PM proíbe filiação partidária de policiais da ativa na Bahia
Medida foi ampliada após recomendação do MP-BA, que apontou 84 policiais da ativa filiados a partidos políticos no oeste do estado.
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Foto: Reprodução
O Comando-Geral da Polícia Militar da Bahia determinou a proibição de filiação partidária para policiais militares da ativa em todo o estado, após recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A corporação também orientou que diretores, comandantes e chefes realizem um levantamento interno para identificar eventuais irregularidades. A recomendação foi motivada por um relatório do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que identificou 84 policiais militares da ativa filiados a partidos políticos na região oeste. O MP-BA encaminhou o documento no dia 6 ao Comando de Policiamento da Região Oeste (CPR-O), à Companhia Independente de Policiamento Tático da Região Oeste (CIPT-O) e à Companhia Independente de Policiamento Especializado do Cerrado (Cipe Cerrado).No texto, o MP-BA afirma que a filiação partidária de policiais em exercício contraria normas constitucionais, além dos princípios de hierarquia, disciplina e neutralidade política previstos no Estatuto dos Policiais Militares da Bahia. O órgão recomendou que os profissionais sejam notificados a se desfiliar em até 15 dias, sob risco de abertura de processo administrativo disciplinar. A recomendação inclui ainda a criação de rotinas de verificação junto à Justiça Eleitoral e o envio, em até 45 dias, de um relatório sobre as medidas adotadas pelas unidades.O Comando-Geral da PM determinou que, em anos eleitorais, comandantes e diretores acompanhem a situação funcional de policiais candidatos, garantindo a regularização ao final do mandato, quando eleitos, ou imediatamente após o retorno à atividade, quando não eleitos.
Pente-fino federal retira Bolsa Família de famílias ligadas a 200 vereadores na Bahia
Auditoria do governo federal cruzou dados de renda com cargos eletivos e identificou irregularidades em mais de 150 municípios baianos.
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Foto: Lyon Santos | MDS
Um levantamento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) identificou que familiares de mais de 200 vereadores da Bahia foram excluídos de programas sociais federais, como o Bolsa Família e o Auxílio Gás, após o cruzamento de dados com folhas de pagamento públicas. A medida integra o pente-fino nacional iniciado em 2025, que revisa os cadastros do Cadastro Único (CadÚnico) para eliminar fraudes e garantir que os benefícios sejam destinados exclusivamente a famílias em situação de vulnerabilidade.De acordo com os dados obtidos via Lei de Acesso à Informação pela plataforma Fiquem Sabendo, há registros de esposas, maridos, filhos e irmãos de parlamentares municipais cadastrados como beneficiários ativos. Em grande parte dos casos, os cônjuges apareciam como responsáveis diretos pelos recebimentos.Os nomes aparecem distribuídos em mais de 150 municípios baianos, abrangendo cidades de pequeno porte, como Catolândia, Cordeiros, Boninal e Muquém de São Francisco, e também municípios com maior população, como Cachoeira, Guanambi e Madre de Deus.Entre os exemplos identificados estão parentes de vereadores como Fernando Gomes de Sena (MDB), de Cabaceiras do Paraguaçu, cujo irmão recebia simultaneamente pelo Bolsa Família e Auxílio Gás; Marcelo Conceição Castro (PT), de Boquira, com dois familiares inscritos no CadÚnico; e Marisvaldo Silva de Souza (União Brasil), de Caldeirão Grande, em que o pai ou a mãe constava como beneficiário. Segundo o MDS, o cruzamento de informações permitiu detectar renda incompatível com os critérios exigidos para a permanência no programa. Os dados mostram que, em muitos casos, os familiares continuavam recebendo os auxílios mesmo com o parlamentar exercendo mandato e recebendo salário público.O balanço mais recente aponta que o pente-fino federal já excluiu mais de 1,2 milhão de famílias em 2025. Na Bahia, mais de 85 mil cadastros foram cancelados, o segundo maior número do país, atrás apenas de São Paulo. Além do Bolsa Família, o Auxílio Gás, destinado a subsidiar o custo do botijão de cozinha para famílias de baixa renda, também registrou desligamentos de parentes de vereadores. Pelo menos 50 nomes aparecem simultaneamente nas listas dos dois programas, indicando duplicidade de benefícios em um mesmo núcleo familiar.O levantamento também traçou um recorte partidário dos políticos envolvidos. Os partidos com o maior número de vereadores com familiares desligados dos programas são o PSD (25 casos) e o Avante (24). Na sequência aparecem PT e União Brasil, empatados com 14, e PP e MDB, com 12 casos cada.























