Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução de maioridade penal
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução de maioridade penal
Proposta faz parte de uma das principais bandeiras de Lula na reta final de seu terceiro governo
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Senado Federal aprovou em dois turnos a PEC da Segurança Pública, proposta central do governo Lula para reforçar o combate ao crime organizado. A medida recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, avançando agora para promulgação pelo Congresso Nacional.
- A emenda constitucional incorpora o Sistema Único de Segurança Pública, amplia a integração entre União, estados e municípios e permite a criação de polícias municipais civis, além de endurecer o enfrentamento a facções, milícias e organizações criminosas. A discussão sobre a redução da maioridade penal foi separada e seguirá em tramitação própria.
Foto: Wilton Junior | Estadão
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3), em dois turnos, a PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer o combate ao crime organizado no país. O texto recebeu apoio unânime dos senadores, com 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, e agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional. A proposta incorpora o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição Federal, amplia a integração entre União, estados e municípios e estabelece mecanismos para endurecer o enfrentamento às organizações criminosas, facções e milícias. A votação ocorreu após semanas de negociações e impasses envolvendo a inclusão da redução da maioridade penal. Para evitar que as divergências travassem a tramitação da proposta, o Senado decidiu retirar o tema do texto principal e tratá-lo em uma discussão independente. A PEC da Segurança é considerada estratégica pelo Palácio do Planalto. O governo defende que o texto fortalece a coordenação nacional das políticas de segurança pública e amplia a capacidade de atuação integrada entre as diferentes forças de segurança do país. O principal ponto de conflito durante a tramitação foi justamente a redução da maioridade penal. Parlamentares da oposição apresentaram proposta para reduzir a idade penal de 18 para 16 anos e, em casos de crimes hediondos, para 14 anos. O governo também chegou a discutir uma alternativa prevendo a responsabilização a partir dos 16 anos em crimes de maior gravidade. A falta de consenso levou o relator da matéria a apresentar uma solução negociada: separar as emendas sobre maioridade penal da PEC da Segurança Pública. A medida permitiu o avanço da proposta principal e garantiu a aprovação do texto sem alterações relacionadas ao tema. O que muda com a PEC - Entre as principais mudanças, a proposta constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública, fortalecendo a integração entre órgãos municipais, estaduais e federais e ampliando o compartilhamento de informações e investigações. O texto também redefine atribuições da União na coordenação das políticas nacionais de segurança pública e execução penal, mantendo a autonomia dos estados sobre as polícias civis e militares. Outra novidade é a possibilidade de criação de Polícias Municipais de natureza civil, voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário. A proposta ainda amplia competências da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que poderá atuar também em ferrovias e hidrovias federais. A PEC prevê ainda tratamento mais rigoroso para integrantes de facções criminosas, organizações paramilitares e milícias privadas, além de consolidar na Constituição restrições às chamadas "saidinhas" para condenados por crimes considerados mais graves. Próximos passos - Com a aprovação em dois turnos no Senado, a proposta aguarda agora a promulgação pelo Congresso Nacional para entrar em vigor. Paralelamente, a discussão sobre a redução da maioridade penal seguirá em tramitação própria no Legislativo, tema que continua mobilizando governo, oposição e lideranças partidárias em Brasília.
























