Estudante de Barra do Choça conquista prêmio internacional com pesquisa inovadora para produção de café
Jovem de 18 anos alcança 4º lugar na maior feira de ciências do mundo com solução natural contra fungos no pós-colheita
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O estudante baiano Kenisson Morais Brito, de 18 anos, natural de Barra do Choça, conquistou o 4º lugar na categoria Plant Sciences da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira de ciências e engenharia do mundo, realizada em Phoenix, Arizona (EUA). Seu projeto inovador propõe uma alternativa natural e de baixo custo para o controle de fungos em café pós-colheita, um desafio significativo para produtores do sudoeste da Bahia, destacando o potencial da pesquisa desenvolvida no ensino médio.nnA pesquisa de Kenisson utiliza extrato de erva-doce para criar o
Foto: Divulgação
O estudante Kenisson Morais Brito, de 18 anos, natural de Barra do Choça, no sudoeste da Bahia, conquistou destaque internacional ao garantir o 4º lugar na categoria Plant Sciences da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira de ciências e engenharia do mundo. O evento aconteceu entre 9 e 15 de maio, em Phoenix, no Arizona (EUA). A paixão de Kenisson pela ciência começou ainda na infância, quando cresceu cercado pela natureza e pela rotina agrícola da região. Já no ensino médio, decidiu aprofundar os estudos e passou a viajar diariamente para Vitória da Conquista para se dedicar à pesquisa. O esforço rendeu frutos: seu projeto propõe uma alternativa natural e de baixo custo para o controle de fungos no café pós-colheita — um desafio comum para produtores do sudoeste baiano. A pesquisa utiliza extrato de erva‑doce como fungicida natural. O composto, batizado de AnisGuard, apresentou desempenho comparável — e em alguns testes até superior — ao de fungicidas sintéticos. Aplicado na lavagem dos grãos, o extrato atua diretamente na estrutura dos fungos, reduzindo sua proliferação e a liberação de toxinas. Segundo dados apresentados pelo estudante, a solução alcançou redução de até 83,8% da carga fúngica, com custo potencial até quatro vezes menor que o de produtos convencionais. O método também permite o reaproveitamento de resíduos como biofertilizante, fortalecendo o solo e reduzindo impactos ambientais.
Foto: Divulgação
O projeto, intitulado “AnisGuard: avaliação multifacetada do extrato de Pimpinella anisum como fungicida natural, biofertilizante e alternativa custo‑efetiva no controle de Penicillium spp. em café pós‑colheita”, foi desenvolvido na Escola SESI Anísio Teixeira, sob orientação da professora Winne Katharine Souza Rocha e coorientação de Gislaine Amorim Santos. O reconhecimento na ISEF rendeu ao jovem um prêmio de US$ 600. Para Kenisson, a experiência foi transformadora. “Estar ao lado dos melhores jovens cientistas do mundo foi surreal e muito inspirador. A cerimônia de premiação representou toda a minha trajetória até aqui”, afirmou. A delegação brasileira na ISEF 2026 contou com 26 estudantes do ensino médio e técnico. Quatorze deles, incluindo Kenisson, foram selecionados pela Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na USP. Os demais vieram da MOSTRATEC, no Rio Grande do Sul. Após o prêmio, o jovem reforçou o desejo de seguir carreira científica e desenvolver soluções com impacto social. “A ciência feita no Brasil, inclusive no interior da Bahia, tem potencial para alcançar o mundo”, disse. A conquista coloca Barra do Choça e o sudoeste baiano no mapa da inovação científica, mostrando que pesquisa de qualidade também nasce longe dos grandes centros.























