) na última sexta-feira (5). O órgão, vinculado ao Ministério da Justiça, enviou uma notificação para as duas empresas, que devem responder 10 questionamentos sobre as alterações programadas para vigorar a partir de maio. O aviso sobre a atualização nos termos de uso foi feito através de notificação enviada aos usuários do Whatsapp no início deste ano. O prazo dado pela Senacon para o envio dos esclarecimentos é de 15 dias, a contar do recebimento da notificação. A Secretaria quer saber, por exemplo, por que é diferente a política de privacidade para usuários da União Europeia, por exemplo, que tem permissão para escolher não compartilhar informações. O bloco europeu segue um conjunto de regras diferente do restante do mundo, por causa da lei de proteção de dados local. A Senacon quer que o Facebook explique os seguintes pontos da nova política que valerá para o Brasil: - Quais os impactos da nova política de privacidade comparado com versões anteriores; - Quais dados são colocados à disposição de terceiros, incluindo as empresas do Facebook; - Se o usuário poderá controlar quais dados pessoais poderão ser compartilhados; - E se há a opção de continuar usando o WhatsApp caso o usuário não aceite a nova política.























