Promotora defende leis para garantir artistas tradicionais no São João
Promotora defende leis para garantir artistas tradicionais no São João
Rita Tourinho afirma que municípios precisam criar mecanismos permanentes para priorizar investimentos em atrações ligadas à cultura regional.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A promotora de Justiça Rita Tourinho defendeu que as prefeituras baianas criem legislações próprias para assegurar que recursos públicos destinados aos festejos juninos priorizem artistas ligados às tradições culturais da região. Ela argumentou que a adoção de leis municipais pode evitar que o debate sobre a valorização do forró e da cultura nordestina fique restrito ao período do São João.
- A promotora também lembrou a chamada Lei da Zabumba, aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia em 2015, que prevê a aplicação de pelo menos 60% dos recursos estaduais em artistas vinculados às tradições culturais do evento, mas ainda não foi regulamentada.
Foto: Reprodução - MPBA
A promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Rita Tourinho, defendeu que as prefeituras baianas criem legislações próprias para assegurar que recursos públicos destinados aos festejos juninos priorizem artistas ligados às tradições culturais da região. Durante entrevista concedida nesta terça-feira (9), a promotora argumentou que a adoção de leis municipais pode evitar que o debate sobre a valorização do forró e da cultura nordestina fique restrito ao período do São João. “O que nós estamos propondo é que os municípios tenham leis. Sabe por quê? Porque veja a gente agora discutindo isso, todo mundo está dizendo que o forró é super importante, todo mundo está comovido com a fala de Flávio José, mas passado o São João será que esse debate continua? Será que para o ano alguém vai estar lembrando disso? Então é importante que haja esse marco”, afirmou. Durante a discussão, também foi lembrada a chamada Lei da Zabumba, aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em 2015. A norma prevê que pelo menos 60% dos recursos estaduais destinados às festas juninas sejam aplicados na contratação de artistas vinculados às tradições culturais do evento, mas ainda não foi regulamentada. A proposta defendida por Tourinho surge em meio ao debate sobre os altos cachês pagos por municípios baianos a atrações de outros gêneros musicais, enquanto artistas tradicionais do forró cobram maior valorização e espaço nos festejos juninos.
MPBA firma acordo para frear alta de cachês no São João
MPBA firma acordo para frear alta de cachês no São João
Novo modelo definido pelo Ministério Público da Bahia estabelece critérios para contratação de artistas e busca reduzir gastos nos festejos juninos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público da Bahia firmou um acordo com empresários de 22 artistas de destaque nacional e regional para redefinir os critérios de cobrança de cachês nos festejos juninos de 2026. A medida busca conter o aumento sucessivo dos valores pagos por prefeituras baianas nos últimos anos e economizar aproximadamente R$ 5 milhões nos contratos da banda Toque Dez.
- O acordo estabelece que os novos valores serão calculados com base na média dos cachês praticados em 2025, acrescida da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e considera a comprovação de crescimento da notoriedade dos artistas.
Foto: Reprodução
O Ministério Público da Bahia firmou um acordo com empresários de 22 artistas de destaque nacional e regional para redefinir os critérios de cobrança de cachês nos festejos juninos de 2026. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (25) e busca conter o aumento sucessivo dos valores pagos por prefeituras baianas nos últimos anos. Segundo o MP, a nova metodologia deverá gerar impacto direto nas contas públicas. Apenas nos contratos da banda Toque Dez, a estimativa é de uma economia de aproximadamente R$ 5 milhões. A reunião ocorreu na sede do Ministério Público, em Salvador, com participação de representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público de Contas e empresários do setor artístico. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Rita Tourinho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa (Caopam). Pelo acordo, os novos valores serão calculados com base na média dos cachês praticados em 2025, acrescida da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O modelo também considera a comprovação de crescimento da notoriedade dos artistas, como aumento do número de shows, expansão para outros estados e crescimento nas redes sociais. Entre os artistas citados nas negociações estão Solange Almeida, Maiara & Maraisa, Zé Neto & Cristiano, Pablo, Nadson Ferinha e Unha Pintada. O MP destacou que o objetivo é garantir economicidade, transparência e segurança jurídica nas contratações realizadas com recursos públicos durante os festejos de São João.
Xand Avião não fará apresentações juninas na Bahia em 2026
Xand Avião não fará apresentações juninas na Bahia em 2026
Cantor afirmou que esta será a primeira vez em 24 anos sem shows juninos no estado.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Xand Avião não se apresentará no São João da Bahia em 2026, marcando a primeira vez em 24 anos de carreira que o artista estará ausente dos festejos juninos no estado. A decisão ocorre em meio à crescente discussão sobre os altos cachês pagos a atrações nacionais, com municípios baianos adotando um teto de até R$ 700 mil por show. O cantor lamentou a ausência, mencionando sua forte ligação com o público baiano e a influência de Solange Almeida em sua trajetória nos festejos locais.
- A articulação para o teto de gastos foi liderada pelo prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro, em parceria com a União dos Municípios da Bahia (UPB), visando a redução de custos públicos. Dados do Ministério Público da Bahia indicam que Xand Avião esteve entre os artistas mais bem pagos em 2025, com contratos de até R$ 700 mil. Wesley Safadão, outro nome envolvido na polêmica dos cachês, recebeu R$ 1,1 milhão por cinco shows no mesmo ano, defendendo a legalidade e a natureza profissional das contratações.
Foto: Reprodução
O cantor Xand Avião ficará fora da programação do São João da Bahia em 2026. Esta será a primeira vez, em 24 anos de carreira, que o artista não realizará apresentações no estado durante o período junino. A ausência ocorre em meio às discussões sobre os altos cachês pagos por prefeituras baianas para contratação de atrações nacionais. Neste ano, diversos municípios passaram a adotar um teto de até R$ 700 mil para shows durante os festejos de São João. A articulação foi liderada pelo prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro, em parceria com a União dos Municípios da Bahia (UPB), como forma de reduzir os custos das festas financiadas com recursos públicos. Em entrevista, Xand comentou a ausência nos festejos baianos, mas evitou detalhar os motivos da decisão. O cantor relembrou a relação construída com o público da Bahia e destacou a influência da cantora Solange Almeida em sua trajetória nos festejos juninos do estado. “É a primeira vez em 24 anos que eu não faço um show na Bahia no São João. Eu sempre falo que quem me apresentou o São João da Bahia foi a Sol. Eu não sabia que era tão grandioso. É o primeiro ano que eu não vou fazer nenhum show na Bahia, infelizmente, mas já já estou voltando”, afirmou. Dados do Painel Junino do Ministério Público da Bahia mostram que Xand Avião esteve entre os artistas mais bem pagos pelos municípios baianos em 2025. No ano passado, o cantor realizou apresentações em seis cidades do estado, com contratos que chegaram ao valor de R$ 700 mil. Outro artista que entrou no centro do debate sobre cachês milionários foi Wesley Safadão. Em 2025, o cantor recebeu R$ 1,1 milhão por cinco apresentações durante o São João na Bahia. Recentemente, Safadão respondeu às críticas relacionadas aos valores cobrados pelos shows e defendeu a legalidade das contratações. “Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, declarou o artista.
























