Bom Jesus da Lapa mantém 70% dos servidores temporários e concurso público segue travado
Município gasta mais com contratos provisórios do que gastaria com concursados; denúncia foi enviada ao TCM-BA
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Prefeitura de Bom Jesus da Lapa (BA) enfrenta uma crise na gestão de pessoal, mantendo 70% dos cargos ocupados por temporários mesmo após a abertura de um concurso de 1.118 vagas que permanece suspenso. A denúncia ao TCM‑BA aponta que o município gasta R$ 3,1 mi mensais com mão‑de‑obra temporária, valor superior ao que seria desembolsado se os aprovados fossem efetivados, e que o argumento de “limite prudencial” da Lei de Responsabilidade Fiscal já não se sustenta, já que o índice de gasto com pessoal caiu para 48,73 % em abril de 2025 e 50,29 % em abril de 2026. Apesar disso, o número de contratos provisórios aumentou 18,5 %, com déficits estruturais em 53 dos 93 cargos previstos, e áreas essenciais como saúde, coleta de lixo e procuradoria operando quase que totalmente com temporários. O TCM‑BA analisará a nota técnica enviada, podendo abrir auditoria e adotar medidas cautelares para coibir a suposta prática de renovação de contratos visando driblar limites legais.
Foto: Reprodução
A Prefeitura de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, vive um cenário crítico na gestão de pessoal. Mesmo após abrir um concurso público com 1.118 vagas em cadastro de reserva, o município segue funcionando majoritariamente com servidores temporários e mantém o certame suspenso. Uma denúncia enviada ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) aponta que 70% dos cargos previstos em lei continuam ocupados por trabalhadores contratados, apesar da justificativa oficial de que o concurso foi paralisado por “limite prudencial” de gastos com pessoal. A análise da folha de pagamento mostra que o município desembolsa R$ 3,1 milhões por mês com mão de obra temporária — valor R$ 1,09 milhão maior do que gastaria caso efetivasse os aprovados pelo vencimento-base previsto no edital. O concurso, lançado em 2024, foi suspenso sob alegação de que a prefeitura ultrapassou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas os dados fiscais mais recentes mostram que o argumento já não se sustenta. Em agosto de 2024, quando o concurso foi travado, o gasto com pessoal representava 53,7% da Receita Corrente Líquida Ajustada, acima do limite de 51,3%. Porém, os relatórios oficiais revelam que o índice caiu para 48,73% em abril de 2025 e ficou em 50,29% em abril de 2026, dentro da normalidade. Mesmo assim, o município não retomou o concurso — e, ao contrário, aumentou o número de temporários em 18,5% no período. O levantamento do Quadro de Cargos de Provimento Efetivo mostra um déficit estrutural de concursados. Dos 93 cargos previstos em lei, 53 funcionam com 70,4% de mão de obra temporária: são 1.753 contratos provisórios contra apenas 738 servidores efetivos. Em nove cargos, não há nenhum concursado. Funções essenciais, como Coletor de Lixo, Fisioterapeuta, Vigilante e até toda a Procuradoria Jurídica, operam com 100% de servidores temporários. Na saúde, os índices também preocupam: Psicólogos (94,4%), Dentistas (86,1%) e Técnicos em Enfermagem (78,1%) são majoritariamente contratados. Além disso, a denúncia aponta um padrão que se repete há três anos: demissões em massa entre novembro e janeiro, seguidas por recontratações concentradas em datas específicas, como 3 de março de 2026 (678 pessoas), 2 de janeiro de 2023 (660) e 1º de março de 2024 (607). O ciclo indica a manutenção da mesma força de trabalho, apenas renovando contratos para driblar limites legais de prorrogação. Uma nota técnica detalhando as irregularidades e o impacto financeiro foi enviada ao TCM-BA, que deve analisar o caso e decidir sobre abertura de auditoria e possíveis medidas cautelares. A expectativa é que o órgão avalie se a prefeitura está utilizando contratações temporárias de forma indevida e se há necessidade de retomada imediata do concurso público.
TCM mantém rejeição das contas de 2023 de Bom Jesus da Lapa e reduz multa ao ex‑prefeito
Tribunal acolhe parte da defesa, mas aponta que irregularidades graves seguem comprometendo a prestação de contas do município
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) manteve a rejeição das contas de 2023 da Prefeitura de Bom Jesus da Lapa, apresentadas pelo ex-prefeito Fábio Nunes Dias. Embora a multa tenha sido reduzida de R$ 10 mil para R$ 8,5 mil, o tribunal destacou que persistem irregularidades em processos licitatórios e justificativas de quantitativos de bens e serviços.
- O ex-prefeito permanece sujeito às sanções previstas e ao registro da rejeição das contas, que pode impactar futuras análises de elegibilidade e ações de improbidade.
Foto: Divulgação
Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM‑BA) decidiram, nesta terça‑feira (21), manter a rejeição das contas de 2023 da Prefeitura de Bom Jesus da Lapa, apresentadas pelo ex‑prefeito Fábio Nunes Dias. O colegiado deu provimento parcial ao recurso do gestor e reduziu a multa aplicada, que passou de R$ 10 mil para R$ 8,5 mil, após o esclarecimento de parte das falhas apontadas no relatório técnico. Apesar da redução da penalidade, o tribunal destacou que persistem irregularidades consideradas relevantes, especialmente em processos licitatórios, pesquisas de preços, planejamento de contratações e justificativas de quantitativos de bens e serviços. Também foram identificados descumprimentos de normas previstas em editais e ausência de documentação suficiente para afastar impropriedades já registradas na análise inicial. Segundo o relator do processo, conselheiro Paulo Rangel, os documentos apresentados pela defesa não foram suficientes para alterar o entendimento sobre os principais problemas que comprometeram o mérito da prestação de contas. Ele ressaltou que, embora alguns apontamentos tenham sido sanados, o conjunto das irregularidades mantém a gravidade da situação. Com a decisão, o ex‑prefeito permanece sujeito às sanções previstas e ao registro da rejeição das contas, que pode impactar futuras análises de elegibilidade e ações de improbidade. O processo segue para registro e arquivamento conforme os trâmites do TCM.
Contas de ex-prefeito de Bom Jesus da Lapa são rejeitadas
Contas de ex-prefeito de Bom Jesus da Lapa são rejeitadas
Órgão apontou irregularidades fiscais e descumprimento de investimentos mínimos na educação durante exercício de 2024.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia recomendou a rejeição das contas da Prefeitura de Bom Jesus da Lapa devido à falta de recursos suficientes para cobrir despesas e irregularidades nos investimentos em educação. Além disso, a gestão aplicou apenas 8,28% dos recursos em manutenção e desenvolvimento do ensino, abaixo do mínimo constitucional de 25%. O tribunal também determinou multa ao ex-gestor e encaminhou representação ao Ministério Público Estadual. Ainda cabe recurso da decisão.
- A gestão do ex-prefeito Fábio Nunes Dias foi criticada por não ter utilizado os recursos do Fundeb para pagamento dos profissionais da educação básica de acordo com a legislação, utilizando apenas 48,10% dos recursos para esse fim, inferior ao mínimo de 70% exigido. Isso levou à aprovação da multa e à representação ao Ministério Público Estadual.
Foto: Reprodução
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia recomendou, em sessão realizada nesta quinta-feira (21), a rejeição das contas da Prefeitura de Bom Jesus da Lapa referentes ao exercício de 2024, sob responsabilidade do ex-prefeito Fábio Nunes Dias. Segundo o parecer do relator do processo, conselheiro Paulo Rangel, a decisão foi motivada pela falta de recursos suficientes para cobrir despesas inscritas como restos a pagar, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O tribunal também apontou irregularidades nos investimentos obrigatórios em educação. Conforme a análise técnica, o município aplicou apenas 8,28% dos recursos em manutenção e desenvolvimento do ensino, abaixo do mínimo constitucional de 25%. Além disso, a gestão utilizou 48,10% dos recursos do Fundeb para pagamento dos profissionais da educação básica, percentual inferior ao mínimo de 70% exigido pela legislação. Diante das irregularidades, os conselheiros aprovaram multa de R$ 10 mil ao ex-gestor e determinaram o encaminhamento de representação ao Ministério Público Estadual para apuração de possível ato de improbidade administrativa. Ainda cabe recurso da decisão.
MPBA firma acordo para segurança no Santuário de Bom Jesus da Lapa
MPBA firma acordo para segurança no Santuário de Bom Jesus da Lapa
Parceria com prefeitura e Diocese prevê monitoramento geológico e proteção de visitantes e moradores
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público do Estado da Bahia firmou um acordo com a Prefeitura de Bom Jesus da Lapa e a Mitra Diocesana para reforçar a segurança e a preservação no Santuário do Bom Jesus da Lapa. As medidas incluem a proteção de romeiros e visitantes, a segurança de imóveis em áreas de risco e a implantação de um programa contínuo de monitoramento geológico na região. Isso tem como objetivo preservar o patrimônio religioso e reduzir riscos, além de proteger a vida e a segurança de moradores e visitantes.
- As medidas foram implementadas desde 2025, incluindo a retirada controlada de blocos instáveis, o manejo de áreas críticas e interdições pontuais.
Foto: Divulgação | Santuário do Bom Jesus da Lapa
O Ministério Público do Estado da Bahia firmou, nesta quarta-feira (6), um acordo com a Prefeitura de Bom Jesus da Lapa e a Mitra Diocesana para reforçar a segurança e a preservação no Santuário do Bom Jesus da Lapa. A reunião foi realizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, com participação de representantes do Ministério Público, do município e da Diocese.O acordo prevê medidas voltadas à proteção de romeiros e visitantes, além da segurança de imóveis localizados em áreas de risco. Também está prevista a implantação de um programa contínuo de monitoramento geológico na região do santuário. Desde 2025, ações preventivas já vêm sendo executadas no local, como a retirada controlada de blocos instáveis, o manejo de áreas críticas e interdições pontuais. Segundo o Ministério Público, as medidas têm como objetivo preservar o patrimônio religioso e reduzir riscos, além de proteger a vida e a segurança de moradores e visitantes.
























